quinta-feira, 30 de junho de 2011

Série: Fantasia a Três - Final






















Casanova rasgou um pacote metálico a minhas costas.
— Ayeska, você sentirá que isto está um pouco frio e escorregadio — advertiu.
Um segundo depois, senti um dedo explorador em meu ânus, estendendo o frio lubrificante em meu interior e no franzido anelzinho. Estremeci.
Sentiu-me invadida por uma dúvida repentina. Apesar de que Casanova ter dito que seria terno comigo, não era um homem pequeno. Talvez não pudesse agüentá-lo. Talvez me machucasse muito. Talvez…
Casanova acariciou minhas nádegas brandamente e logo as separou.
— Relaxe... Lembre de pressionar quando começar a te penetrar. Não vou te machucar. Irei bem devagar.
Inclinou-se e me deu um beijo na cintura, e então soube que ele faria todo o possível para fazer-me gozar, para minimizar a dor. Suspirei.
Logo o sentiu empurrar com força contra meu ânus. Penetrou-me um pouco, e a glande entrou, senti a pressão, mas não doía.
Agarrando-me pelos quadris, ele sussurrou.
— Agora, empurra com força.
Eu o fiz, apertando os dentes. Casanova pressionou um par de vezes, forçando o anel de músculos que ali havia.
Ele amaldiçoou entre dentes e cravou os dedos em meus quadris. Gemi ante a aguda sensação de dor.
Imediatamente, Raul se colocou na minha frente no sofá.
— Shhh..., vai gostar, gatinha.
— Maldição. Preciso empurrar com mais força — disse Casanova, trincando os dentes.
“Como era apertada”
Eu assenti fracamente com a cabeça. Raul agarrou as minhas mãos.
Senti que Casanova se retirava um pouco, que me agarrava com mais força pelos quadris e que voltava a penetrar-me; sua glande conseguiu transpassar meu resistente anel de músculos. Eu soltei um grito afogado quando a dor explodiu em meu interior, e logo, lentamente se dissipou, sendo substituído por uma sensação de plenitude. As terminações nervosas se excitaram ante as novas possibilidades.
— Já está dentro? — sussurrei.
— Só a metade — grasnou Casanova. — Mas já aconteceu o mais difícil. ..Você gosta?..
Gostava? Era uma experiência nova, mas não estava segura de se o que sentia era dor ou prazer, ou um pouco de ambos. Jamais tinha pensado em sentir prazer naquele orifício, mas, gostava?
O olhar que dirigi ao rosto de Raul acabou com minhas dúvidas. Ele estava tenso de desejo e espera. Parecia estar encantado ao… observar-me? Ou acaso estava pensando que quando me tocasse o turno seria mais fácil? De uma ou outra maneira, que estivesse submetendo a Casanova, agradava aos dois e excitava Raul. Certamente, gostava daquilo e muito.
— Eu gosto. — assenti com a cabeça — Continua...aiaaaaaaaaaa...
— Maldição, é muito estreita, putinha... — resmungou Casanova. — Não vou poder me conter muito mais. ..
Eu não tive a oportunidade de responder, supus que Casanova tampouco o necessitava, não quando voltou a empurrar para frente de novo, introduzindo uns centímetros a mais de seu cacete em meu corpo. A pressão se incrementou, e gemi, arqueando as costas. Ele deslizou um pouco mais. Ofeguei.
— Está quase...huh como é apertadaaaaaaaaaaa....putinha tesuda...
Com uma última estocada, enquanto se agarrava freneticamente aos meus quadris e soltava um grunhido, Casanova se introduziu por completo em meu ânus.
Soltei um gemido ante as repentinas e agudas sensações. Não sentia nem prazer, nem dor, a não ser uma mescla de ambos. Uma sensação estranha que me bambeava os joelhos e me fazia sentir-me completamente dominada.
Raul afastou o cabelo do meu rosto.
— Deus, que sexy é!... — logo elevou a vista para Casanova, e senti que os olhares de ambos se encontravam as minhas costa. — Fode ela...- falou com a voz embargada e rouca.
Casanova não respondeu. Retirou-se até o anel de músculos, e logo voltou a introduzir-se por completo. A fricção fez que eu ofegasse. Voltei a sentir aquela sensação entre dor e prazer, plena e opressiva, que me fez contorcer-me, jogar a cabeça para trás e aceitá-lo por completo em meu interior. E sabia que voltaria a fazê-lo com gosto. Aquela plenitude fazia sentir-me viva.
