quarta-feira, 1 de maio de 2013

LIMBO – ENTRE O CÉU E O INFERNO.





É noite...
Saio do banho ...um banho gelado, frio como a minha alma.
Meu corpo quente, voluptuoso, querendo ...chamando pelo seu.
Vivo nesse limbo todos os dias e noites.
Entre o Céu e o Inferno.
Te querendo, te evitando...
Te buscando, me escondendo...
Uma taça de vinho e olho através da janela, relâmpagos cortam o céu e a chuva caí tempestivamente.
Abraço meu corpo nu e gelado.
Os bicos dos meus seios, rígidos...vermelhinhos. Dois botãozinhos durinhos e empinadinhos.
Minha virilha lisinha, pressiono as coxas uma na outra e a vontade de tê-lo  dentro de mim é grande.
Fecho os olhos,  passo a ponta da minha língua entre meus lábios, sedentos  pelos seus, pela sua boca, pela sua língua.
Quero sentir sua língua milímetro por milímetro em cada área macia do meu corpo.
De olhos bem fechados, na escuridão daquele quarto, apenas com a luz do abajour acesa; vou em direção a cama, onde me deito.
O som da música I Guess I Loved You - de Lara Fabian, preenche o quarto, enquanto os trovões  ecoam  lá fora.
Baixinho, num sussurro falo seu nome...como um mantra.
E o limbo  se fecha em volta de mim :
E entre o céu e o inferno começo a querer você mais uma noite...e volto ao tempo.
— Sensatez é a última palavra que utilizaria para descrever a conduta que temos um com o outro — Michael diz com pesar.
Nikita  assenti.
— Somos realmente um desastre juntos,  para a  tranquilidade de espírito.
— Bem, bem... — Disse ele, aproximando-se. — Provavelmente deveríamos nos evitar mutuamente como à praga.
— Provavelmente — Eu concordo com ele.
Estudo-lhe a boca, os lábios de expressão  pesarosa.
 Sabia que ele partiria se o pedisse. Possivelmente ela fosse uma tola masoquista, mas queria que ficasse. Queria satisfazer seu desejo incontrolável.
Michael,  era o único que podia libertá-la.
— Não quero que vá — Colocou as mãos sobre os joelhos.
— Não quero ir.
Com a decisão tomada, ele  cortou a distância que nos separava. Rodeou meu pescoço, aproximando seu rosto ao meu. Beijei suas bochechas e roçei o canto dos meus  lábios delicadamente com a língua. Ele grunhiu, mas não aumentou o contato.
Beijei-o com maior firmeza, insistindo-o a entreabrir os lábios com suaves movimentos provocadores da minha  língua.



Um  calor ardente explodiu  entre minhas coxas quando ele finalmente se abriu para mim, incitando-me com um beijo úmido e profundo que tinha sabor de desejo mal controlado.
Levantou-me da cadeira e me senti protegida em um molho de músculos contra o peito masculino. Levantou minhas pernas, colocou-me sobre seu colo e fez repousar minha cabeça sobre seu braço. Pegou meu o rosto com a mão poderosa enquanto se apoderava de vez da minha boca com crescente desejo. Não tentou ocultar suas ânsias, deixando que eu as descobrisse em seu absorvente beijo.
Não tive como evitar  a resposta do meu corpo. Retorci-me contra o vulto duro do pênis masculino que pressionava ansiosamente a parte de trás das minhas  coxas. Queria senti-lo dentro de mim com uma ferocidade quase desesperada. Meu gemido foi parte prazer e em parte angústia.

