quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eternamente Sua















Eternamente sua

Serei eternamente sua pois,
só tu conheces meu cheiro,
meu gosto e meu corpo.
Tu podes me magoar,
me fazer calar e,
ainda assim serei eternamente sua.
Deixarei que beijes outras bocas,
que toques outros corpos,
que sintas o prazer de outros gemidos
e que conheças o íntimo de outros seres.
Deixarei.
Para ter a certeza de que
voltarás e que entenderás que
quando beijaste outra boca
– era a minha que tu querias,
que quando tocaste outro corpo
– era o meu que querias tocar,
que quando sentiste o prazer de outro gemido
– era o meu que querias sentir e, que,
finalmente, quando conheceste
o interior de outro ser
– era o meu interior que tu buscavas
em tuas infinitas procuras.
Deixarei-te livre, para teres a certeza
de que és meu e, assim voltar
com a certeza de que ficarás.
E então, depois de tantas buscas infindas suas,
revelarei-te que estava a sua espera,
assim como sempre estive.
E seremos eternamente nós.


(Autora: Tatiana V. Mattos)

Postado por Ayesk@

Homenagem Mês dos Namorados: Valentine's Day Gays!!!




Amor Gay

Já era tarde!
Naquele momento meus olhos já haviam cruzado os teus,
seu olhar desviante e inseguro para o nada,
como se eu fosse causar algum mal,
como se minhas pupilas pudessem exteriorizar algo que causava-te medo.
Pequenas palavras, palavras pequenas...
Logo pude perceber a melodia da voz daquele ser inconceituável,
seu jeito de falar e aquele meio sorriso no rosto.
Ah quanta beleza!
Quanto brilho em um olhar somente!
Meu corpo em constante agito não se fez silencioso diante daquele anjo em forma de homem,
meus lábios falavam sem pronunciar uma silaba sequer,
e meus olhos extasiados de amor diziam mais do que podem dizer mil palavras...
Já era tarde!
Esse sentimento nasceu em mim naturalmente quebrando todas as formas de conceituar o amor, extrapolando o sensato...
Quando percebi eu já estava envolvido no seu mundo,nossas vidas agora não eram duas distintas como antes,mas uma vida somente unidas pela magia do amor.

Por: Márcio Cunha






Nota: Não poderia esquecer dos meus Amigos que tem Namorados! Ou são Homens Apaixonados! Essa homenagem dedico especialmente a um Miguxo Muito, mas Muito Especial...Adoro ele Demais!
É um ser humano Maravilhoso!!! O Meu Miguxo Boysafadinho, um dos meus maiores desejos é de que ele seja Muito Feliz e Amado como Merece!
Beijos doces carinhosos ao Meu Miguxo e a todos os Apaixonados!



Postado por Ayesk@

Duas Amantes



























Duas Amantes...


Um encontro...
duas mulheres...
dois olhares...
um só desejo...
quero sentir o teu gosto...
no nosso beijo...
a maciez da tua pele...
no meu toque...
o gosto do teu sexo...
na minha boca...
te envolver em meus braços...
te amar de todos os jeitos...
ser sua e você ser todinha minha...
quero ouvir os teus gemidos...
e sentir você tremendo de prazer...
quando eu te levar ao orgasmo...
quero que você me dê prazer...
me faça gozar em sua boca...
sentindo sua língua invadir o meu corpo...
e me fazer derreter toda...
eu e você, você e eu,
duas mulheres, duas amantes...
num mesmo amor...
numa mesma paixão...



Anônimo

























Nota: Tenho Amigas Virtuais que ao invés de Namorados, elas tem Namoradas! E nesse dia 30 de Junho, último dia do Mês dos Namorados a Homenagem são para essas Amigas Apaixonadas.
Beijos Doces Carinhosos!




Postado por Ayesk@


Nickelback

http://www.youtube.com/watch?v=9e0_Jwn_oXg
Nickelback - Far Away (Tradução)