—Toque o clitóris — disse Casanova com voz tensa —, quero ver como goza...
E gozaria logo. A novidade daquilo, e o êxtase na cara de Raul enquanto observava minhas reações, enchiam-me de prazer, enquanto que o pau de Casanova, com força e suavidade, foi adquirindo ritmo, conduzindo-me lentamente ao êxtase.
Obedecendo imediatamente, toquei o clitóris com um dedo. Não estava só úmido, mas sim quase gotejavam os fluidos pelas coxas. Havia me sentido alguma vez tão excitada? Raul e Dante Casanova ofereciam poderosas razões para que eu perdesse o controle.
“É assombroso”, pensei sentindo como o sensual Casanova empurrava de novo em meu interior.
O clitóris pulsou sob meus dedos, inchado, e segui esfregando. Ondas de prazer me envolveram como uma teia, delicadas e absorventes.
“Incrível.” Ouvi um gemido, e me dei conta de que o som provinha de mim.
A doce dor que provocava a invasão de Casanova e os prazeirosos toques que dava a mim mesma estavam a ponto de enviar-me à estratosfera.
— Está começando a palpitar em torno de meu membro...
— Vai gozar, anjo... — murmurou Raul em meu ouvido.
Só pude gemer e arquear um pouco mais as costas enquanto Casanova a investia profundamente e cravava os dedos em meus quadris. Me fodeu com força. Minhas terminações nervosas estavam a ponto de explodir.
“Oh, Meu Deus..., jamais tinha imaginado um prazer que pudesse consumir-me dessa maneira.”
— Chupa ele — pediu Casanova.
Raul levantou a vista e olhou Casanova. Fora o que fosse o que ali viu, tranqüilizou-o. Quando baixou o olhar para ela, em seus olhos aparecia uma súplica. Tomou sua ereção na mão e a aproximou de minha boca.
“Oh...Sim! Possuída pela frente e por trás. Era… perfeito.”
O ritmo de Casanova era agora profundo, lento e duro. Apliquei o mesmo ritmo. Sabia que Raul gostaria.
— Oh,.... anjoooo.... sim... que boquinha gostosa! — gritou ele com aprovação.
Meus dedos se paralisaram sobre meu clitóris, e Casanova foi ao resgate, afastando minha mão e assumindo o controle.
“Oh, muito melhor». Era condenadamente efetivo. A rampa para o êxtase era cada vez mais inclinada. Me fazia girar, tremer, voar. Quase… “
— Goza, anjo...goza...
Eu gemi em torno do pau de Raul, e uma explosão atravessou meu corpo, rasgando-me a alma, sacudindo-me, desfazendo-me e voltando-me para refazer. Atordoada e assombrada, me deixei levar pelas convulsões, pelos rios de candente prazer que fluíam por todo meu corpo.
A minhas costas, Casanova se esticou, agarrando meus quadris de novo, e soltou um grito gutural.
Me senti triunfante. Tinha-o conseguido! E o repetiria com gosto.
Mas ainda não tinha terminado, recordei-me de Raul estocando em minha boca.
Decidida a compartilhar minha sorte, o tomei profunda e lentamente com a língua, chupando, lambendo, friccionando-o com os dentes. Raul segurou minha face vermelha e afogueada com as mãos.
— Genial, gatinha...aaaaaa tesão...cachorra.... Chupa-me. É tão fodidamente bom....aaaaaaaaaaaaaaaa que boquinha gulosaaaa...
Saber que podia provocar essas sensações em Raul era embriagador. Queria que ele gozasse, precisava saber que ele também chegava ao êxtase.
Casanova se retirou do meu traseiro lentamente, com cuidado. Gemi ante a estranha sensação de retirada, ante a dor que provocava o repentino vazio.
Logo Casanova se inclinou sobre meu corpo e deu um beijo em meu ombro.
— Não deixa de me assombrar...putinha foi incrível....que cuzinho apertado e gostoso...
Senti que Rau ficava de pé a minhas costas. Vagamente, ouviu-o tirar a camisinha e logo o ruído apagado de seus passos quando deixou o quarto.
Me centrei em Rau, nas musculosas coxas que tinha sob os dedos e no pau que embalava com a minha língua.
Imediatamente, Raul ficou tenso.
