quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Série: A Porta do Inferno - 2º Capítulo


























Knight acordou não em um lugar, mas em um estado de consciência, dentro de sua mente. Estava sentado em uma cadeira de madeira com os pulsos atados por pesadas correntes nos braços do móvel, de frente para duas grandes cortinas fechadas, como se em breve ele fosse ser o único espectador de um misterioso espetáculo.
Ouviu então uma voz feminina, doce e serena:
- Veja só quem acordou! Bem que a Selene me avisou que em breve eu receberia um visitante interessante.
A garota então caminhou em sua direção. Tinha a pele cor de marfim, algumas sardas no rosto e olhos que reluziam como esmeraldas. Usava uma túnica branca com adereços cor de ouro. Sua aparência angelical contrastava com sua função ali. Seu nome era Hella, a versão feminina de “hell” , a anja responsável pelo julgamento dos recém chegados.
- Me disseram que o que te trouxe aqui foi um caso de amor, mas eu só consigo ver ódio em você. – ela disse.
- O primeiro é um fim, o segundo é um apenas o meio para alcançá-lo. – respondeu Knight.
- Se você realmente a ama, vai ter que me provar. É a condição para eu te deixar passar.
Knight olhou em seus olhos, e impaciente e respondeu:
- Moça, me solte daqui e me leve até a Jill, antes que eu arrebente essas correntes e te dê uma leve amostra do meu amor e do meu ódio diretamente na sua pele.
Hella apenas riu.
Sentou-se sobre Knight, de frente para ele, e arranhou delicadamente seu pescoço, seus cabelos macios tocavam o peito do visitante. Ela então passou a ponta da lí­ngua pelo pescoço dele, passando pelo queixo e chegando à boca.

- Você acha que a Jill ficaria magoada se visse isso, Knight?
- Me solte daqui! Agora!
- Nossa, olha como você endureceu rapidinho, acho que está gostando disso. Quer mais?
A garota então se levantou e começou a dançar na frente de Knight, rebolando com os quadris e mordendo os lábios, levantando a túnica de forma insinuante e mostrando-lhe as coxas, as vezes revelando um rápido vislumbre do seu sexo.
Ela estalou os dedos e abriu-se a primeira cortina.
72 garotas: loiras, morenas, ruivas, negras e orientais, todas nuas, se tocavam e olhavam para Knight. Ao fundo, ele pode ver pilhas de ouro e garrafas de uí­sque.
- Esqueça ela, Knight. Se aceitar ficar aqui comigo, tudo isso será seu. No meu reino você será um rei.
Knight permaneceu concentrado. E a garota continuou:

- Vamos lá, você nunca foi um homem de resistir às tentações, já fez o bastante na sua vida para merecer tudo isso.
O homem então repete pausadamente, cerrando os dentes:
- Vou pedir, pela última vez, para você me soltar...
Hella então tirou o sorriso de seu rosto e pela segunda vez estalou os dedos. A segunda cortina se abre e então Knight pode ver Jill. A garota, também nua, estava presa em uma estrutura em formato de X. O corpo esticado com braços e pernas atados cada um em uma ponta. Ela parecia dormir.
Knight começa a se debater, tentando a todo custo se livrar das correntes e ir até ela. É acalmado pela anfitriã:
- Parece que você realmente gosta dela, Knight. Vou te deixar tocá-la uma ultima vez. Depois, deixo você prosseguir sua missão.
Hella caminhou até Jill e acordou-lhe tocando sua boca na dela. O hálito gelado da anja fez Jill despertar, piscando os olhos algumas vezes para ver onde estava. Olhou para Knight com um olhar resignado, que demonstrava pouca esperança. A garota de túnica acariciou o corpo todo de Jill e olhou para Knight:
- Por esse beijo, eu entendo porque você veio até aqui.
Hella soltou os grilhões que prendiam Jill e mandou-a ir até Knight. Jill começou a caminhar, mas a anfitriã a segurou pelos cabelos, atirando-a no chão.

- Não é para andar, é para ir rastejando!
Jill posicionou-se de quatro e engatinhou até Knight, sendo seguida por Hella. A anja então abriu o zí­per das calças de Knight e pegou-lhe o pênis, acariciando desde a base até a cabeça.
- Vou deixar você experimentá-lo mais uma vez, Jill. Dê um pequeno incentivo para o seu guerreiro cumprir sua jornada. Vamos!
Segurada por Hella pelos cabelos, Jill abocanhou o pênis de Knight que pulsava em sua boca. O homem ofegava de prazer, enquanto Jill molhava o membro com sua saliva. Hella passava as duas mãos no tórax de Knight.