http://www.youtube.com/watch?v=sZ0AhJgSKoU
Nickelback - Never Gonna Be Alone


Postado por Ayesk@

Série: Fantasia a Três - Final






















Casanova rasgou um pacote metálico a minhas costas.
— Ayeska, você sentirá que isto está um pouco frio e escorregadio — advertiu.
Um segundo depois, senti um dedo explorador em meu ânus, estendendo o frio lubrificante em meu interior e no franzido anelzinho. Estremeci.
Sentiu-me invadida por uma dúvida repentina. Apesar de que Casanova ter dito que seria terno comigo, não era um homem pequeno. Talvez não pudesse agüentá-lo. Talvez me machucasse muito. Talvez…
Casanova acariciou minhas nádegas brandamente e logo as separou.
— Relaxe... Lembre de pressionar quando começar a te penetrar. Não vou te machucar. Irei bem devagar.
Inclinou-se e me deu um beijo na cintura, e então soube que ele faria todo o possível para fazer-me gozar, para minimizar a dor. Suspirei.
Logo o sentiu empurrar com força contra meu ânus. Penetrou-me um pouco, e a glande entrou, senti a pressão, mas não doía.
Agarrando-me pelos quadris, ele sussurrou.
— Agora, empurra com força.
Eu o fiz, apertando os dentes. Casanova pressionou um par de vezes, forçando o anel de músculos que ali havia.
Ele amaldiçoou entre dentes e cravou os dedos em meus quadris. Gemi ante a aguda sensação de dor.
Imediatamente, Raul se colocou na minha frente no sofá.
— Shhh..., vai gostar, gatinha.
— Maldição. Preciso empurrar com mais força — disse Casanova, trincando os dentes.
“Como era apertada”
Eu assenti fracamente com a cabeça. Raul agarrou as minhas mãos.
Senti que Casanova se retirava um pouco, que me agarrava com mais força pelos quadris e que voltava a penetrar-me; sua glande conseguiu transpassar meu resistente anel de músculos. Eu soltei um grito afogado quando a dor explodiu em meu interior, e logo, lentamente se dissipou, sendo substituído por uma sensação de plenitude. As terminações nervosas se excitaram ante as novas possibilidades.
— Já está dentro? — sussurrei.
— Só a metade — grasnou Casanova. — Mas já aconteceu o mais difícil. ..Você gosta?..
Gostava? Era uma experiência nova, mas não estava segura de se o que sentia era dor ou prazer, ou um pouco de ambos. Jamais tinha pensado em sentir prazer naquele orifício, mas, gostava?
O olhar que dirigi ao rosto de Raul acabou com minhas dúvidas. Ele estava tenso de desejo e espera. Parecia estar encantado ao… observar-me? Ou acaso estava pensando que quando me tocasse o turno seria mais fácil? De uma ou outra maneira, que estivesse submetendo a Casanova, agradava aos dois e excitava Raul. Certamente, gostava daquilo e muito.
— Eu gosto. — assenti com a cabeça — Continua...aiaaaaaaaaaa...
— Maldição, é muito estreita, putinha... — resmungou Casanova. — Não vou poder me conter muito mais. ..
Eu não tive a oportunidade de responder, supus que Casanova tampouco o necessitava, não quando voltou a empurrar para frente de novo, introduzindo uns centímetros a mais de seu cacete em meu corpo. A pressão se incrementou, e gemi, arqueando as costas. Ele deslizou um pouco mais. Ofeguei.
— Está quase...huh como é apertadaaaaaaaaaaa....putinha tesuda...
Com uma última estocada, enquanto se agarrava freneticamente aos meus quadris e soltava um grunhido, Casanova se introduziu por completo em meu ânus.
Soltei um gemido ante as repentinas e agudas sensações. Não sentia nem prazer, nem dor, a não ser uma mescla de ambos. Uma sensação estranha que me bambeava os joelhos e me fazia sentir-me completamente dominada.
Raul afastou o cabelo do meu rosto.
— Deus, que sexy é!... — logo elevou a vista para Casanova, e senti que os olhares de ambos se encontravam as minhas costa. — Fode ela...- falou com a voz embargada e rouca.
Casanova não respondeu. Retirou-se até o anel de músculos, e logo voltou a introduzir-se por completo. A fricção fez que eu ofegasse. Voltei a sentir aquela sensação entre dor e prazer, plena e opressiva, que me fez contorcer-me, jogar a cabeça para trás e aceitá-lo por completo em meu interior. E sabia que voltaria a fazê-lo com gosto. Aquela plenitude fazia sentir-me viva.
—Toque o clitóris — disse Casanova com voz tensa —, quero ver como goza...
E gozaria logo. A novidade daquilo, e o êxtase na cara de Raul enquanto observava minhas reações, enchiam-me de prazer, enquanto que o pau de Casanova, com força e suavidade, foi adquirindo ritmo, conduzindo-me lentamente ao êxtase.
Obedecendo imediatamente, toquei o clitóris com um dedo. Não estava só úmido, mas sim quase gotejavam os fluidos pelas coxas. Havia me sentido alguma vez tão excitada? Raul e Dante Casanova ofereciam poderosas razões para que eu perdesse o controle.
“É assombroso”, pensei sentindo como o sensual Casanova empurrava de novo em meu interior.
O clitóris pulsou sob meus dedos, inchado, e segui esfregando. Ondas de prazer me envolveram como uma teia, delicadas e absorventes.
“Incrível.” Ouvi um gemido, e me dei conta de que o som provinha de mim.
A doce dor que provocava a invasão de Casanova e os prazeirosos toques que dava a mim mesma estavam a ponto de enviar-me à estratosfera.
— Está começando a palpitar em torno de meu membro...
— Vai gozar, anjo... — murmurou Raul em meu ouvido.
Só pude gemer e arquear um pouco mais as costas enquanto Casanova a investia profundamente e cravava os dedos em meus quadris. Me fodeu com força. Minhas terminações nervosas estavam a ponto de explodir.
“Oh, Meu Deus..., jamais tinha imaginado um prazer que pudesse consumir-me dessa maneira.”
— Chupa ele — pediu Casanova.
Raul levantou a vista e olhou Casanova. Fora o que fosse o que ali viu, tranqüilizou-o. Quando baixou o olhar para ela, em seus olhos aparecia uma súplica. Tomou sua ereção na mão e a aproximou de minha boca.
“Oh...Sim! Possuída pela frente e por trás. Era… perfeito.”
O ritmo de Casanova era agora profundo, lento e duro. Apliquei o mesmo ritmo. Sabia que Raul gostaria.
— Oh,.... anjoooo.... sim... que boquinha gostosa! — gritou ele com aprovação.
Meus dedos se paralisaram sobre meu clitóris, e Casanova foi ao resgate, afastando minha mão e assumindo o controle.
“Oh, muito melhor». Era condenadamente efetivo. A rampa para o êxtase era cada vez mais inclinada. Me fazia girar, tremer, voar. Quase… “
— Goza, anjo...goza...
Eu gemi em torno do pau de Raul, e uma explosão atravessou meu corpo, rasgando-me a alma, sacudindo-me, desfazendo-me e voltando-me para refazer. Atordoada e assombrada, me deixei levar pelas convulsões, pelos rios de candente prazer que fluíam por todo meu corpo.
A minhas costas, Casanova se esticou, agarrando meus quadris de novo, e soltou um grito gutural.
Me senti triunfante. Tinha-o conseguido! E o repetiria com gosto.
Mas ainda não tinha terminado, recordei-me de Raul estocando em minha boca.
Decidida a compartilhar minha sorte, o tomei profunda e lentamente com a língua, chupando, lambendo, friccionando-o com os dentes. Raul segurou minha face vermelha e afogueada com as mãos.
— Genial, gatinha...aaaaaa tesão...cachorra.... Chupa-me. É tão fodidamente bom....aaaaaaaaaaaaaaaa que boquinha gulosaaaa...
Saber que podia provocar essas sensações em Raul era embriagador. Queria que ele gozasse, precisava saber que ele também chegava ao êxtase.
Casanova se retirou do meu traseiro lentamente, com cuidado. Gemi ante a estranha sensação de retirada, ante a dor que provocava o repentino vazio.
Logo Casanova se inclinou sobre meu corpo e deu um beijo em meu ombro.
— Não deixa de me assombrar...putinha foi incrível....que cuzinho apertado e gostoso...
Senti que Rau ficava de pé a minhas costas. Vagamente, ouviu-o tirar a camisinha e logo o ruído apagado de seus passos quando deixou o quarto.