— Volta aqui!
Levantei a cabeça, perplexa.
— Já estou aqui.
— Disse para Casanova — grunhiu ele.
Raul necessitava de Casanova… para que? Não tinha dúvida de que Raul poderia gozar sem ele.
— Já vou — gritou Casanova do outro extremo da casa.
— Quero que mova o traseiro até aqui agora mesmo.
Casanova não respondeu. Raul fechou os punhos e ficou em pé com rapidez e amaldiçoou entre dentes. Eu tive então a horrível certeza de que algo estranho ali se passava.
“A curiosidade matou o gato”.
— Não precisamos dele — murmurei — estou mais que disposta a rematar a tarefa sem ele.
Os olhos de Raul abandonaram a soleira da porta para deslizar-se ardentes pelo corpo de Ayeska. Ante a imagem dela com apenas uma minissaia, seu membro palpitou e se inchou ainda mais. Lançou outro olhar frenético ao redor do local.
— Maldita seja, não! Não há mais camisinhas.
Tentando dissimular a perplexidade do meu rosto, lhe agarrei a mão.
— Está bem. Sente-se... Não necessitamos uma camisinha. Eu terminarei…
— Não. Não sem Casanova aqui. Não quero continuar se ele não estiver no quarto.
— O que? — a surpresa vibrou por todo meu corpo.
O que queria dizer Raul na realidade? Estava-se negando o prazer apesar de ter tenso cada músculo do seu corpo só porque queria gritar obscenidades a Casanova?
— Estou segura de que pode gozar sem que Casanova esteja no quarto. Não necessitamos dele aqui para gozarmos.
— Não, mas se supõe que ele te protegerá, te ajudará. E se não voltar aqui de uma maldita vez, juro por Deus que vou te tombar no chão e te foder.
“ Oh extremamente...Tentador”
Foi a primeira palavra que me veio à mente. Jamais tinha considerado o sexo como uma coisa de outro mundo, mas depois de uns dias com Raul, não podia pensar em outra coisa. Em especial quando ele estava na minha frente com as calças baixadas até as coxas e seu ereto e disposto pau frente do meu nariz.
“Que parva!”. Foi a segunda palavra que irrompeu em minha cabeça. Não tinha ido ali para estar com ele, a não ser para aprender como fazer sexo anal. Mas não foi isso o que fez com que ele detivesse. Por alguma razão, Raul não queria sexo sem Casanova no quarto. E a julgar pela falta de surpresa de Casanova, não parecia que essa fosse a primeira vez que isso acontecia.
Mas, Raul não parecia ter problemas fazer sexo, mas sim sozinho em minha companhia. Será que ele sabia o quanto eu o desejava? O quanto ele virava o meu Mundo de cabeça pra baixo? O quanto as vezes eu queria arrumar alguma briga com ele, pois assim pareceria mais fácil esquece-lo? Porque no fundo , eu sabia que ele já tinha mulheres suficientes na vida dele e por mais que eu o quisesse, seria apenas mais uma?
Eu havia ouvido um dia a conversa dele com Casanova, onde ele contava todos os seus rolos.
Eu nunca gostei de dividir. Achava errado em países no Oriente Médio, homens terem mais de uma mulher. Pisquei os olhos e deixei meus pensamentos de lado.
Ouvi ruído de água do chuveiro que indicava que Casanova estava tomando banho, e soube que não retornaria, não com a suficiente rapidez para intervir. Encontrava-me a sós com Raul para resolver o que parecia uma situação muito espinhosa. E ia ter que improvisar.
— Inspira profundamente — sugeri. — Podemos esperar que retorne ou continuar. Você escolhe.
— Não me toque agora! Lamentará se o fizer.
Cuspiu as palavras chiando os dentes e eu acreditei nele.
Empinei o queixo em desafio, não querendo demonstrar que ele havia me magoado.
Seu controle pendia de um fio. Um movimento equivocado e o perderia.
— Tenho mais autocontrole que pensa. Poderemos resolver isto. Direi ‘não’ se as coisas ficarem quentes.
Ele enterrou os dedos nos fios dos meus cabelos. A indecisão e o desejo se refletiam em seu rosto tenso. Eu senti seu áspero fôlego na bochecha.
— Gatinha..., essa não é uma boa idéia...
— Pois me diga por que. Talvez possa te ajudar.
