quarta-feira, 29 de junho de 2011

Série : Fantasias a Três - Desejos Obscuros (Parte V)

























“ Não é nada especial. É só sexo. Única e exclusivamente sexo, maldita seja.”

Aquelas palavras me doíam mais do que imaginava.
“Não era nada, não significava nada. Finalmente, havia entendido. Ia terminar o que tinha me proposto a fazer e nunca mais. Não iria ter tolas ilusões, loucos devaneios...era o fim!”
Me lembrei de uma frase de um filme estrelado por Angelina Jolie e Antonio Bandeiras:
"O amor não é para mim, o amor é para quem acredita no amor"...

Na noite seguinte, estranhamente eu dormia sobre o ombro de Casanova, aconchegados no sofá vendo um clássico em preto e branco. O calor do corpo masculino me envolvia. Sentia-me cômoda e segura.
Por acordo tácito, não falamos de Raul, mas meus pensamentos retornavam a ele uma e outra vez.
Em algum lugar da casa, uma porta se fechou de repente. O som me arrepiou por completo.
Bocejei e me espreguiçei, olhando ao meu redor com ar confuso. Só vi Casanova, olhando aquele velho filme.
— Ayeska! — grunhiu uma voz. Logo ouvimos umas fortes pisadas no outro extremo da casa.
Senti-me invadida por uma onda de alívio e prazer.
— Raul?
Só deu tempo de dizer seu nome uma vez antes que ele aparecesse no vão da porta, enchendo a soleira com seus largos ombros e sua estatura.
Raul ofegava e tentava controlar-se. Cambaleou. Seus olhos se cravaram nela, envolvida pelos braços de Casanova. Despiu-a com o olhar.
Imediatamente, senti arrepiarem meus mamilos e engoli em seco.
— Está bêbado — cuspiu Casanova com desaprovação, de seu lugar ao lado de Ayeska.
— Queria. E não é por não tentar. Se estivesse, poderia ter ignorado este insano desejo de tocá-la. — ele imobilizou Ayeska no sofá com um olhar ardente. — Estaria em uma bendita inconsciência e não sentiria esta necessidade de senti-la em torno do meu pau.
Senti um comichão no estômago ante suas palavras. E outro em meu sexo.
Por que esse homem me excitava dessa maneira apesar de ser tão mau e difícil? Apesar de estar tão zangado?
Casanova, agora estava cortês , encantador e sedutor. E nada me despertava. Na primeira vez que o vira, cheguei até a pensar que alguma química rolaria entre nós.
Nada a ver com a ardente explosão de desejo que me invadia cada vez que Raul me acariciava, me olhava...
— Esqueça qualquer coisa envolvendo Ayeska, enquanto estiver com esse humor. — Dante Casanova ficou de pé e cruzou os braços, colocando-se em atitude protetora à frente de Ayeska. — Sabe muito bem o que tínhamos planejado a seguir, e você não está em condições de levá-lo a cabo. Vai machucá-la.
— Não o farei. — Raul ficou olhando, logo esboçou um sorriso tão brilhante quanto perigoso. — Olhe-a. Já tem os mamilos duros. E está me devorando com esses olhos escuros. E seu sexo…
Raul empurrou Casanova a um lado e deixou-se cair de joelhos. Antes que Ayeska pudesse pensar no que tinha planejado, ele levantou a minissaia e arrancou sua calcinha.
— Maldita roupa — resmungou ele. — Nua. Deveria estar sempre nua.
— Mas…
Ele abriu suas pernas, colocando dois dedos na úmida vagina, inclinando ao mesmo tempo a cabeça para seu clitóris, consumindo-a com uma lambida devoradora.
— Raul! — clamei entre gemidos.
Imediatamente, o fogo abrasador crepitou entre minhas pernas, provocando um inferno em meu ventre. Prementes e dolorosas, cálidas e incontroladas, as sensações explodiram contra mim. Eu não podia respirar. E, definitivamente, não podia dete-lo...
Não queria detê-lo.
Curvei meus dedos segurando sua cabeça enquanto continha o fôlego. Os ávidos lábios de Raul me deixavam emocionada. Estava sendo comida viva… minha paixão e aspirações, todas minhas dúvidas, minhas esperanças. Minhas indecisões..inseguranças...