Me centrei em Rau, nas musculosas coxas que tinha sob os dedos e no pau que embalava com a minha língua.
Imediatamente, Raul ficou tenso.
— Volta aqui!
Levantei a cabeça, perplexa.
— Já estou aqui.
— Disse para Casanova — grunhiu ele.
Raul necessitava de Casanova… para que? Não tinha dúvida de que Raul poderia gozar sem ele.
— Já vou — gritou Casanova do outro extremo da casa.
— Quero que mova o traseiro até aqui agora mesmo.
Casanova não respondeu. Raul fechou os punhos e ficou em pé com rapidez e amaldiçoou entre dentes. Eu tive então a horrível certeza de que algo estranho ali se passava.
“A curiosidade matou o gato”.
— Não precisamos dele — murmurei — estou mais que disposta a rematar a tarefa sem ele.
Os olhos de Raul abandonaram a soleira da porta para deslizar-se ardentes pelo corpo de Ayeska. Ante a imagem dela com apenas uma minissaia, seu membro palpitou e se inchou ainda mais. Lançou outro olhar frenético ao redor do local.
— Maldita seja, não! Não há mais camisinhas.
Tentando dissimular a perplexidade do meu rosto, lhe agarrei a mão.
— Está bem. Sente-se... Não necessitamos uma camisinha. Eu terminarei…
— Não. Não sem Casanova aqui. Não quero continuar se ele não estiver no quarto.
— O que? — a surpresa vibrou por todo meu corpo.
O que queria dizer Raul na realidade? Estava-se negando o prazer apesar de ter tenso cada músculo do seu corpo só porque queria gritar obscenidades a Casanova?
— Estou segura de que pode gozar sem que Casanova esteja no quarto. Não necessitamos dele aqui para gozarmos.
— Não, mas se supõe que ele te protegerá, te ajudará. E se não voltar aqui de uma maldita vez, juro por Deus que vou te tombar no chão e te foder.
“ Oh extremamente...Tentador”
Foi a primeira palavra que me veio à mente. Jamais tinha considerado o sexo como uma coisa de outro mundo, mas depois de uns dias com Raul, não podia pensar em outra coisa. Em especial quando ele estava na minha frente com as calças baixadas até as coxas e seu ereto e disposto pau frente do meu nariz.
“Que parva!”. Foi a segunda palavra que irrompeu em minha cabeça. Não tinha ido ali para estar com ele, a não ser para aprender como fazer sexo anal. Mas não foi isso o que fez com que ele detivesse. Por alguma razão, Raul não queria sexo sem Casanova no quarto. E a julgar pela falta de surpresa de Casanova, não parecia que essa fosse a primeira vez que isso acontecia.
Mas, Raul não parecia ter problemas fazer sexo, mas sim sozinho em minha companhia. Será que ele sabia o quanto eu o desejava? O quanto ele virava o meu Mundo de cabeça pra baixo? O quanto as vezes eu queria arrumar alguma briga com ele, pois assim pareceria mais fácil esquece-lo? Porque no fundo , eu sabia que ele já tinha mulheres suficientes na vida dele e por mais que eu o quisesse, seria apenas mais uma?
Eu havia ouvido um dia a conversa dele com Casanova, onde ele contava todos os seus rolos.
Eu nunca gostei de dividir. Achava errado em países no Oriente Médio, homens terem mais de uma mulher. Pisquei os olhos e deixei meus pensamentos de lado.
Ouvi ruído de água do chuveiro que indicava que Casanova estava tomando banho, e soube que não retornaria, não com a suficiente rapidez para intervir. Encontrava-me a sós com Raul para resolver o que parecia uma situação muito espinhosa. E ia ter que improvisar.
— Inspira profundamente — sugeri. — Podemos esperar que retorne ou continuar. Você escolhe.
— Não me toque agora! Lamentará se o fizer.
Cuspiu as palavras chiando os dentes e eu acreditei nele.
Empinei o queixo em desafio, não querendo demonstrar que ele havia me magoado.
Seu controle pendia de um fio. Um movimento equivocado e o perderia.
— Tenho mais autocontrole que pensa. Poderemos resolver isto. Direi ‘não’ se as coisas ficarem quentes.
Ele enterrou os dedos nos fios dos meus cabelos. A indecisão e o desejo se refletiam em seu rosto tenso. Eu senti seu áspero fôlego na bochecha.
— Gatinha..., essa não é uma boa idéia...
— Pois me diga por que. Talvez possa te ajudar.
Raul fechou os punhos sobre o meu cabelo. Franziu as sobrancelhas sobre os olhos que nesse momento pareciam quase negros. Parecia torturado física e mentalmente.
— Apesar do grosso que fui com você, ainda quer me ajudar...— se deteve, não queria terminar esse pensamento. — Não pode me ajudar, gatinha.
Com uma maldição, Raul meteu o pênis nos jeans e subiu bruscamente o zíper. Logo se dirigiu à porta.
— Alto aí! — gritei, sem saber ainda o que diria, o que podia dizer. Por um momento, teria pensado que ele não se deteria. Mas Raul girou em minha direção.
— O que? — disse em um sussurro, como se os gritos dos últimos minutos não houvessem existido. Sustentei seu olhar atormentado.
Engoli em seco, mas não afastei os olhos dele enquanto o imobilizava com um olhar solene e me deitava de costas no chão. Levantei a saia e abri ligeiramente as pernas, logo subi a mão pelo abdômen até um dos seios. Aqueles olhos voltaram para a vida, e sorri. — Faça amor comigo.
“Deus”. Essas palavras eram tudo o que faltava para que ela envolvesse seu membro e apertasse. Fazia o mesmo com os lôbregos sentimentos contra os quais estava lutando.
— Na realidade, não quer isso. — não lhe ocorria um melhor argumento para não tomar o que ela oferecia. Arrojou-se a seus pés, nua, exuberante. Só Deus sabia quão disposto estava ele a lhe dar até o último fôlego para possui-la de vez.
— Sim, quero-o — sussurrou ela.
— Não serei terno...serei rude...
O sorriso que ela deu dizia que o entendia.
— Não sou feita de cristal.
Raul negou com a cabeça.
— Queria aprender fazer sexo anal. Foi o combinado!
— Quero fazer amor, com alguém que se importe comigo e não sexo.
— O que te faz pensar que me importo? — disse Raul tentando soar sarcástico e depreciativo.
— As coisas que me disse. — Agarrei-lhe a mão e começei a mover-me dele para mim — Ou, agora mesmo, seu olhar.
Fechando os olhos, Raul tentou deixar a expressão neutra, deixando fora de sua vista cada centímetro nu da pele de Ayeska. Mas ela se mexeu rapidamente, e a imagem de seu corpo nu retornou a sua mente, uma e outra vez, gravando-se o a fogo em sua mente. Maldita seja, não só era seu corpo o que o punha duro. Se fosse sincero consigo mesmo, tinha que reconhecer que aquela naturalidade com que ela excitava seu sexo e comovia seu coração, deixava-o selvagem.
— Está alucinando.
— E você mentindo — sussurrou ela.
Ele dirigiu um olhar irado.
— Por que demônios se oferece para mim?
— Não sei explicar...sinto algo além da compreensão...
— Não quero sua compreensão — grunhiu ele.
O olhar dela o fez arder quando se deslizou por seu corpo antes de acabar cravada em seus olhos.
— Só quero que se sinta bem, mas reconheço que não estou sendo totalmente altruísta. Você me faz sentir feminina, uma mulher de verdade. Quando estou com você, não me sinto pouco feminina, nem parva, nem inexperiente. Sinto-me… desejada. Querida. E desejo mais. Acredito que sempre quis mais de você.
“Oh, demônios”. Ele poderia rejeita-la, pois o que ela sentia era carências emocionais. Mas rejeitando-a agora, faria-lhe mal. Mas acaso não era melhor ferir seus sentimentos, a lhe infringir um dano físico permanente ou… algo pior?
— Raul, gato, não tente me proteger. Sou uma adulta, e sei o que quero. Você. — apertou-lhe a mão — Simplesmente, me deixe desfrutar...nem que seja por pouco tempo...
Pode ser que ela pensasse assim, mas estava equivocada. Maldita seja, não deveria ceder.
Ao final, Raul se deixou cair de joelhos entre as pernas abertas de Ayeska Rebuscou freneticamente nos bolsos, na carteira, rogando… sim! Uma camisinha. Agente lubrificante. Com um suspiro entrecortado, atirou-o sobre a mesinha.