Raul fechou os punhos sobre o meu cabelo. Franziu as sobrancelhas sobre os olhos que nesse momento pareciam quase negros. Parecia torturado física e mentalmente.
— Apesar do grosso que fui com você, ainda quer me ajudar...— se deteve, não queria terminar esse pensamento. — Não pode me ajudar, gatinha.
Com uma maldição, Raul meteu o pênis nos jeans e subiu bruscamente o zíper. Logo se dirigiu à porta.
— Alto aí! — gritei, sem saber ainda o que diria, o que podia dizer. Por um momento, teria pensado que ele não se deteria. Mas Raul girou em minha direção.
— O que? — disse em um sussurro, como se os gritos dos últimos minutos não houvessem existido. Sustentei seu olhar atormentado.
Engoli em seco, mas não afastei os olhos dele enquanto o imobilizava com um olhar solene e me deitava de costas no chão. Levantei a saia e abri ligeiramente as pernas, logo subi a mão pelo abdômen até um dos seios. Aqueles olhos voltaram para a vida, e sorri. — Faça amor comigo.
“Deus”. Essas palavras eram tudo o que faltava para que ela envolvesse seu membro e apertasse. Fazia o mesmo com os lôbregos sentimentos contra os quais estava lutando.
— Na realidade, não quer isso. — não lhe ocorria um melhor argumento para não tomar o que ela oferecia. Arrojou-se a seus pés, nua, exuberante. Só Deus sabia quão disposto estava ele a lhe dar até o último fôlego para possui-la de vez.
— Sim, quero-o — sussurrou ela.
— Não serei terno...serei rude...
O sorriso que ela deu dizia que o entendia.
— Não sou feita de cristal.
Raul negou com a cabeça.
— Queria aprender fazer sexo anal. Foi o combinado!
— Quero fazer amor, com alguém que se importe comigo e não sexo.
— O que te faz pensar que me importo? — disse Raul tentando soar sarcástico e depreciativo.
— As coisas que me disse. — Agarrei-lhe a mão e começei a mover-me dele para mim — Ou, agora mesmo, seu olhar.
Fechando os olhos, Raul tentou deixar a expressão neutra, deixando fora de sua vista cada centímetro nu da pele de Ayeska. Mas ela se mexeu rapidamente, e a imagem de seu corpo nu retornou a sua mente, uma e outra vez, gravando-se o a fogo em sua mente. Maldita seja, não só era seu corpo o que o punha duro. Se fosse sincero consigo mesmo, tinha que reconhecer que aquela naturalidade com que ela excitava seu sexo e comovia seu coração, deixava-o selvagem.
— Está alucinando.
— E você mentindo — sussurrou ela.
Ele dirigiu um olhar irado.
— Por que demônios se oferece para mim?
— Não sei explicar...sinto algo além da compreensão...
— Não quero sua compreensão — grunhiu ele.
O olhar dela o fez arder quando se deslizou por seu corpo antes de acabar cravada em seus olhos.
— Só quero que se sinta bem, mas reconheço que não estou sendo totalmente altruísta. Você me faz sentir feminina, uma mulher de verdade. Quando estou com você, não me sinto pouco feminina, nem parva, nem inexperiente. Sinto-me… desejada. Querida. E desejo mais. Acredito que sempre quis mais de você.
“Oh, demônios”. Ele poderia rejeita-la, pois o que ela sentia era carências emocionais. Mas rejeitando-a agora, faria-lhe mal. Mas acaso não era melhor ferir seus sentimentos, a lhe infringir um dano físico permanente ou… algo pior?
— Raul, gato, não tente me proteger. Sou uma adulta, e sei o que quero. Você. — apertou-lhe a mão — Simplesmente, me deixe desfrutar...nem que seja por pouco tempo...
Pode ser que ela pensasse assim, mas estava equivocada. Maldita seja, não deveria ceder.
Ao final, Raul se deixou cair de joelhos entre as pernas abertas de Ayeska Rebuscou freneticamente nos bolsos, na carteira, rogando… sim! Uma camisinha. Agente lubrificante. Com um suspiro entrecortado, atirou-o sobre a mesinha.
— Prepare-se.
Ela sorriu.
— Graças a Deus.
Ele assentiu fracamente com a cabeça e logo tirou a camisa.
Deslizei os dedos com suavidade pelo abdômen dele. Uma série de estremecimentos percorreu seu ventre, as costas, o pênis. Gemeu. Sua ereção, tão condenadamente dura nesse momento, poderia perfurar o metal. Ficaria realmente algo de sangue no cérebro? Estava convencido de que todo o sangue lhe tinha concentrado no pênis.
