domingo, 9 de outubro de 2011

Presente do Destino









Sua Svetla... 
Seu cheiro, seu sangue circulando em seu corpo o afetavam mais que ele esperava. 
O deixava como que embriagado...
Ele a olhava da janela, seus pés acima do chão.
Levitava.

Era madrugada...

Dizem que Vampiros só podem entrar em sua casa se você convidá-los.
Mas ele tinha outros meios de fazer com que ela o sentisse perto. Sentir seu toque...

(AYESKA)

Acordei lentamente e percebi algo diferente ao meu redor.
Uma névoa preenchia o meu quarto, envolvendo-me em suavidade e calor.
Ouvi uma música, um som suave, que parecia vir de dentro de mim, uma batida como se fosse a minha pulsação.

Eu estivera esperando por ELE.
E ele estava aqui.
Tocou-me, senti o calor da respiração dele contra minha pele.
Havia algo sensual na forma como ele apreciava meu sabor, meu aroma.
Os dedos que me tocavam estavam quentes e me seduziam.
Meu corpo se arrepiava, doía, ardia.
- Voce está aqui...- sussurrei.
“ Eu tinha que vir”
- Eu o convidei?
“ Não. Mas voce pensou em mim...e não pude resistir mais.”
- Estou a sua espera?
“Voce está?”
- Sim...acho que sim...sonhei com você...
Senti o roçar dos seus dedos em meu rosto.
“ Não diga mais nada...Só sinta.”
Senti-lhe o peso, o corpo masculino, a força discreta do seu peito, seus beijos...
Seus beijos me incendiavam. Os batimentos do coração dele. Não, os batimentos do meu próprio coração.
Eu não conseguia respirar, nem pensar.
O desejo pulsava,ondulava,avassalador naquele mar de sensações.
“Apenas sinta”
Seu corpo magro, mas rígido, o rosto branco com olhos azuis, cílios pretos em contraste com seus cabelos da cor do mogno e as pestanas finas. Um nariz aristocrático, enfim; não era meu tipo de Homem, mas eu sabia que ele significava algo que eu procurava há muito tempo.
“ Venha...siga-me...”
Respondi a sua chamada em um estado semi-hipnótico.
Levantei-me e caminhei cegamente pelo quarto e sai.
Fui ao jardim, a paisagem parecia banhada pela luz da Lua.
As flores brancas brilhavam ligeiramente. Eu o vi diante de mim e meus pés descalços se moviam silenciosamente pelo caminho. Parei diante dele, queria que ele fizesse o primeiro movimento. Ele subiu a mão até tocar a base do meu pescoço, (sem deixar de olhar-me nos olhos) foi me despindo lentamente, deixando-me nua à luz da lua.
“ Eu prefiro a escuridão, as sombras, na segurança e o calor da noite.”
- A Lua é suficientemente brilhante para mim. – respondi com calma.
E apertei meu corpo junto ao seu, sua boca procurou a minha e entreabri meus lábios ansiosa para absorver tudo que ele quisesse me dar.
Ele beijou meu pescoço, pegou-me em seus braços e me levou de volta ao meu quarto, onde colocou-me deitada na cama.
Ele não era mais que uma sombra na escuridão, uma silhueta vestida de negro e eu queria vê-lo, tocá-lo, conhecê-lo. Mas algo me disse, que teria naquela noite que aceitar suas condições,  assim; me recostei contra o travesseiro, com olhos meios fechados e esperei. Ouvi ruídos de roupa e soube que ele estava se despindo.
Segundos depois, ele estava na cama comigo, agarrando-me pelos ombros e estreitando-me contra o seu corpo.
- Qual o seu nome....
“ Dimitri...”
Ele me beijou, mordiscando meus lábios, enfiando a língua e explorando toda a minha boca. Não era possível ter um orgasmo só com um beijo, entretanto estava perto disso.
Ele moveu as mãos para cima e notei que as aproximava pouco a pouco dos meus seios.
Ele se apartou um instante e me deixou tombada sobre o colchão. Levantei meus braços para atraí-lo, mas,  ele pegou meus pulsos e os colocou ao lado do corpo.
O contato dos seus lábios em meus seios me provocou uma sensação tão intensa que chegava a doer. Tentei soltar-me, mas ele segurou meus pulsos de novo e lambeu suavemente um seio antes de mordiscá-lo ligeiramente, depois concentrou sua atenção no outro.