- Isso, bom menino, mostre como você a ama.
Mandou então que Jill subisse em Knight, sentado na cadeira, e que os dois fizessem amor em frente aos seus olhos.
Pela primeira vez Jill esboçou um sorriso e obedeceu Hella, ajeitando-se sobre Knight e encaixando o pênis em sua vagina. Envolveu-o com os braços e tentou beijá-lo, mas foi impedida por Hella.
- Não! Aqui eu só permito o prazer, para desfrutarem do afeto um do outro, só depois que se mostrar merecedor, Knight.
Jill continuou cavalgando-o, debruçada com a cabeça sobre o peito de Knight. Hella foi para trás de Jill e começou a penetrar o ânus da garota com os dedos. Jill agora era duplamente penetrada, pelo pênis de Knight na vagina e pelos dedos de Hella atrás. Os dois gozaram juntos.
Hella então tirou Jill dali e prendeu-a de volta, em seguida fechando-se as cortinas. Knight estava desesperado e nervoso, contrastando com a calma de Jill, que apesar de querer muito Knight, já entendia como as regras funcionavam ali.
- Considere isso um incentivo e um privilégio Knight, não é para qualquer recém chegado que eu permito tal honraria. Agora que você se mostrou merecedor, vou deixar você continuar a sua jornada.
- Posso vê-la mais uma vez? – Disse Knight.
- Ela já não está mais lá, querido. Vou torcer para que dê tudo certo e que vocês se vejam de novo.
As palavras de Hella pareciam sinceras.
Como se um novo ato se iniciasse naquele momento, Hella soltou Knight das correntes e indicou-lhe uma porta, do outro lado daquela sala, que Knight ainda não havia visto antes. Ele a olhou, transtornado:
- Qual a próxima surpresa, Hella?
- Passe por essa porta e descubra. Eu só posso lhe mostrar a passagem, quem tem que atravessar é você. Meu trabalho com você terminou, Knight.
- Tem certeza que fui só mais um trabalho para você?
- Quem sabe eu te responda isso em alguma outra vida.
A porta então se abriu, revelando a forte claridade que vinha dela e inundava a sala. Knight olhou para trás e Hella havia desaparecido.
Ele então atravessou a porta.

* * *

A segunda sala era ainda maior que a primeira. O chão era formado por pisos em preto e branco, como um tabuleiro de xadrez, e no fundo uma mesa onde viam-se duas criaturas jogando cartas.






















O primeiro era um senhor de longas barbas brancas, da mesma cor que suas vestimentas, e seus olhos eram como que de um fogo azul. Ele aparentava muita serenidade.
O segundo, um ser grotesco, vermelho e imenso. Sua cabeça era semelhante à de um touro, com longos chifres no topo, e os dentes como de leões. Sua respiração, semelhante à de um cão rosnando, era ouvida de longe.
Knight caminhou até eles:
- Quem deixou você entrar aqui, moleque? – disse o ser vermelho, aparentando raiva e falando pausadamente, como se o ar lhe faltasse.
O de barbas brancas então sorriu e disse:
- Acalme-se, Lúcifer, o garoto só quer te propor um negócio.
Knight então tira a foto de Dante do bolso e mostra para os dois. O ser vermelho explode num ruí­do gutural e se levanta bruscamente, derrubando a mesa junto com as cartas. Em pé, ele devia ter mais de três metros de altura.
- Esse é o homem que roubou o meu reino!
- Eu sei. Te proponho entregar o corpo e a alma dele. Se eu matá-lo na terra, o mando direto para você. Em troca, quero que me devolva a Jill quando você recuperar o controle do inferno.
O senhor de barbas brancas então retruca:
- Rapaz, então você quer matar o homem que deu um golpe de estado no inferno e expulsou o diabo de lá? Aquele que é pior que o próprio demônio, e que tem o poder de perambular por terra e inferno livremente? Tudo isso por causa de uma garota?
- É... – respondeu Knight.
- Filho, quando eu disse que vocês deveriam amar uns aos outros, não imaginei que alguém iria tão longe.
Knight continuou encarando-os. O ser vermelho então aceitou o trato.
- Vou mandá-lo o mais rápido possí­vel para você, e é bom que o sistema de saúde no inferno funcione, porque vou mandá-lo bem machucado. – disse Knight.
Um grande portão então se abriu do outro lado da sala, e Knight caminhou na direção dele.
- Vou estar torcendo por você, garoto. – Disse o senhor de branco.
Knight assentiu com a cabeça e se foi dali.
Acordou na cama de Selene, com a feiticeira lhe dando uma bebida feita com ervas, para neutralizar o veneno da serpente.
- E então, Knight, como foi lá?
Ele abriu os olhos devagar, fitou Selene e respondeu em voz baixa:
- Selene, se prepare para a melhor noite da sua vida em Rockland city.


Continua...



just.knight.rider@gmail.com


Escrito por Knight
Postado por Ayesk@




5 comentários:

Anônimo disse...

nunca é nunca.

Anônimo disse...

promessa minha.

Anônimo disse...

Faço das suas lindas palavras a minha!!
Apesar que NUNCA É TEMPO DEMAIS!

Beijos e uma ótima sexta-feira sem estresse!

Ana Casada disse...

querida que conto delicioso...

nossa que imaginação...

beijocas

ana casada

Ayesk@ disse...

Bom-dia, Ana!!!
O Knight escreve muito bem!
E essa série dele está em primeiro lugar aqui no blog entre os post mais lidos diariamente!
Bjs doces e obrigada pelo carinho e uma mega segunda!

Ayesk@