Michael  percebeu suas dúvidas e suavizou gentilmente a pressão da boca. Beijou-lhe docemente as bochechas e o queixo, e sussurrou:
— Não temos que fazer nada que não deseje, anjo. — O pênis saltou em veemente protesto contra as nádegas femininas. Ignorou-o.
Aparentemente, Nikita  o notou, porque deu um significativo olhar ao seu colo.
— Só porque esteja duro como um ouriço não quer dizer que tenhamos que fazer algo a respeito.
— Não quero que vá — falei com voz tremula.
 Olhou-a de frente. O olhar cauteloso e precavido que sempre tinha visto nela tinha desaparecido. Seu temor à rejeição era patente e claramente visível.
Fechou a garganta e durante vários segundos não pôde falar.
— Não irei a nenhum lado, pequena. Ficarei toda a noite e conversaremos, ou podemos ver  televisão. — Envolveu-a entre seus braços e a apertou contra o peito. — Só quero estar contigo — Disse, e descobriu que era sincero.
Fiquei tensa em seus braços.
Emoções estranhamente ternas encheram meu peito enquanto o muro que tinha erguido para proteger meus sentimentos se rachava. Uma sensação cálida percorreu todo o meu corpo. Durante anos me neguei a possibilidade de aproximar-me de um homem. Tinha evitado a vulnerabilidade e a perda de controle que poderia vir a ter se  me  apaixonasse de verdade.
Meu temor desapareceu justo aí, com seu corpo forte e quente me envolvendo.        Apertou-me com força e me beijou a cabeça.
— Sabe o que desejo?
— Hummm —
Ele suspirou com satisfação pela suave pressão dos meus  lábios.
— Desejaria não ter sido  totalmente alheio ao que acontecia a meu redor.
Eu ri entre dentes e deslizei a mão suavemente dentro da camisa.
— Somos dois — Lambi sua  garganta.
Ele deslizou  uma mão pelas minhas  nádegas e a apertou em  advertência.
— Está sendo dificil que me comporte bem.
— Sinto-o — Disse, abaixando a camisa para mordiscar  sua clavícula. — Faz muito tempo que não tenho a oportunidade de estar assim com um homem.
Michael se esticou e  afastou o pensamento dela com outro homem. A única coisa que podia fazer a respeito era prometer que, a partir  desse momento, ele seria o único homem em sua vida.
Uma determinação que deveria tê-lo assustado, mas não foi assim.
— Está tentando provar meu limite? — Perguntou, deslizando sua mão pelas costas sob a blusa. A pele feminina era suave como seda sob sua palma calosa.
— Não — Percebi  que ele sorria contra minha pele e inclinou o pescoço para que pudesse alcançar o lóbulo da minha orelha — Só desfruto da acumulação de tensão — Ele sentiu as bolas tensas pela mordiscada e se moveu inquieto.
 —  Sabe, passou muito tempo dede a  época em que podia desfrutar de jogos amorosos, preliminares ao sexo, e desejo desfrutá-lo.
Ele grunhiu e deu um beijo úmido.
— Tem todo o tempo do Mundo, pequena.
Sorri e respondi ao  seu beijo com a mesma intensidade enquanto me acomodava escarranchada no  seu colo.
— Quero-te tanto,...não faz idéia do quanto... — Suspirei tremente. — É o único homem que me faz sentir isto — Acariciei a camisa, tremendo, como se lutasse contra o impulso de desabotoa-la — Assusta-me terrivelmente...
— Sei...  A mim também — Confessou ele.
Isso animou-me e devorei sua boca.
O sabor feminino o enlouqueceu.
Sua mão escorregou  e agarrou um seio, apertou o mamilo através do tecido suave.

Gemi entregue  e me retorci  sobre seu colo. Senti o calor úmido deslizar no meio das pernas atravessando a barreira da roupa. Seu pênis pulsou em protesto contra o confinamento das calças.
Michael ansiava estar dentro dela mais que respirar, mas esperou.
 Era ela que marcava os tempos, e estava decidido a agradá-la em tudo.
Nessa posição, pressionou-lhe o pênis rígido como ferro, levantou-a e o esfregou agarrando-a pelos quadris em uma cadência que rapidamente a deixou ofegante e coberta de ardente rubor.
— Quero sentir como goza — Sussurrou lambendo minha orelha —  Deve ser tão sexy quando se entrega ao prazer.
— Não — respondi com o corpo rígido sobre seu colo. Ele ficou paralisado. —Quero-te dentro de mim a primeira vez...quero-o forte...fundo...dentro de mim!
Ele  ficou de pé e me levou nos braços até o quarto.
Me despi, olhando-o nos olhos, me estendi nua sobre a cama enquanto o observava tirar a roupa.
— É tão bonito... — Disse enquanto passeava o olhar por seu peito, pelo ventre, coxas  e  pernas.
Durante um momento, simplesmente se admiraram, saboreando a expectativa do prazer.
Depois, ele tirou rapidamente a camisa, baixou as calças e a cueca. Lançou uma expressão de alívio quando deixou de sentir o pênis apertado.
Exposto ao meu olhar  de admiração,  sua ereção aumentou ainda mais.