— Prepare-se.
Ela sorriu.
— Graças a Deus.
Ele assentiu fracamente com a cabeça e logo tirou a camisa.
Deslizei os dedos com suavidade pelo abdômen dele. Uma série de estremecimentos percorreu seu ventre, as costas, o pênis. Gemeu. Sua ereção, tão condenadamente dura nesse momento, poderia perfurar o metal. Ficaria realmente algo de sangue no cérebro? Estava convencido de que todo o sangue lhe tinha concentrado no pênis.
Baixou o zíper de um puxão e liberou a ereção de seu confinamento. Inundou-se no paraíso que eram as mãos pequenas e macias de Ayeska.
Ela o acariciou brandamente, provocando-o. Ele não necessitava mais persuasão… nem desejo. Tinha que deter isso de algum jeito. Mas com o sangue fervendo e o sentido comum cegado pelo desejo que dominava seus sentidos, Raul não tinha nem idéia de como impedir algo que desejava tanto.
Tremeu-lhe a mão quando baixou as calças até os quadris.
Cobriu Ayeska com seu corpo e capturou sua boca com um beijo devorador, entre ofegos entrecortados e gemidos. Ela lhe deu boas vindas, rodeou-lhe o pescoço com os braços e acariciou suas costas e os ombros, arqueando os quadris para ele.
A camisinha estava só meio metro. Podia abri-la, colocá-la, penetrá-la… e ver-se envolto por sua doce calidez.
A faria sua e somente sua naquele momento.
Só de pensá-lo, lhe contraiu o ventre de pura ânsia voraz.
“Pare. Pare enquanto pode!”.
Raul interrompeu o beijo e gemeu ao sentir a ansiosa boca de Ayeska abrindo caminho até o oco do pescoço.
De algum jeito, conseguiu baixar as mãos e apertar seu pau contra as úmidas e quentes dobras de sua buceta.
“Maldição, estava molhada. E muito quente. Tão quente que estava a ponto de fazê-lo explodir em chamas. E quando ela rebolou contra ele… Deus! “
— Detenha-me — a voz de Raul soou rouca e grave.
Tudo o que ela fez foi sorrir e elevar as pernas, rodeando-as em torno de seus quadris.
Raul começou a suar por todo o corpo; o rosto, as costas e o peito se umedeceram. Ela o estava matando lentamente, lhe tentando com tudo o que ele queria e não deveria tomar.
Incapaz de deter-se, esfregou-se contra ela, roçando o clitóris com sua longitude. O ofego dela foi direto ao seu cacete pulsante. Não precisava ter muita imaginação para imaginar Ayeska lhe rodeando com as pernas, arranhando suas costas, enquanto a penetrava profundamente, inundando-se em seu calor.
Raul tragou ar, lutando contra a visão.
“ Que demônios lhe acontecia?”
Jamais tinha mantido relações sexuais desprotegido. Bom, tinha a camisinha ao meio metro, mas nesse momento, supunha-lhe um esforço hercúleo agarrá-la e colocá-la.
Por não dizer que necessitaria muito mais que esse esforço e o dobro da força de vontade que tinha, levantar-se e partir dali.
Onde demônios estava Casanova? Apoiando-se nos braços, baixou o olhar a uma Ayeska ruborizada que lhe dava boas vindas. Estava em graves problemas. E suspeitava que se Casanova estivesse ali, ele só o animaria a cometer uma estupidez.
“Algo inconcebível”.
Apertando os dentes, retrocedeu e agarrou a camisinha. Já estava no inferno. Mas ali estava ela, jazendo frente a ele, e tinha que penetrá-la — em algum lugar, qualquer lugar — já.
Começou a colocar a camisinha e voltou a olhar a doce face feminina. ela não tinha medo, mas deveria ter. O controle de Raul estava por um fio enquanto lhe moldava as curvas e jogava suas pernas para trás, lhe levantando os quadris.
O ardente olhar masculino vagou pelos seios e os mamilos inchados de , pela suave pele de seu ventre, pela carne vermelha e excitada de seu sexo, pela franzida pele encoberta de lubrificante que protegia seu ânus, quanto mais jogava as pernas dela para trás mais visível ficava.
— Raul? — disse Casanova da porta.
Salvo pelo gongo.
Ele girou apenas a cabeça para procurar e sustentar o olhar de Casanova.
Que porra podia dizer? Que estava muito tentado a romper todas as regras? Ayeska não era uma mulher a mais. Se a possuísse nesse momento, não pertenceria a nenhum outro homem.
Ao menos nesse momento, lhe pertencia. Só a ele.
—Eu me ofereci — esclareceu Ayeskar brandamente. — Pedi que faça amor comigo. E não sexo.
Raul olhou severamente para Casanova que o olhava profundamente.
— Não aceitei.
Arqueando a sobrancelha, Casanova olhou a postura em que se encontravam, a maneira em que Ayeskase abria, dando boas vindas ao cacete ereto de Raul que se erguia preparado para seu sexo.
Raul soltou um suspiro tremente. De fato, tampouco tinha rejeitado a oferta dela. Mas, maldição era Homem, quem recusaria?
Tinha que fazer algo.
A necessidade que borbulhava em seu ventre estava a ponto de explodir. Um feroz desejo lhe percorreu o corpo que parecia ter descarregado uma corrente de adrenalina diretamente a seu pênis. Tinha tal opressão no peito que mal conseguia respirar.
Raul agarrou seu membro com a mão e se aproximou mais, fechando os olhos.
“Sua” ela podia ser dele. Em dez segundos.
Ele vacilou. Engoliu em seco enquanto pensava a toda velocidade.
E depois? Uma vez que a tivesse tomado, o que ocorreria? E se… Não, nem sequer podia pensá-lo. Seria mais um problema em sua vida e já estav cheio deles.
—Maldita seja! — grunhiu.
Voltou a colocá-la na posição anterior, subindo as pernas de tal maneira que agora descansavam sobre seus ombros, localizou-se e começou a empurrar…
Em seu ânus.
Ayeska soltou um grito afogado de surpresa e aumentou os olhos escuros.
— Raul?
— Que diabos está fazendo? — gritou Casanova.
Cada vez mais tenso com cada centímetro que empurrava dentro da passagem apertada dela, com os tendões do pescoço se sobressaindo, os músculos dos braços tremendo, sentindo assombrosas sensações de ser envolto lentamente pela carne lubrificada e apertada delar, Raul mal podia pronunciar uma palavra.
—Estou fodendo ela pelo cú.
Casanova o olhou como se quisesse lhe golpear, embora não o fizesse. “Aquilo também era fodidamente bom”
Quanto mais penetrava no corpo dela, mais se escurecia a mente. Era um gongo o que soava ao mesmo tempo que seu coração? Ayeska era como um punho quente em torno de seu pau, um punho cada vez mais fechado ao redor de seu membro.
— Raullllllllllllllllllllllll! — gritou ela.
— Ahhhhhhhhhhh...estou quase dentro...aaaaaaa
O suor cobria agora o corpo de Raul. O desejo de bombá-la com um ritmo infernal durante muito tempo avassalou ele. Conteve-se, decidido a proceder com lentidão e desfrutar do paraíso que era estar dentro dela. Ela respirava de maneira entrecortada.
— Pare... Não posso... mais....aaaaaiiiiaaaaaaaaaa...
— Por favor. Por favor, gatinha. Oh, Deus!... — morreria se não pudesse afundar-se por completo nela.
Mas ao ver que ela fechava os olhos e fazia uma careta, retirou-se um pouco. Antes que pudesse retirar-se de tudo, ela estirou as mãos e o agarrou pelos ombros. Baixando as pernas, ela se arqueou e se contorceu. Incapaz de resistir a qualquer cálida promessa dela, Raul empurrou com força.
Deslizou-se por completo nela com um gemido comprido e rouco.
— Gatinha...,aaaaaaaaaaa sim... Já está.... Tome.... Toma tudo o que tenho para você....aaaaaaaaaaaaa
A cabeça de Ayeska caiu para trás com um gemido, seu cabelo fino e vermelho se estendeu a seu redor.
“Maldição, ela parecia uma deusa tentadora e ardente, uma sereia atraindo-o para o desastre, mas a ele, realmente, dava-lhe igual. Ao menos morreria feliz, porque depois de bombar nela um par de vezes, Raul se deu conta de que possui-la era uma das melhores experiências de sua vida. “
Então Ayeska começou a brincar com seus mamilos e murmurou:
— Sinto-te em meu interior, tão duro. Sim... Oh… é como se fosse rasgar-me em duas.... Mas essa dor é… magnífica...aaaaaaaaaaa — ela ofegou quando ele voltou a penetrá-la violentamente — Me faz sentir viva...
Foi dizer isso e ele perdeu o controle. Raul começou a bombar nela como se fosse um selvagem, deleitando-se com a dureza de seu próprio corpo, com a flexibilidade do dela, com os gemidos que ela emitia cada vez que ele se afundava em seu interior mais e mais profundamente. O desejo de gozar começou a vibrar em suas bolas.
Santo Deus… ele jamais tinha chegado ao clímax com tal rapidez. Estava orgulhoso de agüentar vinte minutos ou mais, com ela não podia evitar o inevitável final depois de só três minutos.
O sangue seguiu baixando, lhe alagando o pau e aumentando sua sensibilidade.
— Raul— implorou ela —, ponha-se de joelhos. Preciso sentir suas carícias…
“O que?”. Ele não podia processar as palavras dela pelos estremecimentos de prazer que lhe desciam pelas costas e o rugido ensurdecedor que sentia nos ouvidos. A iminente perda de controle era doce e tão intensa que lhe explodiria a cabeça.
— Por favor... — implorou de novo.
— Retire-se e se coloque de joelhos — ordenou Casanova — Ajoelhe e levanta seus quadris para você.
As palavras por fim chegaram a sua mente. Trocou de posição, negando-se a perder o contato.
— Casanova. — Ayeska o olhou, agarrando os mamilos entre os dedos para apertá-los.
“Oh, maldição”. Vê-la acariciar os mamilos o levou mais perto do clímax, a um lugar onde era a necessidade quem decretava cada aposta.
Casanova se deslizou de joelhos no chão, ao lado deles e envolveu os seios de Ayeska com a palma da mão, beliscando os mamilos duros, vermelhos e apetecíveis. Raul desejou inclinar-se e sugá-los, mas não podia, não se queria seguir possuindo-a. E tinha que seguir. Ela era viciante. Conhecendo de primeira mão quão celestial era estar dentro de seu traseiro, se voltasse a lhe oferecer sua xoxota, a possuiria. Sem medir palavras. Sem vacilações. Penetraria essas doces e apertadas dobras e a reclamaria para ele.
Casanova se inclinou e sugou um mamilo, e logo se dedicou ao outro. Ao mesmo tempo, baixou a mão e enquanto massageava a dura protuberância de seu clitóris lhe afundou um par de dedos na buceta.
— Sim!... — gritou ela.
Imediatamente, Raul sentiu se apertar em torno dele, como começasse a pulsar.
“Oh, merda, não ia poder conter-se muito mais, nem sequer por dois segundos. “
— Agora, Raul... Agora! Me foda!...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
O homem selvagem que habitava em seu interior se liberou e acabou com a última fibra de controle. Cravando os dedos nos quadris arremeteu contra ela com uma estocada atrás de outra. Sua rola estremeceu. Elagemeu. Ele tentou conter-se ante os ondeantes pulsos do corpo dela, ante a palpitante estreiteza de sua passagem.
Ela gritou, e seu corpo se convulsionou. Logo, com um rugido, Raul a inundou e alcançou o orgasmo, estalando em um milhão de pedaços enquanto começava a voar. Viu tudo branco… e a face ruborizada de Ayeska que gritava e gozava extasiada.
Para Raul pareceu que a ejaculação durava eternamente, que o prazer se multiplicava até o infinito. Nunca tinha sido assim. Sentia-se como se flutuasse, como se aqueles eternos momentos de êxtase fossem durar para sempre somente ficando dentro dela. Sem soltá-la jamais.
Mas a realidade se intrometeu com rapidez.
Raul se retirou lentamente, e no momento que o fez, sentiu um vazio em seu interior, instigando a penetrá-la de novo, a afundar-se naquele corpo e a não sair jamais. Ela era tudo o que necessitava.
“Toma-a. Reclama-a. Fique”Não é encrenca, é problema demais para ele.”
Com um estremecimento, Raulretrocedeu e tirou a camisinha.
Cometeu o engano de olhar o rosto dela. Ela o brindou com um sorriso vacilante que lhe encolheu o coração. Loucura. Ela só queria saber se ele estava bem, se tinha estremecido seu mundo.
Não ao primeiro e, absolutamente, sim ao segundo.
E se ficava com ela uma hora mais, ela já não sorriria. Estaria fodida… literalmente.
Agora que estivera dentro dela, manter-se afastado de seu sexo não ia ser uma opção. Se ela permanecesse ali uma hora mais, acabaria tombada sobre suas costas, com o membro dele profundamente enterrado em seu interior. E isso seria um grande engano.
Ofereceu-se a ele de maneira espontânea, e, de repente, teve um horrível pressentimento: ela sentia algo por ele, Talvez inclusive acreditasse que estava apaixonada. Raul suspirou.
Ficou em pé e subiu as calças de repente. Olhou Casanova.
— Ayeska é uma autêntica tigresa, capaz de satisfazer a dois homens.
Quem diria que tiraria nota máxima com louvor?!
Ayeska enrijeceu-se e ficou olhando como se Raul se transformasse em um alienígena com três cabeças.
Casanova franziu o cenho.
— Vigia suas palavras.
— Oh, não é minha intenção te ofender, gatinha. Agradeço-te que me oferecesse para fazer amor com voce, mas deveria fazer com alguém que seriamente se importasse. Como sabe, não é exatamente meu tipo.
Ayeska piscou, tentando compreendê-lo.
— Disse que me desejava. Que me desejava muito.
Raul encolheu os ombros.
— Sim, mas já saciei meu desejo. Estive em sua boca, em seu traseiro. Comi-te, penetrei-lhe com os dedos. Posso viver sem te foder.
Deus, havia dito alguma vez uma mentira maior?
A dor apareceu nos olhos dela quando recolheu as roupas e se cobriu dos olhares masculinos. Essa expressão atormentada provocou um enorme buraco no peito de Raul.
“Maldição!” Mas ela tinha que fazer as malas, e ele necessitava que as fizesse já.
— Sei que lhe dissemos que ficaria conosco durante duas semanas, mas acredito que já está preparada para tudo. Quero dizer que se o que quer é aperfeiçoar suas mamadas, pode ficar para que nos gozemos em sua boca mais vezes. Ou se o que quer é ter o traseiro mais dilatado para aceitar um membro com mais facilidade, podemos te ajudar. Mas se não… não entendo por que deveria ficar.
— Porque é doce e especial, e não outro simples corpo quente? — grunhiu Dante Casanova defendendo-a e deixando Raul e Ayeska assombrados.
Raul lhes dirigiu um olhar frívolo.
— Claro. É obvio. Só pensei que já tínhamos conseguido nosso propósito, ao menos por minha parte. Acreditei que o sentimento era mútuo.
— Mútuo? — Ayeska sentiu o sangue subir. — Se acabei de me oferecer! E disse que penetrar em mim seria como estar no céu.
— Algo que só demonstra sua inocência. Qualquer um com uma ereção como a que eu tinha diria isso. — Raul encolheu os ombros. — Qualquer homem foderia qualquer mulher nessas condições. Sou homem, gosto de sexo, gosto de trepar...e...
— Fecha essa fodida boca! — Casanova lhe agarrou o braço e o apertou. Parecia a ponto de esmurrá-lo, e Raul acolheu de boa vontade a idéia.
Liberou-se com facilidade da fúria de Casanova e observou como Ayeska vestia a roupa com a rapidez de alguém que tratava de escapar de um incêndio.
— É isso tudo o que sou para voce? Quando me olha, só vê uma parva?
— o que queria? Já possui as demais partes de você. O aprendizado acabou. Receberemos um cheque polpudo do Andrei e você estará apta para fazer o serviço sem que suspeitem quem você é.
Eu fechei os punhos e me ruborizei cheia de incredulidade.
Ele estendeu a mão para me acariciar, para tocar-me, e não se surpreendeu quando me afastei com um passo para trás.
— Não é tola. Sabe que me excita. Mas no mais profundo de seu ser é muito inocente.
— Diz isso como se fosse algo mau.
— Eu gosto das mulheres mais provocadoras — disse em tom de desculpa. —Mulheres que sabem o que quer, mulheres
Deke a observou enquanto o rosto feminino refletia os pensamentos que lhe cruzavam pela mente

