sábado, 21 de setembro de 2013

Escrava

Escrava

"Teu poema, inclemente, me encarcera,
umedecendo, de gozo, os meus versos.
Espancando, com a pena, as minhas rimas,
se assanha, feito bicho, entre meus seios.

Teus dedos em tuas mãos; ágeis tentáculos,
aprisionam de vez minhas vontades,
deixando-me à mercê dos teus domínios,
amarrando-me os pulsos, como escrava.

O ar que me vem é da tua boca.
Meus gemidos, quem sufoca é tua língua.
Teu verbo, desconexo aos meus ouvidos,
me faz louvar - indecente - o teu nome.

Em minha barriga, passeia impune, o teu falo.
Sob teu corpo, o meu, é prazer e desgoverno.
Entre minhas coxas, tu desenhas a tua fúria,
em teu pescoço, cravo dentes de poesia..."

~Mariza Lourenço~



4 comentários:

moubarato disse...

tateio tudo gruta úmida
tatuo tudo espasmo mágico
dança feitiços feita escrava de meus vícios
dança as tão fálicas mudanças te devoram
beijos pra descobrir e desvairar,,,
mou < : )

Ayesk@ disse...

moubarato, saudades de te ler!
Beijos doces e obrigada pelo carinho!

Dr Fritz disse...

legal! Este é o meu de poesia erótica http://contosdofritz.blogs.sapo.pt dá uma olhada. ;-)

Andres Castillo disse...

So wonderful.