Por que ele me afetava dessa maneira tão profunda? Porque excitava meu corpo mais que qualquer outro homem? Porque fazia parte de minhas fantasias sexuais?
As perguntas se diluíram em minha mente como o açúcar no vinho quando ele acariciou com o nó dos dedos o rio de nervos que eu tinha no meu interior.
Dante Casanova, se afundou no sofá ao seu lado e os observou com um desejo feroz estampado no rosto.
— Não deixarei que te faça mal.
— Ele não o fará — disse ela entre ofegos.
— Excita-te?
— Sim. — joguei a cabeça para trás e fechei os olhos. — Sim...ooooooooooo simmm...me excitaaaaa...e muitoooooo...
Casanova roçou o polegar pelo mamilo, antes de baixar a regata cavada sob os seios.
— Eu também vou excitar-te, putinha.
Casanova deslizou a língua sobre os tensos e duros mamilos, e ato seguido, os beliscou com os dentes. Raul realizou a mesma ação, agarrando meu clitóris entre os dentes para logo excitá-lo com a ponta da língua.
Um movimento de língua implacável atrás de outro e eu explodi em chamas. O fogo se estendeu por todo meu corpo, dos mamilos doloridos às pernas, fazendo-me arder a pele. Crescendo, aumentando… Meu coração descompassou, o som dos batimentos chegou aos meus ouvidos, deixando-me surda a tudo que não fossem os sons vorazes da boca de Casanova e os gemidos de Raul.
Em uns segundos, o desejo aumentou e ultrapassou até que voei na mesma borda de um prazer selvagem, até que meu corpo se retorceu sob cada toque da língua de Raul.
O fogo que me devorava seguiu aumentando até alcançar o máximo. Logo explodiu, queimando-me os olhos até que o vi tudo negro. Arqueando as costas, gritei enquanto me agarrava à cabeça de Raul, a seus ombros.
Enorme. Gigantesco. Alguma vez tinha tido um orgasmo mais intenso?
Tentei recuperar a respiração, deter o movimento daquele insano Mundo que não parava de girar.
Raul separou mais as coxas e cravou a língua bem fundo enquanto exigia mais.
—Outra vez...aaaaaaaaaaaa outra vez...
As sensações voltaram invadir-me com tal rapidez que meu corpo não foi capaz de perceber que a língua dele estivesse acariciando meu clitóris de novo. Aquilo era muito. Muito intenso para suportá-lo.
— Ohhhh… Espere... Vai mais devagar....aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
— Não — cuspiu Raul, levantando a cabeça de entre minhas coxas com os lábios molhados pelos meus fluidos. — Está aqui para aprender a estar com dois homens ao mesmo tempo. Adverti-te de que as coisas ficariam muito quentes. Algumas vezes serão rápidas e furiosas. Adapte-se a elas.
Sem deixar de me acariciar os seios, Casanova dirigiu um severo olhar para Raul.
Tinha a tratado de forma grosseira, mas , agora tinha visto o que Raul não queria admitir.
— Tem pouca prática. Podemos ir mais devagar.
— Por quê? Já é maior. Não faz mais que dizer que é uma adulta. Dentro de cinco minutos, poderá aceitar seu pau em seu traseiro. E não minta… sei o muito que o deseja.
— Estou seguro de que será muito satisfatório, se for isso o que ela quer.
Raul he dirigiu um olhar turvo.
— É um presunçoso bastardo que se oculta sempre atrás dessa imagem. Mas não esqueça que eu estava ali quando se deitou com aquela aeromoça, o ano passado. Atirou-lhe isso durante mais de três horas. Acaso pensa que Ayeska, poderia manter o ritmo em uma de suas maratonas?
Cravei os olhos em Raul.
— Em nenhum momento ouvi que ela se queixasse. Além disso, você também participou.
— Uma vez. O resto do tempo foi toda sua, meu caro. E não é a primeira vez que ela recebe esse tratamento. Quer conquistar Ayeska? Pois será melhor que lhe ensine seu verdadeiro eu. Ou então volte a tratá-la como a estava tratando.
Casanova engoliu em seco.
— Ela já conhece meu verdadeiro eu. Nós conversamos, nos entendemos, enquanto você esteve fora. E prometi que serei o mais terno possível com ela.