Ela estremeceu, as lágrimas lhe alagaram os olhos, ameaçando derramar-se. Embora ele fosse o causador, não podia suportar vê-las.

Deu-se a volta para cavar as almofadas do sofá, e ficou surpreso quando ela lhe golpeou no ombro. Olhou-a.
— Se tudo isso que houver dito é certo, é um convencido de primeira e eu desejaria não ter vindo nunca para cá. Pode ficar sossegado, vocês dois receberão do meu chefe Andrei o pagamento pela aula e não se preocupem foi um excelente aprendizado .
Dei a volta e parti e nunca mais os vi. E até hoje dos dois só me lembro do rosto de Raul chegando ao clímax.












Escrito por Ayesk@

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Série : Fantasias a Três - Desejos Obscuros (Parte V)

























“ Não é nada especial. É só sexo. Única e exclusivamente sexo, maldita seja.”

Aquelas palavras me doíam mais do que imaginava.
“Não era nada, não significava nada. Finalmente, havia entendido. Ia terminar o que tinha me proposto a fazer e nunca mais. Não iria ter tolas ilusões, loucos devaneios...era o fim!”
Me lembrei de uma frase de um filme estrelado por Angelina Jolie e Antonio Bandeiras:
"O amor não é para mim, o amor é para quem acredita no amor"...

