sábado, 19 de novembro de 2011

Divagações...






Escrevo como a degustar palavras.
Enólogo provando vinhos.
A alma divaga, vaga,
Por paraísos e infernos.
Por estados diversos de excitação,
De prosas tristes e versos.
Vago entre flores perfumadas,
De aromas exóticos.
Louca abelha a colher do néctar e veneno,
De cada uma delas.
Corto-me esquartejando meu corpo,
Em pedaços cada vez menores.
Como formigas a destruírem plantas,
Em seus afazeres e labuta.
Caminho por sendas íngremes,
Que levam a precipícios,
Meus vícios,
Medos, guardados segredos.
Desvendo-me à luz de velas,
De templos antigos, 
Castelos.
Queimo-me de fogo em fogueiras,
A relva queimando,
Arde meu corpo corpo, como lenha,
Acesa em brasa.
A alma poeta,
Repleta de perguntas, muda e calada,
Segue um rumo.
Sou ido, findo.
Já fui paraíso,
Não sou mais.
Cheguei, é meu fim,
Meu vôo final
Já fiz.
E no etéreo cosmo,
Agora, 
Estou,
Sou energia, apenas.


(Autor: Mário Teixeira)
Postado por Ayesk@

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