Raul bufou.
— Cedo ou tarde terá que lhe mostrar esses arrebatamentos mortais, ou não fará outra coisa que enganá-la.
— Cale-se.
Observei a forma dos dois , ambos encolerizados. Dizer que estava pasma era pouco.
Tentei intervir. Afinal eles eram amigos.
— Dante, sério, eu…
— Este é o trato — disse Raul a Ayeska, como se Dante Casanova não tivesse grunhido e ela não tivesse falado. — As mulheres desfrutam muito conosco, porque Dante tem paciência para fazê-las arder. Eu vou mais rápido, mas me asseguro de que gozem várias vezes. E em algum momento entre tudo, Dante perde a cabeça. — Raul dirigiu a Dante outro olhar avesso.
— Cale-se, Raul.
— Quando esse lado escuro sai à luz, dedica-se a fodê-las durante mais de três horas seguidas. Mais tempo, se perder realmente o controle. "Não dar-se por vencido jamais". Não é esse seu lema? — As amargas palavras ressonaram no ar.
Com a boca aberta, Ayeska observou como Dante agarrava Raul pela camiseta e o punha em pé.
— Está assustando ela.
— Estou dizendo a verdade. E deveria estar assustada. Está brincando com dois homens experientes e insaciáveis.
— Não quero machucá-la , Casanova e tenho muito pouco controle quando estou com ela. Todos nós,  já sabemos disso.
— Bom. Já que você possui agora a paciência e não bebeu… — Raul colocou a mão no bolso e tirou uma camisinha e um tubo de lubrificante. Lançou-os sobre a mesinha, à minha frente. — Já sabe o que tínhamos previsto esta noite. Toque-a. Seja suave e cortês, e tudo isso. Ou o farei eu. E então, que o céu nos ajude.
Casanova soltou um breve grunhido.
"Que demônios se passava com aqueles dois? De repente Dante Casanova a tratava melhor e Raul... Não queria respostas a essas perguntas, não quando sabia bem o que significavam a camisinha e o lubrificante. "
— Rapazes, se nenhum estiver seguro…
— Sim, eu estou seguro — a interrompeu Casanova em voz baixa. — Como Raul disse com tão pouca delicadeza, mas sem faltar à verdade, isto é parte do seu treinamento. E um dos dois tem que fazê-lo. Raul não está em condições. – Já sabe muito bem o que a espera.
— Sim...sei, sexo anal — respondi.
— Sim. — A voz de Casanova ficou num leve tom rouco. — Te parece bem?
— É necessário para tomar a dois homens ao mesmo tempo. É parte do que preciso aprender.
— Mas te parece bem provar esta noite? É tarde e...
— Já falamos sobre isso. E estou disposta. Você está? — baixei o olhar entre a perna das calças de Casanova.
No mesmo momento em que falei e olhei, a ereção cresceu.
— Sempre estou disposto quando se trata de você.
— Decidido então — cortou Raul, deixando-se cair no sofá próximo ao dela.
Franzi o cenho quando ele se apoiou no respaldo e me dirigiu um sorriso. Se Raul me desejava tanto, por que não queria ser o primeiro em fazê-lo? Havia dito que tinha muito pouco controle sobre si mesmo quando estava com ela. Pensaria acaso que se voltaria um selvagem e a machucaria? Ou que a penetraria pelo orifício equivocado?
— Parece que sim. — Casanova olhou para Raul desconcertado. — O que fará você?
O olhar que Raul dirigiu a Ayeska quase a fez estremecer-se até os ossos.
— Olhar.
Uma palavra que provocou uma onda ardente de desejo nela.
Raul queria observar como Casanova a tomava pelo cuzinho, pensava desfrutar de cada momento enquanto ela se contorceria de prazer. Um rápido olhar para baixo lhe demonstrou só de pensar, e seu pau já estava duro.
Pensar no desejo de Raul era dolorosamente excitante. Meu sexo pulsou e uma nova umidade alagou minhas dobras já molhadas.
— Ao final, terá que participar — disse Casanova a Raul.
— Ao final. — Raul se recostou no respaldo, cruzou os tornozelos e colocou as mãos atrás da cabeça. Teria que estar cego para não ver a enorme ereção que pressionava contra a braguilha dos jeans. — Estou preparado, assim já pode começar.