Na noite seguinte, estranhamente eu dormia sobre o ombro de Casanova, aconchegados no sofá vendo um clássico em preto e branco. O calor do corpo masculino me envolvia. Sentia-me cômoda e segura.
Por acordo tácito, não falamos de Raul, mas meus pensamentos retornavam a ele uma e outra vez.
Em algum lugar da casa, uma porta se fechou de repente. O som me arrepiou por completo.
Bocejei e me espreguiçei, olhando ao meu redor com ar confuso. Só vi Casanova, olhando aquele velho filme.
— Ayeska! — grunhiu uma voz. Logo ouvimos umas fortes pisadas no outro extremo da casa.
Senti-me invadida por uma onda de alívio e prazer.
— Raul?
Só deu tempo de dizer seu nome uma vez antes que ele aparecesse no vão da porta, enchendo a soleira com seus largos ombros e sua estatura.
Raul ofegava e tentava controlar-se. Cambaleou. Seus olhos se cravaram nela, envolvida pelos braços de Casanova. Despiu-a com o olhar.
Imediatamente, senti arrepiarem meus mamilos e engoli em seco.
— Está bêbado — cuspiu Casanova com desaprovação, de seu lugar ao lado de Ayeska.
— Queria. E não é por não tentar. Se estivesse, poderia ter ignorado este insano desejo de tocá-la. — ele imobilizou Ayeska no sofá com um olhar ardente. — Estaria em uma bendita inconsciência e não sentiria esta necessidade de senti-la em torno do meu pau.
Senti um comichão no estômago ante suas palavras. E outro em meu sexo.
Por que esse homem me excitava dessa maneira apesar de ser tão mau e difícil? Apesar de estar tão zangado?
Casanova, agora estava cortês , encantador e sedutor. E nada me despertava. Na primeira vez que o vira, cheguei até a pensar que alguma química rolaria entre nós.
Nada a ver com a ardente explosão de desejo que me invadia cada vez que Raul me acariciava, me olhava...
— Esqueça qualquer coisa envolvendo Ayeska, enquanto estiver com esse humor. — Dante Casanova ficou de pé e cruzou os braços, colocando-se em atitude protetora à frente de Ayeska. — Sabe muito bem o que tínhamos planejado a seguir, e você não está em condições de levá-lo a cabo. Vai machucá-la.
— Não o farei. — Raul ficou olhando, logo esboçou um sorriso tão brilhante quanto perigoso. — Olhe-a. Já tem os mamilos duros. E está me devorando com esses olhos escuros. E seu sexo…
Raul empurrou Casanova a um lado e deixou-se cair de joelhos. Antes que Ayeska pudesse pensar no que tinha planejado, ele levantou a minissaia e arrancou sua calcinha.
— Maldita roupa — resmungou ele. — Nua. Deveria estar sempre nua.
— Mas…
Ele abriu suas pernas, colocando dois dedos na úmida vagina, inclinando ao mesmo tempo a cabeça para seu clitóris, consumindo-a com uma lambida devoradora.
— Raul! — clamei entre gemidos.
Imediatamente, o fogo abrasador crepitou entre minhas pernas, provocando um inferno em meu ventre. Prementes e dolorosas, cálidas e incontroladas, as sensações explodiram contra mim. Eu não podia respirar. E, definitivamente, não podia dete-lo...
Não queria detê-lo.
Curvei meus dedos segurando sua cabeça enquanto continha o fôlego. Os ávidos lábios de Raul me deixavam emocionada. Estava sendo comida viva… minha paixão e aspirações, todas minhas dúvidas, minhas esperanças. Minhas indecisões..inseguranças...
Por que ele me afetava dessa maneira tão profunda? Porque excitava meu corpo mais que qualquer outro homem? Porque fazia parte de minhas fantasias sexuais?
As perguntas se diluíram em minha mente como o açúcar no vinho quando ele acariciou com o nó dos dedos o rio de nervos que eu tinha no meu interior.
Dante Casanova, se afundou no sofá ao seu lado e os observou com um desejo feroz estampado no rosto.
— Não deixarei que te faça mal.
— Ele não o fará — disse ela entre ofegos.
— Excita-te?
— Sim. — joguei a cabeça para trás e fechei os olhos. — Sim...ooooooooooo simmm...me excitaaaaa...e muitoooooo...
Casanova roçou o polegar pelo mamilo, antes de baixar a regata cavada sob os seios.
— Eu também vou excitar-te, putinha.
Casanova deslizou a língua sobre os tensos e duros mamilos, e ato seguido, os beliscou com os dentes. Raul realizou a mesma ação, agarrando meu clitóris entre os dentes para logo excitá-lo com a ponta da língua.
Um movimento de língua implacável atrás de outro e eu explodi em chamas. O fogo se estendeu por todo meu corpo, dos mamilos doloridos às pernas, fazendo-me arder a pele. Crescendo, aumentando… Meu coração descompassou, o som dos batimentos chegou aos meus ouvidos, deixando-me surda a tudo que não fossem os sons vorazes da boca de Casanova e os gemidos de Raul.
Em uns segundos, o desejo aumentou e ultrapassou até que voei na mesma borda de um prazer selvagem, até que meu corpo se retorceu sob cada toque da língua de Raul.
O fogo que me devorava seguiu aumentando até alcançar o máximo. Logo explodiu, queimando-me os olhos até que o vi tudo negro. Arqueando as costas, gritei enquanto me agarrava à cabeça de Raul, a seus ombros.
Enorme. Gigantesco. Alguma vez tinha tido um orgasmo mais intenso?
Tentei recuperar a respiração, deter o movimento daquele insano Mundo que não parava de girar.
Raul separou mais as coxas e cravou a língua bem fundo enquanto exigia mais.
—Outra vez...aaaaaaaaaaaa outra vez...
As sensações voltaram invadir-me com tal rapidez que meu corpo não foi capaz de perceber que a língua dele estivesse acariciando meu clitóris de novo. Aquilo era muito. Muito intenso para suportá-lo.
— Ohhhh… Espere... Vai mais devagar....aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
— Não — cuspiu Raul, levantando a cabeça de entre minhas coxas com os lábios molhados pelos meus fluidos. — Está aqui para aprender a estar com dois homens ao mesmo tempo. Adverti-te de que as coisas ficariam muito quentes. Algumas vezes serão rápidas e furiosas. Adapte-se a elas.
Sem deixar de me acariciar os seios, Casanova dirigiu um severo olhar para Raul.
Tinha a tratado de forma grosseira, mas , agora tinha visto o que Raul não queria admitir.
— Tem pouca prática. Podemos ir mais devagar.
— Por quê? Já é maior. Não faz mais que dizer que é uma adulta. Dentro de cinco minutos, poderá aceitar seu pau em seu traseiro. E não minta… sei o muito que o deseja.
— Estou seguro de que será muito satisfatório, se for isso o que ela quer.
Raul he dirigiu um olhar turvo.
— É um presunçoso bastardo que se oculta sempre atrás dessa imagem. Mas não esqueça que eu estava ali quando se deitou com aquela aeromoça, o ano passado. Atirou-lhe isso durante mais de três horas. Acaso pensa que Ayeska, poderia manter o ritmo em uma de suas maratonas?
Cravei os olhos em Raul.
— Em nenhum momento ouvi que ela se queixasse. Além disso, você também participou.
— Uma vez. O resto do tempo foi toda sua, meu caro. E não é a primeira vez que ela recebe esse tratamento. Quer conquistar Ayeska? Pois será melhor que lhe ensine seu verdadeiro eu. Ou então volte a tratá-la como a estava tratando.
Casanova engoliu em seco.
— Ela já conhece meu verdadeiro eu. Nós conversamos, nos entendemos, enquanto você esteve fora. E prometi que serei o mais terno possível com ela.
Raul bufou.
— Cedo ou tarde terá que lhe mostrar esses arrebatamentos mortais, ou não fará outra coisa que enganá-la.
— Cale-se.
Observei a forma dos dois , ambos encolerizados. Dizer que estava pasma era pouco.
Tentei intervir. Afinal eles eram amigos.
— Dante, sério, eu…
— Este é o trato — disse Raul a Ayeska, como se Dante Casanova não tivesse grunhido e ela não tivesse falado. — As mulheres desfrutam muito conosco, porque Dante tem paciência para fazê-las arder. Eu vou mais rápido, mas me asseguro de que gozem várias vezes. E em algum momento entre tudo, Dante perde a cabeça. — Raul dirigiu a Dante outro olhar avesso.
— Cale-se, Raul.
— Quando esse lado escuro sai à luz, dedica-se a fodê-las durante mais de três horas seguidas. Mais tempo, se perder realmente o controle. "Não dar-se por vencido jamais". Não é esse seu lema? — As amargas palavras ressonaram no ar.
Com a boca aberta, Ayeska observou como Dante agarrava Raul pela camiseta e o punha em pé.
— Está assustando ela.
— Estou dizendo a verdade. E deveria estar assustada. Está brincando com dois homens experientes e insaciáveis.
— Não quero machucá-la , Casanova e tenho muito pouco controle quando estou com ela. Todos nós,  já sabemos disso.
— Bom. Já que você possui agora a paciência e não bebeu… — Raul colocou a mão no bolso e tirou uma camisinha e um tubo de lubrificante. Lançou-os sobre a mesinha, à minha frente. — Já sabe o que tínhamos previsto esta noite. Toque-a. Seja suave e cortês, e tudo isso. Ou o farei eu. E então, que o céu nos ajude.
Casanova soltou um breve grunhido.
"Que demônios se passava com aqueles dois? De repente Dante Casanova a tratava melhor e Raul... Não queria respostas a essas perguntas, não quando sabia bem o que significavam a camisinha e o lubrificante. "
— Rapazes, se nenhum estiver seguro…
— Sim, eu estou seguro — a interrompeu Casanova em voz baixa. — Como Raul disse com tão pouca delicadeza, mas sem faltar à verdade, isto é parte do seu treinamento. E um dos dois tem que fazê-lo. Raul não está em condições. – Já sabe muito bem o que a espera.
— Sim...sei, sexo anal — respondi.
— Sim. — A voz de Casanova ficou num leve tom rouco. — Te parece bem?
— É necessário para tomar a dois homens ao mesmo tempo. É parte do que preciso aprender.
— Mas te parece bem provar esta noite? É tarde e...
