domingo, 12 de agosto de 2012

Contém um olhar

 




Olhei pra ela com cara de “quero te chupar todinha!”, senti daqui que se arrepiou como se minha língua a estivesse percorrendo velozmente do pescoço pra baixo, roçando os pelos dourados e sugando como um tamanduá faminto. O olhar dela me dizia “estou em chamas, com formigas pelo corpo”. A vi revirar os olhos, como fazem essas patricinhas que adoram desdenhar de nós, rudes cidadãos com pouco ou nenhum vocabulário que as satisfaça.
Fiquei em pé e enfiei os polegares no cinto, o que pra mim era a pose mais sexy do universo, baixando a cabeça e olhando sob as sobrancelhas. Mirei entre as pernas dela, e foi como se estivesse com uns óculos 3D, porque ela saltou no sofá parecendo alguém com soluço e cobriu a xana com uma sacola. Me devolveu um olhar de “como você ousa tentar perfurar meu cinto de castidade sob a minúscula calcinha de grife?!”, a boca entreaberta funcionando como um imã atraindo meu pau!
Caminhei lentamente, com um olhar de “se te agarro com outro, te mato”, tentando seduzi-la com todas as minhas forças e armas. O olhar dela não se desviou do meu um instante sequer, e também ficou em pé numa atitude desafiadora de “se te mete comigo, te capo”.
Pelo espelho atrás dela pude ver o vestidinho leve enfiado na bunda suculenta junto com a tanga. Meu caralho deu sinal de vida sob a calça xadrez apertada, e a cabeça parecia um gongo ao atingir a enorme fivela prateada do cinto: “Boing!”
Ela apertou as sobrancelhas com uma expressão incrédula, o olhar me dizendo “como ousa despertar essa tora aqui dentro da loja?” O chão brilhava tanto que pude ter uma visão borrada da calcinha escura, ou branca, misturada a uma floresta negra de pelos, sob o vestido. Olhei com cara de “estou aqui para o que der e vier”, e finalmente cruzei a loja e fiquei perto. Ela, me olhando com jeito desconfiado, falou:
- É por aqui, por favor, pode me seguir.
Saiu carregando uma bolsa e uma sacola, na frente, cabeça erguida e o vestido enterrado na bunda, remexendo com elegância, e eu atrás, puxado pelo pinto, que comandava as ações. Ao chegarmos à escada estreita, em forma de caracol, ultrapassei-a cavalheirescamente; local apertado; rocei o pau na bunda e ela se virou de lado, esperta, parecendo picada por cascavel, me olhando com cara de “vai me comer aqui, tarado?!”. Eu colei o cacete no braço dela, olhando-a com cara de “perdão, meu caralho tem vida própria”. Esfregando, desci na frente, levando a sacola dela; de vez em quando olhava pra cima, com olhar de “obrigado, senhor!”, vendo que a calcinha era vermelha, e a xoxota, peluda.
No fim da escada ela escorregou e caiu sentada no penúltimo degrau, pernas escancaradas e vestido na lua. Olhou-me com cara de “defendo a bolsa ou a boceta?”; meu pau agiu sozinho, hipnotizando minhas mãos, que abriram o zíper da calça e o liberou duro como pedra, enquanto meu olhar dizia “is now or never”. Ela, olhando de mim para a rola e da rola pra mim, tomou uma decisão rápida, e com olhar de “o que tiver que ser, será”, empunhou minha pica com as duas mãos, massageando-a com carinho e curiosidade. 


Não levou meu pau à boca; levou a boca ao meu pau! Manteve a boca aberta, enquanto movia a língua como uma serpente acariciando a cabeça entumescida. Ergueu a cabeça com satisfação quando me ouviu grunhir de prazer, apossando-se das bolas e guiando a haste pra dentro do hangar. Segurando apenas as bolas, como se fossem um joy stick, fez com que a cabeça se esfregasse pelo céu da boca; com um pequeno movimento desviou a pica e ela passou a pressionar sua bochecha, salivando sobre a tora que parecia chapa quente: shhh...shhh...shhh...shhh...shhh...hhh!
Meu olhar meio vesgo dizia “o que eu quero é ser feliz!”. Fechando finalmente a boca em torno do canudo de carne, passou a mamar como uma bezerrinha; agarrei sua nuca e pude sentir o fundo de sua garganta. Ela, de boca cheia, me olhava com cara de “anda, vaqueiro, mostre do que é capaz!”. Bombei como um touro mecânico, segurando seus ombros.
Quando notou meu olhar de “ a máquina de mel vai te inundar” ela rapidamente me tirou da boca e , afastando a tanguinha para o lado encostou minha rola e puxou meus quadris. Entrei e percorri o caminho ensopado, fodendo com garra. O cacete ia e vinha, e ela, de olhos fechados, movia a boca sem fazer barulho algum, a mão segurando os próprios cabelos no alto, deixando o pescoço à mostra. Com seis bombadas rasas e seis fundas, quase atingi o orgasmo, mas ela, me olhando com cara de “ vou querer serviço completo”, me empurrou e virou-se na escada, ajoelhando-se sobre a bolsa e segurando os corrimões firmemente, arrebitando a bunda maravilhosa e oferecendo-a. De um golpe rasguei a calcinha. Grunhi novamente e ela olhou para trás com cara de “vai que é tua!”. Com olhar de “selvagem da motocicleta” soquei a vara na boceta e bombei com gana, desesperadamente, amassando-lhe os seios, fodendo gostoso numa sinfonia de grunhidos atingimos o orgasmo em sequência, ela gemendo e eu engasgado de prazer!
Súbito ela me deu um olhar arregalado de “ não ouviu que vem vindo alguém?!”, me empurrou e se levantou como pôde, baixando o vestido e apanhando a calcinha retalhada no chão, escondendo na sacola e juntando as coxas melecadas de porra. Eu fechei a calça como pude e ouvi os gritos do chefe, descendo a escada com mais sacolas.
- Mudinho! Mudinho! Ah, você está aqui. Toma, leva essas sacolas e acompanha a cliente até o carro. – e olhando pra ela – Volte sempre, madame. O mudinho não fala, mas entende tudo pelo olhar, fique tranquila...
 
 
 

Escrito por Caique

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