Baixou o zíper de um puxão e liberou a ereção de seu confinamento. Inundou-se no paraíso que eram as mãos pequenas e macias de Ayeska.
Ela o acariciou brandamente, provocando-o. Ele não necessitava mais persuasão… nem desejo. Tinha que deter isso de algum jeito. Mas com o sangue fervendo e o sentido comum cegado pelo desejo que dominava seus sentidos, Raul não tinha nem idéia de como impedir algo que desejava tanto.
Tremeu-lhe a mão quando baixou as calças até os quadris.
Cobriu Ayeska com seu corpo e capturou sua boca com um beijo devorador, entre ofegos entrecortados e gemidos. Ela lhe deu boas vindas, rodeou-lhe o pescoço com os braços e acariciou suas costas e os ombros, arqueando os quadris para ele.
A camisinha estava só meio metro. Podia abri-la, colocá-la, penetrá-la… e ver-se envolto por sua doce calidez.
A faria sua e somente sua naquele momento.
Só de pensá-lo, lhe contraiu o ventre de pura ânsia voraz.
“Pare. Pare enquanto pode!”.
Raul interrompeu o beijo e gemeu ao sentir a ansiosa boca de Ayeska abrindo caminho até o oco do pescoço.
De algum jeito, conseguiu baixar as mãos e apertar seu pau contra as úmidas e quentes dobras de sua buceta.
“Maldição, estava molhada. E muito quente. Tão quente que estava a ponto de fazê-lo explodir em chamas. E quando ela rebolou contra ele… Deus! “
— Detenha-me — a voz de Raul soou rouca e grave.
Tudo o que ela fez foi sorrir e elevar as pernas, rodeando-as em torno de seus quadris.
Raul começou a suar por todo o corpo; o rosto, as costas e o peito se umedeceram. Ela o estava matando lentamente, lhe tentando com tudo o que ele queria e não deveria tomar.
Incapaz de deter-se, esfregou-se contra ela, roçando o clitóris com sua longitude. O ofego dela foi direto ao seu cacete pulsante. Não precisava ter muita imaginação para imaginar Ayeska lhe rodeando com as pernas, arranhando suas costas, enquanto a penetrava profundamente, inundando-se em seu calor.
Raul tragou ar, lutando contra a visão.
“ Que demônios lhe acontecia?”
Jamais tinha mantido relações sexuais desprotegido. Bom, tinha a camisinha ao meio metro, mas nesse momento, supunha-lhe um esforço hercúleo agarrá-la e colocá-la.
Por não dizer que necessitaria muito mais que esse esforço e o dobro da força de vontade que tinha, levantar-se e partir dali.
Onde demônios estava Casanova? Apoiando-se nos braços, baixou o olhar a uma Ayeska ruborizada que lhe dava boas vindas. Estava em graves problemas. E suspeitava que se Casanova estivesse ali, ele só o animaria a cometer uma estupidez.
“Algo inconcebível”.
Apertando os dentes, retrocedeu e agarrou a camisinha. Já estava no inferno. Mas ali estava ela, jazendo frente a ele, e tinha que penetrá-la — em algum lugar, qualquer lugar — já.
Começou a colocar a camisinha e voltou a olhar a doce face feminina. ela não tinha medo, mas deveria ter. O controle de Raul estava por um fio enquanto lhe moldava as curvas e jogava suas pernas para trás, lhe levantando os quadris.
O ardente olhar masculino vagou pelos seios e os mamilos inchados de , pela suave pele de seu ventre, pela carne vermelha e excitada de seu sexo, pela franzida pele encoberta de lubrificante que protegia seu ânus, quanto mais jogava as pernas dela para trás mais visível ficava.
— Raul? — disse Casanova da porta.
Salvo pelo gongo.
Ele girou apenas a cabeça para procurar e sustentar o olhar de Casanova.
Que porra podia dizer? Que estava muito tentado a romper todas as regras? Ayeska não era uma mulher a mais. Se a possuísse nesse momento, não pertenceria a nenhum outro homem.
Ao menos nesse momento, lhe pertencia. Só a ele.
—Eu me ofereci — esclareceu Ayeskar brandamente. — Pedi que faça amor comigo. E não sexo.