Arrogante filho da mãe. Embora muito atraente. Pensei em alguma réplica mordaz, mas Casanova tocou meu braço.
— Gatinha?
Estava perguntando se estava preparada para isso, para ele.
Não. Sim. Talvez. Suspirei. Tinha curiosidade, mas estava assustada. Precisava fazer sexo anal, mas me preocupava se ia doer. E se Raul não ia tocá-la, queria deixá-lo louco, queria que ficasse tão louco por ela que não pudesse manter-se afastado nem um segundo mais.
Eu sabia que aquela era uma atitude estúpida e imprudente. Mas, ele havia dito em alto e bom som que era só sexo. Estava claro que Raul não me desejava tanto como eu o desejava, o queria. Sabia que ele fizera o correto, e em parte o agradecia, pela sinceridade. Mas não por isso deixava de sentir-me doída.
Por que ele tinha tanta importância? Ele ia preparar-se para um espetáculo infernal.
— Estou preparada — murmurei docemente no ouvido de Casanova, dirigindo um sorriso que não só era descarado mas também dizia "foda-me", "me come". E minha voz, baixa, sussurrada, mexia com eles.
Por um momento, Casanova só ficou olhando, como se não estivesse seguro do que significava meu sorriso ou do que fazer primeiro. Eu tomei a decisão por ele.
Uma estranha valentia, uma feminina resolução — a pura necessidade de tentar Raul — fluiu por mim quando agarrei a barra da regata, a levantei e a tirei pela cabeça, ficando completamente nua. Raul obteve uma vista de perfil. Então, belisquei levemente meus mamilos, assegurando-me de que estivessem duros.
— Estou mais que preparada. — esperava que essas palavras roucas se cravassem diretamente no membro de Raul.
Por que não havia dúvida que se cravaram no de Casanova. Pasmo, deixou-se cair de joelhos.
— Sente-se no sofá.
Com um olhar desafiante em direção a Raul, girei, ondulei os quadris e me acomodei no sofá. Cruzei as pernas em câmera lenta, imitando o melhor que sabia de uma postura feminina, e não era uma sorte que dessa maneira meus mamilos ficassem à altura do rosto de Casanova?
Casanova tirou a camisa que caiu ao chão, expondo as tensas linhas dos largos ombros, e os músculos dos braços e abdômen que se ondulavam com cada respiração. Ele estava preparado, sem dúvidas. E era muito atraente. Estremeci.
— Que mais pode tirar? — zombei, baixando o olhar às calças de Casanova —, tenho algo que poderia tocar se tirasse tudo.
Abri as pernas para ele — só para o Casanova —, para que visse quão molhada e inchada que estava. Ele gemeu, olhando fixamente as dobras molhadas e o ventre lisinho, sem pelos.
Pela extremidade do olho, vi como Raul abria o zíper das calças e agarrava seu membro inchado na mão. Começou a deslizar lentamente os dedos por cada comprido centímetro, apertando a largura no duro punho sem afastar os olhos de mim.. Eu estava adorando ver Raul ao limite do desejo. Mas mesmo assim não era suficiente.
De onde tinha tirado aquela pequena bruxinha do meu interior, não sabia, mas não ia detê-la nesse momento.
— Quer me tocar? — perguntei a Casanova, brincando com meu clitóris e ofegando em resposta.
— Sim — gemeu ele. — Faz isso outra vez...que putinha maravilhosa voce é...
— Se dispa e o farei...
Ele tirou as calças em menos de dois segundos para deixar à vista um comprido membro com grossas veias e uma glande púrpura;
O poder que tinha sobre eles era algo embriagador. Excitante. Ao final, Casanova ou Raul — ou ambos — me controlariam. Mas naquele momento, eu possuía ambos.
— Muito bonito — ronronei.
A bruxinha que habitava em meu interior me induziu a deslizar um dedo na boca e molhá-lo. Com um sorriso felino, levei o dedo úmido ao membro de Casanova e esfreguei a saliva na glande junto com o fluido que se filtrava pela ponta. Ele gemeu, esticando os tendões do pescoço enquanto lutava por manter o controle.
— É uma menina muito travessa... — repreendeu-me num gemido.
— Eu? — respondi com inocência.
— E muito desobediente. Suba mais a minissaia e se toque de novo. Quero ver como o faz...