— Já falamos sobre isso. E estou disposta. Você está? — baixei o olhar entre a perna das calças de Casanova.
No mesmo momento em que falei e olhei, a ereção cresceu.
— Sempre estou disposto quando se trata de você.
— Decidido então — cortou Raul, deixando-se cair no sofá próximo ao dela.
Franzi o cenho quando ele se apoiou no respaldo e me dirigiu um sorriso. Se Raul me desejava tanto, por que não queria ser o primeiro em fazê-lo? Havia dito que tinha muito pouco controle sobre si mesmo quando estava com ela. Pensaria acaso que se voltaria um selvagem e a machucaria? Ou que a penetraria pelo orifício equivocado?
— Parece que sim. — Casanova olhou para Raul desconcertado. — O que fará você?
O olhar que Raul dirigiu a Ayeska quase a fez estremecer-se até os ossos.
— Olhar.
Uma palavra que provocou uma onda ardente de desejo nela.
Raul queria observar como Casanova a tomava pelo cuzinho, pensava desfrutar de cada momento enquanto ela se contorceria de prazer. Um rápido olhar para baixo lhe demonstrou só de pensar, e seu pau já estava duro.
Pensar no desejo de Raul era dolorosamente excitante. Meu sexo pulsou e uma nova umidade alagou minhas dobras já molhadas.
— Ao final, terá que participar — disse Casanova a Raul.
— Ao final. — Raul se recostou no respaldo, cruzou os tornozelos e colocou as mãos atrás da cabeça. Teria que estar cego para não ver a enorme ereção que pressionava contra a braguilha dos jeans. — Estou preparado, assim já pode começar.
Arrogante filho da mãe. Embora muito atraente. Pensei em alguma réplica mordaz, mas Casanova tocou meu braço.
— Gatinha?
Estava perguntando se estava preparada para isso, para ele.
Não. Sim. Talvez. Suspirei. Tinha curiosidade, mas estava assustada. Precisava fazer sexo anal, mas me preocupava se ia doer. E se Raul não ia tocá-la, queria deixá-lo louco, queria que ficasse tão louco por ela que não pudesse manter-se afastado nem um segundo mais.
Eu sabia que aquela era uma atitude estúpida e imprudente. Mas, ele havia dito em alto e bom som que era só sexo. Estava claro que Raul não me desejava tanto como eu o desejava, o queria. Sabia que ele fizera o correto, e em parte o agradecia, pela sinceridade. Mas não por isso deixava de sentir-me doída.
Por que ele tinha tanta importância? Ele ia preparar-se para um espetáculo infernal.
— Estou preparada — murmurei docemente no ouvido de Casanova, dirigindo um sorriso que não só era descarado mas também dizia "foda-me", "me come". E minha voz, baixa, sussurrada, mexia com eles.
Por um momento, Casanova só ficou olhando, como se não estivesse seguro do que significava meu sorriso ou do que fazer primeiro. Eu tomei a decisão por ele.
Uma estranha valentia, uma feminina resolução — a pura necessidade de tentar Raul — fluiu por mim quando agarrei a barra da regata, a levantei e a tirei pela cabeça, ficando completamente nua. Raul obteve uma vista de perfil. Então, belisquei levemente meus mamilos, assegurando-me de que estivessem duros.
— Estou mais que preparada. — esperava que essas palavras roucas se cravassem diretamente no membro de Raul.
Por que não havia dúvida que se cravaram no de Casanova. Pasmo, deixou-se cair de joelhos.
— Sente-se no sofá.
Com um olhar desafiante em direção a Raul, girei, ondulei os quadris e me acomodei no sofá. Cruzei as pernas em câmera lenta, imitando o melhor que sabia de uma postura feminina, e não era uma sorte que dessa maneira meus mamilos ficassem à altura do rosto de Casanova?
Casanova tirou a camisa que caiu ao chão, expondo as tensas linhas dos largos ombros, e os músculos dos braços e abdômen que se ondulavam com cada respiração. Ele estava preparado, sem dúvidas. E era muito atraente. Estremeci.
— Que mais pode tirar? — zombei, baixando o olhar às calças de Casanova —, tenho algo que poderia tocar se tirasse tudo.
Abri as pernas para ele — só para o Casanova —, para que visse quão molhada e inchada que estava. Ele gemeu, olhando fixamente as dobras molhadas e o ventre lisinho, sem pelos.
Pela extremidade do olho, vi como Raul abria o zíper das calças e agarrava seu membro inchado na mão. Começou a deslizar lentamente os dedos por cada comprido centímetro, apertando a largura no duro punho sem afastar os olhos de mim.. Eu estava adorando ver Raul ao limite do desejo. Mas mesmo assim não era suficiente.
De onde tinha tirado aquela pequena bruxinha do meu interior, não sabia, mas não ia detê-la nesse momento.
— Quer me tocar? — perguntei a Casanova, brincando com meu clitóris e ofegando em resposta.
— Sim — gemeu ele. — Faz isso outra vez...que putinha maravilhosa voce é...
— Se dispa e o farei...
Ele tirou as calças em menos de dois segundos para deixar à vista um comprido membro com grossas veias e uma glande púrpura;
O poder que tinha sobre eles era algo embriagador. Excitante. Ao final, Casanova ou Raul — ou ambos — me controlariam. Mas naquele momento, eu possuía ambos.
— Muito bonito — ronronei.
A bruxinha que habitava em meu interior me induziu a deslizar um dedo na boca e molhá-lo. Com um sorriso felino, levei o dedo úmido ao membro de Casanova e esfreguei a saliva na glande junto com o fluido que se filtrava pela ponta. Ele gemeu, esticando os tendões do pescoço enquanto lutava por manter o controle.
— É uma menina muito travessa... — repreendeu-me num gemido.
— Eu? — respondi com inocência.
— E muito desobediente. Suba mais a minissaia e se toque de novo. Quero ver como o faz...
Sorrindo, recostei-me contra o respaldo do sofá e levantei a saia lentamente, muito lentamente, sustentando-a por cima das coxas; Raul estava sentado no sofá da direita, mas podia ver o suficiente. Pelas maldições entrecortadas que soltava era evidente que estava bastante frustrado.
Jogando mais lenha na fogueira, rebolei sobre o traseiro e gemi, fechando os olhos e lambendo os lábios.
— Agora... Ayeska...agora!
Abri os olhos.
Dante agarrou-me pelas coxas e não com delicadeza.
— Agora!
Arqueando meus quadris para frente, baixei a mão no meu sexo e esfreguei o clitóris.
Quando a sós, começava riscando lentos círculos enquanto tecia alguma fantasia em minha mente. Essa noite não tinha necessidade de imaginar nenhuma.
E quanto aos círculos lentos, nem pensar. Com duas olhadas ardentes percorrendo cada centímetro do meu corpo, acariciando os mamilos duros e deslizando-se pelo abdômen até meu sexo úmido, era impossível ir devagar.
As sensações cresceram com rapidez quando começei a acariciar o clitóris. A ardente pressão se converteu em uma pontada dolorosa ao observar como o membro de Casanova oscilava acima e abaixo com cada aguda inspiração. Raul se inclinou para frente, procurando um melhor ângulo de visão, logo alargou as fossas nasais.
— Loucura.... Posso cheirar daqui o perto que está de gozar...
Casanova assentiu fracamente com a cabeça.
— Pare...
O prazer borbulhava em meu interior, denso e agitado. Ouvir Casanova falar, algo que eu não queria ouvir, simplesmente o ignorei.
— Eu disse pare... — Ele agarrou minha mão, gemi ante a perda da estimulação da que ele me tinha privado. Seu rosto estava vermelho e sua respiração ofegante. Seus dedos, compridos e elegantes, agarravam-me a mão com uma força surpreendente.
— Não me pressione... — advertiu ele, parecendo a ponto de explodir —, estou perto de perder o controle...
Em outras palavras, se não queria que saciasse seu desejo em meu traseiro durante as próximas três horas, seria melhor que desistisse.
—Está bem... assenti..
Ele me soltou e assentiu com a cabeça com uma expressão agradecida.
— Se levante do sofá e ajoelhe no chão, de costas para mim.
Nem sequer pensei em provocá-lo. Simplesmente o fiz.
— Boa garota... — a elogiou enquanto a agarrava pelos quadris e se chegava detrás dela.
Logo senti a palma de sua mão em minhas costas — entre meus ombros — empurrando-me brandamente.
— Se incline para frente e apóia os cotovelos no sofá.
“Oh, Deus... Está acontecendo...realmente...estava acontecendo!”
Eu podia ainda negar-me. Sabia que podia. Estava em tempo;Mas então não obteria meu propósito. E nesse momento desejava com desespero o que Casanova ia oferecer-me, desejava que Raul o visse e que se excitasse com isso. Não podia voltar atrás.
Engolindo saliva, fiz o que Casanova ordenava. O aroma de couro e a sua própria essência flutuavam no ambiente. Ele me tranqüilizou, acariciando meus quadris, levantando a minissaia e manuseando meu traseiro.
— Que gostosa... — disse enquanto me acariciava uma das nádegas com a palma da mão — Redonda e firme… com esta pele tão branca. E, neste momento, toda minha.
Gemi. Aquelas palavras e as carícias de Casanova me excitavam ainda mais.
— Isto será igual com os vibradores, só que eu sou de carne e osso. E maior que o último vibrador que te fodeu.
Sim, era maior, e não só um pouco.
— Vai doer?
— Irei com lentidão, tentarei que doa o mínimo possível.
— É melhor desta maneira. Casanova tem mais paciência que eu, gatinha. Vai me encantar ouvir seus gemidos.
Quem havia dito era, Raul.
O olhei com o cenho franzido. Seus olhos ardiam de paixão, sim, mas agora também havia neles um pingo de ternura. Estava-lhe dizendo que temia machucá-la se tentasse ser o primeiro em tomá-la, mas que estaria ali com ela, que não a tinha abandonado. E li o desejo em seus traços. Raul queria ocupar o lugar de Casanova.


Continua...


Escrito por Ayesk@