Suas mãos soltaram os meus pulsos por um momento e rodearam meus seios, acariciando os mamilos com as pontas dos dedos. Em seguida desceu a boca até o meu ventre, até a curva das minhas coxas, beijou minha pele lisinha sem pelos e abaixou mais a sua boca. Me debati um momento e segurei sua cabeça agora com as minhas mãos para tentar apartá-lo, suas mãos segurou-me pelos quadris e me manteve imóvel. Segundos depois eu já não tentava afastá-lo,  meus dedos deslizavam pelos seus cabelos, meu corpo arqueava-se sob as sensações que sua boca e língua produziam na minha carne úmida. Sua língua, seus lábios e suas mãos me excitavam de forma intensa, fazendo com que fisgadas explodissem em meu ventre, dentro do meu corpo.
Meu corpo vibrava sem parar contra sua boca. Me sentia flutuando em um mar de desejos e sensações, que nem tomei consciência em que momento ele me soltou e se estendeu sobre meu corpo febril.
Apesar das contrações que percorriam meu ventre, minha xoxota, ele já não me tocava. Rodeei-lhe o pescoço com os meus braços e enterrei meu rosto em seus ombros.
Ele levantou o meu rosto e pegou-o entre suas mãos. Beijou minha bochecha e minha boca procurou a dele. Me movi sob ele, separando minhas pernas e coxas.
Então ele me penetrou com lentidão e naquela hora eu soube pela dor que senti a principio que seu membro, sua masculinidade rígida, era muito superior a qualquer outra que eu havia conhecido. Quando ele estava enterrado profundamente dentro da minha gruta apertada, úmida e cálida; colocou minhas pernas em torno de seus quadris, penetrando-me mais fundo ; não pude evitar um ligeiro gemido de dor, misturado a um gemido de prazer.
“ Machuquei-a?”
O beijei para silenciar sua pergunta e apertei minhas pernas em torno do seu corpo com mais força, para que ele me penetrasse mais fundo. O senti estremecer e a perder o controle que havia mantido, separando-se de mim lentamente para voltar a me preencher com bombadas rítmicas segundos depois.
Não sei dizer, mas quando desapareceu o rastro de dor e meu corpo o recebeu apertando seu membro dentro de mim, o abracei e me apertei contra ele, soluçando, gemendo e chorando.
As sensações eram intensas demais, ele me preenchia e entrava e saia em uma dança selvagem. Nossos corpos em um ritmo frenético.
Nossas pelves coladas uma contra a outra, dois corpos em um só.
Ele era forte, poderoso, que todo o meu corpo se sentia invadido. Arqueei meu corpo contra o dele e senti suas estocadas fortes, profundas enquanto minha carne macia, melada o apertava sem dó e com um grito cheguei ao clímax.
Gozei e gozei, sentindo meu gozo escorrer em volta do seu membro.

Senti um roçar dos seus dentes, que pareciam presas afiadas em meu pescoço,  meus sentidos lentamente esvaíam-se e a única palavra que ouvi antes de perder totalmente a consciência foi:

- Minha Svetla...


















Escrito por Ayesk@

Nota: Conto reformulado.

Um comentário:

Amor A Base De tudo disse...

Sua escrita é uma delicia

Já senti a sua poesia
Suave e macia
Parece uma pena no ar
Que pena que agente não aprende
Ainda mais cedo
Os segredos do amor