Seu membro ereto, ansiava  por entrar nela quando se ajoelhou entre suas coxas.
— E você é gostosa... — A beijou tão profundamente que quase perdeu o controle de si mesmo. — É a mulher mais excitante que conheci... — Sussurrou.
Envolvi  suas coxas com as pernas e elevei meus quadris para que seu pênis deslizasse sobre as dobras úmidas do meu sexo. Gemi contorcendo-me contra seu pênis, umedecendo-o e arrancando um gemido.
— Espera...pequena... — Grunhiu.
Estava morrendo, com o pênis tão duro que quase explodia a pele. Queria que fosse bom para ela, agradá-la em tudo o que queria, mas a sensação de seu sexo quente e suave contra ele era mais do que qualquer mortal poderia suportar — Devagar, pequena, ou não poderei me conter...
— Não quero ir devagar... quero forte...fundo...quero tudo! — minha voz soou rouca  pelo desejo, cravei  os calcanhares em suas nádegas, apressando-o  para senti-lo mais perto.
Pegou o pênis e esfregou a bulbosa cabeça contra o clitóris. Uma gotinha de transpiração cobriu minha pele, e, com a respiração entrecortada e olhando-o fixamente nos olhos, disse:
— Quero-te dentro de mim, agora... Não me faça implorar....aaa...
Ele grunhiu e fechou os olhos.
— Se não parar, terei que me desculpar por gozar a dois segundos antes de te penetrar. — As gotas de suor marcavam sua  testa quando introduziu seu pênis na cavidade ardente. Teve que empregar toda sua força para resistir o ardente calor do corpo feminino sem deixar-se gozar muito rápido dentro dela.
— Quero que seja diferente.... — Ofegou, tremiam-lhe os braços. —Quero que seja perfeito para você... — Era macia, perfumada, doce sob seu corpo. A pele branca , os bicos dos seios rígidos. Os cabelos lisos , vermelhos e úmidos pela transpiração excitação.  Não podia resistir mais ; penetrou-a umas polegadas mais, com respiração ofegante pela forma em que ela o envolvia.
Seu interior era  quente,  úmido e  apertado. Sentia-se tão bem que quase explodiu a cabeça.
— OH, merda.... — Disse, e se afastou.
— O que?
— Camisinha!
— Está tudo  bem. Tomo pílula — respondi, e o guiei  quase bruscamente outra vez dentro mim.
— Aaa... pequena ....  sinto-te tão bem... — Murmurou ele, provocando-me com investidas pouco profundas. Olhou para baixo, onde nossos corpos se uniam.


Michael, quase se perdeu completamente. O púbis liso  e as dobras avermelhadas da vulva brilhavam abrasando o pênis. O clitóris brilhante e úmido se entrevia entre as dobras, implorando por uma carícia. Deslizou o polegar no púbis inchado e sentiu as pulsações frenéticas do pênis enquanto ela o segurava como um punho.
Me  retorci debaixo dele e cravei  as unhas nas suas costas, sentindo o corpo dele tremer.
— Aaaa...maisss...Mais fundo...ohhh.. — Exigi. — Quero que me foda mais fundo...mais forte...quero sentir você fundo dentro de mim.
Minha vagina contraia-se ao redor do pau ereto que bombava forte e fundo dentro de mim. Gemiamos, enquanto olhávamos um para o outro, dançando o ritual mais antigo do Mundo.
Um homem e uma mulher se descobrindo.
Michael apertou a mandíbula e fechou os olhos diante a imagem insuportavelmente erótica que Nikita oferecia.
— Quero que dure mais... quero lhe dar tudo... Não quero perder o controle — Disse, enquanto estocava mais forte,  afundando profundamente nela.
—Quero que perca o controle...aaa....aaa... — Disse ferozmente. — Não quero perdê-lo eu sozinha...
Michael olhou seu rosto e viu em seus olhos castanhos um desejo selvagem que mal podia ocultar outra emoção: temor.
E de repente, compreendeu aliviado. Ela não desejava longos jogos preliminares. Queria que ele perdesse o controle,  ela precisava saber que produzia o mesmo efeito que ele produzia a ela.


Com um grunhido agradecido se introduziu completamente nela; o som de gozo que escapou da garganta feminina produziu um calafrio de prazer.
Inclinou-se para beijá-la, gemeu ao sentir sua língua e o toque dos seus seios contra seu peito. Abaixou  a cabeça e mordiscou um mamilo, fazendo-a gritar.
Em seguida fechou a boca e sugou o bico.
Os quadris masculinos  investiam num ritmo firme e regular; eu emitia sons guturais e agudos enquanto minha pélvis descia contra ele, recebendo investidas mais fortes, mais rápidas, mais profundas.
— Ohhh, Deus, anjo... —  Ele gemeu ao sentir como endureciam os testículos quentes. Eu ardia  sob seu corpo, tensa, esforçando-se desesperadamente para alcançar o clímax.

 — Relaxe, anjo... Está tudo bem, estou contigo...aaa tesuda...voce é tesuda, quente demaisss..... — Segurou meus pulsos sobre a cama e entrelaçou seus dedos com os meus. Arqueei as costas enquanto arrancava até a última gota, contraindo tudo dentro do meu corpo enquanto lutava por controlar-me. De repente, arqueei-me convulsivamente e apertei tanto as mãos que senti dor.
Gritei seu nome com voz débil e brotaram lágrimas em meus olhos ao alcançar o orgasmo que estremeceu e sacudiu todo o meu corpo.
Investindo implacavelmente diante do seu próprio orgasmo,  ele tremeu em cima dela, cravando os dedos nos quadris enquanto gozava a fervuras tão dentro dela como foi possível. Gozando bem no fundo do seu corpo.




Escrito por Ayesk@
Postado originalmente em 27/03/2011

2 comentários:

Piment29 disse...

Minha nossa .... Perdi por total o fôlego ... Tô sem palavras, preciso me recompor .... Enquanto isso eu te falo que tem um presente pra ti em meu Blog. Bjus Apimentados e um pouco sem ar.... =)

Anjos Maus disse...

Uau.......
Beijos Filhot@!!!!