Raul olhou severamente para Casanova que o olhava profundamente.
— Não aceitei.
Arqueando a sobrancelha, Casanova olhou a postura em que se encontravam, a maneira em que Ayeskase abria, dando boas vindas ao cacete ereto de Raul que se erguia preparado para seu sexo.
Raul soltou um suspiro tremente. De fato, tampouco tinha rejeitado a oferta dela. Mas, maldição era Homem, quem recusaria?
Tinha que fazer algo.
A necessidade que borbulhava em seu ventre estava a ponto de explodir. Um feroz desejo lhe percorreu o corpo que parecia ter descarregado uma corrente de adrenalina diretamente a seu pênis. Tinha tal opressão no peito que mal conseguia respirar.
Raul agarrou seu membro com a mão e se aproximou mais, fechando os olhos.
“Sua” ela podia ser dele. Em dez segundos.
Ele vacilou. Engoliu em seco enquanto pensava a toda velocidade.
E depois? Uma vez que a tivesse tomado, o que ocorreria? E se… Não, nem sequer podia pensá-lo. Seria mais um problema em sua vida e já estav cheio deles.
—Maldita seja! — grunhiu.
Voltou a colocá-la na posição anterior, subindo as pernas de tal maneira que agora descansavam sobre seus ombros, localizou-se e começou a empurrar…
Em seu ânus.
Ayeska soltou um grito afogado de surpresa e aumentou os olhos escuros.
— Raul?
— Que diabos está fazendo? — gritou Casanova.
Cada vez mais tenso com cada centímetro que empurrava dentro da passagem apertada dela, com os tendões do pescoço se sobressaindo, os músculos dos braços tremendo, sentindo assombrosas sensações de ser envolto lentamente pela carne lubrificada e apertada delar, Raul mal podia pronunciar uma palavra.
—Estou fodendo ela pelo cú.
Casanova o olhou como se quisesse lhe golpear, embora não o fizesse. “Aquilo também era fodidamente bom”
Quanto mais penetrava no corpo dela, mais se escurecia a mente. Era um gongo o que soava ao mesmo tempo que seu coração? Ayeska era como um punho quente em torno de seu pau, um punho cada vez mais fechado ao redor de seu membro.
— Raullllllllllllllllllllllll! — gritou ela.
— Ahhhhhhhhhhh...estou quase dentro...aaaaaaa
O suor cobria agora o corpo de Raul. O desejo de bombá-la com um ritmo infernal durante muito tempo avassalou ele. Conteve-se, decidido a proceder com lentidão e desfrutar do paraíso que era estar dentro dela. Ela respirava de maneira entrecortada.
— Pare... Não posso... mais....aaaaaiiiiaaaaaaaaaa...
— Por favor. Por favor, gatinha. Oh, Deus!... — morreria se não pudesse afundar-se por completo nela.
Mas ao ver que ela fechava os olhos e fazia uma careta, retirou-se um pouco. Antes que pudesse retirar-se de tudo, ela estirou as mãos e o agarrou pelos ombros. Baixando as pernas, ela se arqueou e se contorceu. Incapaz de resistir a qualquer cálida promessa dela, Raul empurrou com força.
Deslizou-se por completo nela com um gemido comprido e rouco.
— Gatinha...,aaaaaaaaaaa sim... Já está.... Tome.... Toma tudo o que tenho para você....aaaaaaaaaaaaa
A cabeça de Ayeska caiu para trás com um gemido, seu cabelo fino e vermelho se estendeu a seu redor.
“Maldição, ela parecia uma deusa tentadora e ardente, uma sereia atraindo-o para o desastre, mas a ele, realmente, dava-lhe igual. Ao menos morreria feliz, porque depois de bombar nela um par de vezes, Raul se deu conta de que possui-la era uma das melhores experiências de sua vida. “
Então Ayeska começou a brincar com seus mamilos e murmurou:
— Sinto-te em meu interior, tão duro. Sim... Oh… é como se fosse rasgar-me em duas.... Mas essa dor é… magnífica...aaaaaaaaaaa — ela ofegou quando ele voltou a penetrá-la violentamente — Me faz sentir viva...
Foi dizer isso e ele perdeu o controle. Raul começou a bombar nela como se fosse um selvagem, deleitando-se com a dureza de seu próprio corpo, com a flexibilidade do dela, com os gemidos que ela emitia cada vez que ele se afundava em seu interior mais e mais profundamente. O desejo de gozar começou a vibrar em suas bolas.