Sorrindo, recostei-me contra o respaldo do sofá e levantei a saia lentamente, muito lentamente, sustentando-a por cima das coxas; Raul estava sentado no sofá da direita, mas podia ver o suficiente. Pelas maldições entrecortadas que soltava era evidente que estava bastante frustrado.
Jogando mais lenha na fogueira, rebolei sobre o traseiro e gemi, fechando os olhos e lambendo os lábios.
— Agora... Ayeska...agora!
Abri os olhos.
Dante agarrou-me pelas coxas e não com delicadeza.
— Agora!
Arqueando meus quadris para frente, baixei a mão no meu sexo e esfreguei o clitóris.
Quando a sós, começava riscando lentos círculos enquanto tecia alguma fantasia em minha mente. Essa noite não tinha necessidade de imaginar nenhuma.
E quanto aos círculos lentos, nem pensar. Com duas olhadas ardentes percorrendo cada centímetro do meu corpo, acariciando os mamilos duros e deslizando-se pelo abdômen até meu sexo úmido, era impossível ir devagar.
As sensações cresceram com rapidez quando começei a acariciar o clitóris. A ardente pressão se converteu em uma pontada dolorosa ao observar como o membro de Casanova oscilava acima e abaixo com cada aguda inspiração. Raul se inclinou para frente, procurando um melhor ângulo de visão, logo alargou as fossas nasais.
— Loucura.... Posso cheirar daqui o perto que está de gozar...
Casanova assentiu fracamente com a cabeça.
— Pare...
O prazer borbulhava em meu interior, denso e agitado. Ouvir Casanova falar, algo que eu não queria ouvir, simplesmente o ignorei.
— Eu disse pare... — Ele agarrou minha mão, gemi ante a perda da estimulação da que ele me tinha privado. Seu rosto estava vermelho e sua respiração ofegante. Seus dedos, compridos e elegantes, agarravam-me a mão com uma força surpreendente.
— Não me pressione... — advertiu ele, parecendo a ponto de explodir —, estou perto de perder o controle...
Em outras palavras, se não queria que saciasse seu desejo em meu traseiro durante as próximas três horas, seria melhor que desistisse.
—Está bem... assenti..
Ele me soltou e assentiu com a cabeça com uma expressão agradecida.
— Se levante do sofá e ajoelhe no chão, de costas para mim.
Nem sequer pensei em provocá-lo. Simplesmente o fiz.
— Boa garota... — a elogiou enquanto a agarrava pelos quadris e se chegava detrás dela.
Logo senti a palma de sua mão em minhas costas — entre meus ombros — empurrando-me brandamente.
— Se incline para frente e apóia os cotovelos no sofá.
“Oh, Deus... Está acontecendo...realmente...estava acontecendo!”
Eu podia ainda negar-me. Sabia que podia. Estava em tempo;Mas então não obteria meu propósito. E nesse momento desejava com desespero o que Casanova ia oferecer-me, desejava que Raul o visse e que se excitasse com isso. Não podia voltar atrás.
Engolindo saliva, fiz o que Casanova ordenava. O aroma de couro e a sua própria essência flutuavam no ambiente. Ele me tranqüilizou, acariciando meus quadris, levantando a minissaia e manuseando meu traseiro.
— Que gostosa... — disse enquanto me acariciava uma das nádegas com a palma da mão — Redonda e firme… com esta pele tão branca. E, neste momento, toda minha.
Gemi. Aquelas palavras e as carícias de Casanova me excitavam ainda mais.
— Isto será igual com os vibradores, só que eu sou de carne e osso. E maior que o último vibrador que te fodeu.
Sim, era maior, e não só um pouco.
— Vai doer?
— Irei com lentidão, tentarei que doa o mínimo possível.
— É melhor desta maneira. Casanova tem mais paciência que eu, gatinha. Vai me encantar ouvir seus gemidos.
Quem havia dito era, Raul.
O olhei com o cenho franzido. Seus olhos ardiam de paixão, sim, mas agora também havia neles um pingo de ternura. Estava-lhe dizendo que temia machucá-la se tentasse ser o primeiro em tomá-la, mas que estaria ali com ela, que não a tinha abandonado. E li o desejo em seus traços. Raul queria ocupar o lugar de Casanova.


Continua...


Escrito por Ayesk@

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