domingo, 27 de maio de 2012

Posse...



Posse

Vem cá! Assim, verticalmente!
Achega-te... Docemente...
Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher
promessas do que quero prometer,
até à síncope do amor na alma!
Colemos as mãos, palma a palma!
A minha boca na tua, sem beijo...
Desejo-te até o desejo
se queixar que dói.

E sou tua, assim, como nenhuma foi!

 
 ~Leonor de Almeida, 1947- Portugal~

Ayesk@

2 comentários:

Casa de Anita disse...

Delicia de poema!!!

Beijos suculentos,
Nitinha

Ayesk@_Ursinh@ disse...

Pois é...
A Ruivinh@ Ursinh@, cada dia mais apaixonada pelos lusitanos e essa autoria de uma pelo que vi na Net.

Bjs doces maninh@


Ayesk@