Santo Deus… ele jamais tinha chegado ao clímax com tal rapidez. Estava orgulhoso de agüentar vinte minutos ou mais, com ela não podia evitar o inevitável final depois de só três minutos.
O sangue seguiu baixando, lhe alagando o pau e aumentando sua sensibilidade.
— Raul— implorou ela —, ponha-se de joelhos. Preciso sentir suas carícias…
“O que?”. Ele não podia processar as palavras dela pelos estremecimentos de prazer que lhe desciam pelas costas e o rugido ensurdecedor que sentia nos ouvidos. A iminente perda de controle era doce e tão intensa que lhe explodiria a cabeça.
— Por favor... — implorou de novo.
— Retire-se e se coloque de joelhos — ordenou Casanova — Ajoelhe e levanta seus quadris para você.
As palavras por fim chegaram a sua mente. Trocou de posição, negando-se a perder o contato.
— Casanova. — Ayeska o olhou, agarrando os mamilos entre os dedos para apertá-los.
“Oh, maldição”. Vê-la acariciar os mamilos o levou mais perto do clímax, a um lugar onde era a necessidade quem decretava cada aposta.
Casanova se deslizou de joelhos no chão, ao lado deles e envolveu os seios de Ayeska com a palma da mão, beliscando os mamilos duros, vermelhos e apetecíveis. Raul desejou inclinar-se e sugá-los, mas não podia, não se queria seguir possuindo-a. E tinha que seguir. Ela era viciante. Conhecendo de primeira mão quão celestial era estar dentro de seu traseiro, se voltasse a lhe oferecer sua xoxota, a possuiria. Sem medir palavras. Sem vacilações. Penetraria essas doces e apertadas dobras e a reclamaria para ele.
Casanova se inclinou e sugou um mamilo, e logo se dedicou ao outro. Ao mesmo tempo, baixou a mão e enquanto massageava a dura protuberância de seu clitóris lhe afundou um par de dedos na buceta.
— Sim!... — gritou ela.
Imediatamente, Raul sentiu se apertar em torno dele, como começasse a pulsar.
“Oh, merda, não ia poder conter-se muito mais, nem sequer por dois segundos. “
— Agora, Raul... Agora! Me foda!...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
O homem selvagem que habitava em seu interior se liberou e acabou com a última fibra de controle. Cravando os dedos nos quadris arremeteu contra ela com uma estocada atrás de outra. Sua rola estremeceu. Elagemeu. Ele tentou conter-se ante os ondeantes pulsos do corpo dela, ante a palpitante estreiteza de sua passagem.
Ela gritou, e seu corpo se convulsionou. Logo, com um rugido, Raul a inundou e alcançou o orgasmo, estalando em um milhão de pedaços enquanto começava a voar. Viu tudo branco… e a face ruborizada de Ayeska que gritava e gozava extasiada.
Para Raul pareceu que a ejaculação durava eternamente, que o prazer se multiplicava até o infinito. Nunca tinha sido assim. Sentia-se como se flutuasse, como se aqueles eternos momentos de êxtase fossem durar para sempre somente ficando dentro dela. Sem soltá-la jamais.
Mas a realidade se intrometeu com rapidez.
Raul se retirou lentamente, e no momento que o fez, sentiu um vazio em seu interior, instigando a penetrá-la de novo, a afundar-se naquele corpo e a não sair jamais. Ela era tudo o que necessitava.
“Toma-a. Reclama-a. Fique”Não é encrenca, é problema demais para ele.”
Com um estremecimento, Raulretrocedeu e tirou a camisinha.
Cometeu o engano de olhar o rosto dela. Ela o brindou com um sorriso vacilante que lhe encolheu o coração. Loucura. Ela só queria saber se ele estava bem, se tinha estremecido seu mundo.
Não ao primeiro e, absolutamente, sim ao segundo.
E se ficava com ela uma hora mais, ela já não sorriria. Estaria fodida… literalmente.
Agora que estivera dentro dela, manter-se afastado de seu sexo não ia ser uma opção. Se ela permanecesse ali uma hora mais, acabaria tombada sobre suas costas, com o membro dele profundamente enterrado em seu interior. E isso seria um grande engano.
Ofereceu-se a ele de maneira espontânea, e, de repente, teve um horrível pressentimento: ela sentia algo por ele, Talvez inclusive acreditasse que estava apaixonada. Raul suspirou.
