sábado, 14 de maio de 2011

ELA


 



Ela
Ela não tem nome, ela é ela, apaixonante, esbelta, pernas torneadas, quadril deliciosamente bem feito e largo na medida, raspadinha, ou melhor, muito bem depilada, cintura fina, gostosa de segurar, seios maravilhosos e um rosto que parece ter sido esculpido cuidadosamente. Olhos suplicantes, cabelos dourados.
Eu estava andando calmamente, olhando as vitrines por falta do que fazer. Entrei numa livraria e displicentemente comecei a olhar uns livros de arte, quando ouvi meu nome, com uma voz que não esqueço, não confundo e fico esperando falar. É tão meiga que só o ato de falar, dependendo como, é altamente excitante... É a voz dela!
Não ligamos para o local, bem frequentado. Um longo abraço e um beijo discreto, mas nem tanto, levou-nos de imediato a um bar próximo, simpático, que sempre gostávamos de frequentar. Nossa bebida favorita era estranha, mas deliciosa. Uma dose de rum com muito gelo e soda. Ela estava com sua roupa costumeira. Decotes largos nas costas, sem serem ousados, tecido leve e cores ocres, sua predileção. Conversamos muito, nossas mãos se tocaram, nossas bocas se procuraram, nossas mãos percorreram umas o corpo do outro.
De pronto fomos para o seu automóvel estacionado um pouco distante. Sua altura por causa dos saltos e todo aquele conjunto bem feito era admirado por homens e mulheres. Ela estava linda, e havia me chamado para ficar a noite em sua companhia.
O apartamento era um primor. Dois quartos apenas, um era seu escritório de arquiteta. Como era do seu feitio, foi tirando a roupa depressa, não por estar querendo fazer amor, mas porque parecia detestar roupas. Deveria ter nascido índia. Serviu nossas bebidas, e quase arrancou a camisa que eu já estava desabotoando. A minha selvagem totalmente nua se exibia com a audácia costumeira. Eu ainda estava de calças, que sumiram num passe de mágica.
Estava deitada de bruços. Sempre que ficava nesta posição, eu namorava a bundinha dela. Linda, bem feita, e ela adorava ficar de quatro lascivamente esperando ser penetrada analmente, o que adorava e adora. Senti meu membro ser engolido, mamado, acariciado com a língua. Fiz a mesma coisa na hora! Prazer indescritível! Ela chamando meu nome, estava com saudades, e eu chupando aquela bocetinha depilada que não parava de soltar seu caldinho, que eu bebia todo, deixando-a louca e fazendo a mesma coisa com a leve porra que saia. Quando começou a sair pouco mais, ela enlouqueceu! Passava a cabeça do meu pau nos seus lábios. No seu rosto, lambia, mordiscava, gemia de prazer.
“Bota ele na minha boceta, me fode, me fode bravo, quero sentir como se estivesse sendo estuprada, foda selvagem.”
Com as pernas nos meus ombros, passou a ser fodida como queria, como uma estuprada. O pau entrava e saía com vigor.
Em pouco tempo, eu segurando a cintura dela firmemente e olhando no fundo dos seus olhos, senti que ambos iríamos gozar. Nunca me enganei com isto, e logo ela pedia “enterra tudo, fode, mete, gozaaaa na minha cara, me esporra, amor me espoooooooorra na caraaa” e eu soltava jatos fortes, alguns ela abria a boca e engolia, outros acertavam seu rosto, olhos, pescoço...
Era a foda da paixão, da loucura, do sexo, era o delírio.
No banho que tomávamos juntos, geralmente ela implorava o anal, gozava tanto ou mais do que no vaginal. Um lavava e enxugava o outro. Dormíamos tão agarrados que parecia um só corpo!
Tem tanta coisa mais...
 
 
Por Yuri.

3 comentários:

Gambit disse...

gostei muito...

Gostava muito de fazer um anal perfeito...nunca consegui comer uma bunda com fluidez.

Du disse...

Conheço o autor. Tem livro publicado, um romance. Acostumado a escrever, domina com facilidade as palavras. Já foi meu namorado.
O "Ela" ele escreveu para mim, e tenho orgulho disso.
Beijos, querido Yuri.
Eternamente sua, Du.

Alan disse...

Yuri é experimentado. Os três contos que estão nos melhores lugares do Clube dos Contos são dele. Quase não escreve erótico, mas quando o faz é sempre com maestria.
Parabéns pela aquisição, Ayeska.

Pedro Jorge