Ficou em pé e subiu as calças de repente. Olhou Casanova.
— Ayeska é uma autêntica tigresa, capaz de satisfazer a dois homens.
Quem diria que tiraria nota máxima com louvor?!
Ayeska enrijeceu-se e ficou olhando como se Raul se transformasse em um alienígena com três cabeças.
Casanova franziu o cenho.
— Vigia suas palavras.
— Oh, não é minha intenção te ofender, gatinha. Agradeço-te que me oferecesse para fazer amor com voce, mas deveria fazer com alguém que seriamente se importasse. Como sabe, não é exatamente meu tipo.
Ayeska piscou, tentando compreendê-lo.
— Disse que me desejava. Que me desejava muito.
Raul encolheu os ombros.
— Sim, mas já saciei meu desejo. Estive em sua boca, em seu traseiro. Comi-te, penetrei-lhe com os dedos. Posso viver sem te foder.
Deus, havia dito alguma vez uma mentira maior?
A dor apareceu nos olhos dela quando recolheu as roupas e se cobriu dos olhares masculinos. Essa expressão atormentada provocou um enorme buraco no peito de Raul.
“Maldição!” Mas ela tinha que fazer as malas, e ele necessitava que as fizesse já.
— Sei que lhe dissemos que ficaria conosco durante duas semanas, mas acredito que já está preparada para tudo. Quero dizer que se o que quer é aperfeiçoar suas mamadas, pode ficar para que nos gozemos em sua boca mais vezes. Ou se o que quer é ter o traseiro mais dilatado para aceitar um membro com mais facilidade, podemos te ajudar. Mas se não… não entendo por que deveria ficar.
— Porque é doce e especial, e não outro simples corpo quente? — grunhiu Dante Casanova defendendo-a e deixando Raul e Ayeska assombrados.
Raul lhes dirigiu um olhar frívolo.
— Claro. É obvio. Só pensei que já tínhamos conseguido nosso propósito, ao menos por minha parte. Acreditei que o sentimento era mútuo.
— Mútuo? — Ayeska sentiu o sangue subir. — Se acabei de me oferecer! E disse que penetrar em mim seria como estar no céu.
— Algo que só demonstra sua inocência. Qualquer um com uma ereção como a que eu tinha diria isso. — Raul encolheu os ombros. — Qualquer homem foderia qualquer mulher nessas condições. Sou homem, gosto de sexo, gosto de trepar...e...
— Fecha essa fodida boca! — Casanova lhe agarrou o braço e o apertou. Parecia a ponto de esmurrá-lo, e Raul acolheu de boa vontade a idéia.
Liberou-se com facilidade da fúria de Casanova e observou como Ayeska vestia a roupa com a rapidez de alguém que tratava de escapar de um incêndio.
— É isso tudo o que sou para voce? Quando me olha, só vê uma parva?
— o que queria? Já possui as demais partes de você. O aprendizado acabou. Receberemos um cheque polpudo do Andrei e você estará apta para fazer o serviço sem que suspeitem quem você é.
Eu fechei os punhos e me ruborizei cheia de incredulidade.
Ele estendeu a mão para me acariciar, para tocar-me, e não se surpreendeu quando me afastei com um passo para trás.
— Não é tola. Sabe que me excita. Mas no mais profundo de seu ser é muito inocente.
— Diz isso como se fosse algo mau.
— Eu gosto das mulheres mais provocadoras — disse em tom de desculpa. —Mulheres que sabem o que quer, mulheres
Deke a observou enquanto o rosto feminino refletia os pensamentos que lhe cruzavam pela mente

Ela estremeceu, as lágrimas lhe alagaram os olhos, ameaçando derramar-se. Embora ele fosse o causador, não podia suportar vê-las.

Deu-se a volta para cavar as almofadas do sofá, e ficou surpreso quando ela lhe golpeou no ombro. Olhou-a.
— Se tudo isso que houver dito é certo, é um convencido de primeira e eu desejaria não ter vindo nunca para cá. Pode ficar sossegado, vocês dois receberão do meu chefe Andrei o pagamento pela aula e não se preocupem foi um excelente aprendizado .
Dei a volta e parti e nunca mais os vi. E até hoje dos dois só me lembro do rosto de Raul chegando ao clímax.












Escrito por Ayesk@

Nenhum comentário: