quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Série :FANTASIAS A TRÊS- O ACORDO - (PARTE III)



Dante  estava tomando uma cerveja na cozinha quando Raul abriu a porta principal e Ayeska apareceu do outro lado. Parecia tão inocente com uma blusa branca de renda e uma saia de flores.
“Maldição”.
O corado que fazia brilhar as bochechas femininas enviou uma nova onda de sangue ao membro de Casanova quando Raul a convidou a entrar. Ela aceitou com um sorriso e entrou no vestíbulo com suas sandálias delicadas de tiras.
Fazendo uma careta ante a ereção que esticava a braguilha das calças que Raul tinha insistido que usasse, elevou a garrafa de cerveja e deu um comprido trago. Porra, estava mais duro do que recordava ter estado alguma vez.
— Olá.
A voz de Ayeska foi um suspiro suave e ligeiramente trêmulo. Tinha razões para estar nervosa. Ele também o estava. Tinha as vísceras como um paiol de pólvora a ponto de explodir. O que aconteceria com sua reserva e autocontrole quando Raul e ele a levassem para cama?
Sentia como a adrenalina corria por suas veias como estava acostumado a ocorrer depois de uma missão. Necessitava foder, e não poderia conter-se muito tempo. E o que era pior… parecia estar obcecado com ela.
Podia fodê-la, podia reclamá-la, mas poderia enfrentar as conseqüências?
Demônios, não!. Nem pensar. Nunca mais. Ayeska aprenderia tudo o que pudessem ensinar em duas semanas e logo se iria. De uma maneira ou outra teria que resistir a tentação.
— Entre — dizia Raul, agarrando a pesada bolsa de viagem e deixando-a no chão do vestíbulo. — Fique a vontade.
— Obrigada por mudarem de idéia.
Ayeska sorriu enquanto colocava o sedoso cabelo avermelhado detrás da orelha. 

Meu olhar se encontrou com o de Dante Casanova e nenhum de nós  afastou o olhar. Eu contive o fôlego ante a descarga elétrica que percorreu o meu corpo.
— Casanova. —  o cumprimentou brevemente.
O som desceu diretamente ao seu pênis.
Dado que não confiava em si mesmo para não revelar os sujos pensamentos que lhe passavam pela cabeça, guardou silêncio e assentiu.
— Um copo de vinho? — perguntou-lhe Raul, guiando-a ao centro da cozinha.
— Claro. Obrigada. Tem vinho branco?
— Tenho um excelente.
— Perfeito.
— Cheira muito bem —
Eu tomei um gole do vinho e dirigi um olhar ansioso em direção de Casanova. Passei a língua pelo lábio inferior.

O que o encantaria seria ver essa língua deslizando-se por sua glande. Engoli em seco ante aquela imagem mental que arrebatou a maior parte do meu autocontrole.

Casanova atravessou a cozinha e pousou a palma da mão sobre a cintura dela, porque não podia estar um minuto mais sem tocá-la. Curvas cálidas e firmes. Sensível. Ele percorreu suas formas com o olhar, e não lhe passou despercebido que tinha endurecido os mamilos no mesmo instante em que a tocou. E esse aroma… de morangos, açúcar mascavo. Íntimo, picante e excitante. Inalou de novo. Santo céu, se seguisse ficando mais duro, o zíper ia deixar marcas permanentes em seu pênis.
Com um suave empurrão, afastou as mãos dela e a conduziu fora da cozinha, de volta a sala, logo ao vestíbulo, onde agarrou a bolsa de viagem de cor azul.
Pendurando-a ao ombro, olhou-a.
— Há dois dormitórios e um escritório ao final do corredor. O grande é o de Raul já que vive aqui todo o tempo. Eu só estou entre uma e outra missão ou, como agora, quando estou me recuperando de uma lesão.
Uns metros mais adiante, ele abriu a porta que dava a um pequeno quarto com paredes brancas. Havia uma cama de casal, uma cadeira, um abajur e uma mesa com um computador portátil.— Este é seu quarto. — não era uma hipótese; ela sabia.
— Sim.
— É como você.
— Aborrecido? — ele a provocou.
— Duro. — riu ela — Poderia te chamar de um montão de coisas, mas aborrecido não é uma delas.
O tom ligeiramente baixo de sua voz ainda seguia cravando-se em seu membro. Nunca tinha gostado muito de morangos, mas o aroma que ela desprendia acelerava seu pulso.
— É funcional, limpo e simples.
Oh, maldição. Tinha-o impregnado muito bem sem que ele se desse conta. Voltou a sentir esse perigoso impulso de querer beijá-la, junto com o desejo de abraçá-la só pelo prazer de senti-la contra seu corpo.
— Exato. — murmurou ele, fechando a porta.
Pela primeira vez em sua vida, Casanova lamentou as inclinações sexuais de Raul. Se não fosse por isso e pelo interesse que Raul tinha também por Ayeska, ele poderia ter encontrado a maneira de que só fosse dele, de tê-la com as pernas bem abertas sobre a cama e ele sozinho em cima dela, fodendo.
Abriu a porta e deixou a bolsa de viagem no chão.
— Este é o quarto de Raul..
Era espaçoso e com uma eclética mescla do antigo e o moderno, de tecnologia e classicismo. Cores marrons, azeitonados, junto com uma enorme cama que convidava a qualquer mulher a acomodar-se nela.
Incomodava-o saber que Ayeska não seria a exceção.
— Dormirei aqui?
Casanova aspirou ar e tentou não imagina-la nua na cama de Raul, tentou não pensar neles dois dormindo, tocando-se, fodendo a umas paredes de distância. Aquele pensamento lhe produziu uma violenta onda de fúria que o fez fechar os punhos com força.
Ayeska dormiria com Raul. Era o melhor. Menos tentação para ele.
— Sim. Raul tem a cama maior. E eu não durmo muito bem. Eu não gostaria de te incomodar.
Ayeska se virou lentamente para ele e o encarou fixamente.
— Sei que pensa que cometo um engano, e que não quer ajudar...
Ela tinha razão, e ao mesmo tempo não a tinha. Estar ali para ser iniciada no anal, por Raul e por ele, era uma arma de duplo fio. Ela não parecia o tipo de mulher que podia fazer dos ménages uma maneira de viver. Mas para satisfazer a necessidade puramente egoísta de tocá-la, ajudaria-a. Mesmo assim, odiava que ela quisesse aprender a ser compartilhada. Na realidade, se fosse sincero consigo mesmo, nem sequer queria compartilhá-la com Raul.
Ayeska estendeu a mão e tocou seu braço, fazendo com que desejasse despi-la e tombá-la na cama de Raul. Maldito jantar. Uma parte de seu ser sentia a tentação de deixar de lado, sua decisão de não voltar a deitar-se com uma mulher a sós.
— Mas — murmurou ela — não vou complicar a sua vida. Prometo isso. Sei que no fundo não me quer aqui.
Não. A realidade era que sim que a queria ali, muito mais do que deveria. E ela era uma garota inteligente; não demoraria muito em dar-se conta.
— Está bem.
Dante Casanova fechou a porta do dormitório de Raul— e às perturbadoras imagens deles enlaçados e sós— e voltaram para o corredor. Depois atravessaram a sala e logo foram por outro corredor.
Olhou a pele alva. Esse pensamento o excitou. Excitou-o pensar quão vermelha que ele lhe poria a pele… Demônios, voltava a ficar duro outra vez.
Ele se colocou atrás de um dos sofás para ocultar sua ereção e fez uma careta.
— O jantar! — gritou Raul da cozinha.

O jantar foi suculento e durou muito tempo.
— O jantar foi maravilhoso. Obrigado por uma comida tão boa, Raul. Tudo foi espetacular.
— Mais vinho? — as palavras eram uma pergunta educada, mas seus olhos tinham um brilho travesso, como se tivesse feito a pergunta só para brincar com ela. 
— Não, obrigada. Duas taças é meu limite ou ficarei com sono.
Um indício de sorriso curvou a boca plena, pecaminosa de Raul. Era um homem atraente, sensual, brincalhão. Era surpreendente que ainda não o tivesse fisgado alguma mulher.
— Não quero nada mais.
— E sobremesa? Posso fazer café, se quiserem. Tenho-o com canela...
— Agradeço muito, mas o que eu gostaria é de que fôssemos para a cama ao mesmo tempo.
Raul se deteve em meio da cozinha, com os pratos na mão. Casanova conteve o fôlego. Nenhum dos dois se moveu. 

“Ah, não”. Será que  havia interpretado mal as vibrações? Tinham parecido interessados. Durante o jantar, Casanova só havia dito o justo, e a tinha acompanhado com esses olhos ardentes, até que quase fiquei sem apetite. Raul não fizera mais que paquerar, tocando minhas mãos, roçando o joelho com o meu, alimentando-me com seu garfo.
O olhei através da cozinha. Raul se havia posto duro, a braguilha das calças parecia a ponto de arrebentar. A sua esquerda, uma cadeira arranhou o chão, rompendo o silêncio. Casanova tinha se posto em pé e descobri que estavam ambos no mesmo estado… preparados para a ação.
Então, não tinha interpretado mal nada, certo? Ou talvez não…
— Lamento ter incomodado vocês — desculpou-se ela. — Não estou acostumada a pensar antes de falar.
— Vamos. — Casanova agarrou-me pela mão e puxou-me pelo braço, quase arrastando-me em sua pressa por abandonar a cozinha.
— À cama?
Casanova me desejava. A excitação me atravessou, fazendo ferver o meu sangue.
Por fim. Tinha chegado o momento.. Com o desejo borbulhando em meu corpo, pensei que nesse momento não me incomodava em nada a idéia de ser compartilhada. Aprenderia tudo a respeito.
Raul tentou parecer incômodo.
— Passei muito tempo fazendo esta sobremesa.
Ayeska dirigiu um olhar provocador por cima do ombro.
— Será um bom lanche para meia-noite.
— Será se me deixar comê-lo em seus seios — murmurou Raul, aproximando-se dela.
Soltei um risinho brincalhão.
— Só se me prometer que lamberá até o último pedaço.
Raul murmurou algo entre dentes e me seguiu, mas  não pude ouvi-lo, pois Casanova já me arrastava pelo corredor para a enorme cama de Raul. Em menos de trinta segundos, eu estava deitada, com o corpo de Casanova cobrindo o meu e os joelhos masculinos separando meus joelhos.
A boca dele desceu sobre a minha antes que a cama deixasse de mover-se. Ele se apoderou dos meus lábios e me beijou profundamente, atiçando-me, inflamando-me. Rodeei-lhe  o pescoço com os braços e me perdi em seu sabor picante e em suas carícias. A impaciente luxúria de Casanova fluía com cada quente roçar de sua língua contra minha, com a tensão dos duros ombros masculinos sob meus dedos.
Ele separou minhas pernas um pouco mais e apertou seu membro diretamente contra mim. 

Ohhhhhhhhhhhh, era tão bommmm... Não.. era muito mais que bommmm... Era grosseiramente excitanteeeeee...aaaaaaaaaaaa...deliciosoooooooooo.... 

Ele se encaixava tão bem, como se tivesse nascido para embalar-se entre minhas coxas. E quando investiu, roçando meu clitóris, deixei escapar um gemido dentro da minha  boca, aturdida de que ele pudesse levar-me a tal excitação sexual em tão somente uns segundos. Ele engoliu minha resposta e empurrou-se em minha direção mais uma vez.
À direita, a cama se afundou de novo. O calor a alagou, aproximando-se cada vez mais, até que outro duro corpo masculino se acomodou ao meu lado. Raul. Sem camisa, como descobri quando estendi a mão para tocá-lo.
Meus dedos encontraram sua pele com músculos. Logo acariciei seu cabelo.
Raul plantou uma série de beijos suaves em minha bochecha e logo desceu pelo meu pescoço, enquanto colocava uma mão entre eu e Dante Casanova até que encontrou o duro e  sensível bico do meu mamilo através da blusa e o acariciou. Senti um doce formigamento, que descia e umedecia entre as pernas.
"Ahhhhhhhhhhh, sim!"... 

Casanova afastou a boca da minha e baixou os lábios com o passar do pescoço, para saborear minha pele e mordiscar minha clavícula.
Um tremulo suspiro saiu dos meus  lábios e abri os olhos para ver Raul e seu ardente olhar observando-me , convidando-me a pecar. Enterrei os dedos em seu cabelo. Ele parecia um cavalheiresco pirata — indomado, sensual, excitante — disposto a tomar algo que quisesse. Eu contive o fôlego quando ele se aproximou um pouco mais.
Logo Casanova me distraiu, desabotoando os botões da blusa de renda e abrindo-a, logo subiu o soutien e  expôs ante seu olhar faminto. Cobriu um seio com sua mão. Ofeguei  ante o eletrizante contato. Ele não me deu tempo a que se acostumasse. Levantou meu seio, e o pegou, o acariciou com o polegar o tenso bico. Estremeci.
Não tive tempo de sobrepor-me à carícia de Casanova antes que a boca de Raul caísse sobre a minha. Fez-o com suavidade, com um leve roçar de lábios, uma mordida no lábio inferior, um suspiro erótico quando apertou sua boca contra a minha, prometendo aprofundar mais o beijo, mas sem fazê-lo.
Gemendo com desassossego, levantei a boca para a de Raul que, simplesmente, sorriu, logo me mordiscou o lábio inferior de maneira brincalhona e terna enquanto me enchia de antecipação e desejo. Ainda em meus seios, Casanova era algo menos suave, deixando claro que não tinha intenção de ser ignorado. Sugou-me o mamilo com dureza, levando o desejo diretamente a esse ponto dolorido que ficou duro contra a língua masculina. Logo o mordiscou com força suficiente para que doesse, e enviasse uma bola de fogo desde meu peito até meu ventre para estelar se justo entre minhas pernas. Gemi alto e me arqueei contra ele.
— É preciosa, Casanova — murmurou Raul contra a boca dela. — Melhor que qualquer fantasia.
Me senti arder ante a adulação, mas contive o fôlego em espera da resposta de Casanova. Opinaria ele o mesmo? Não que importasse muito. Meu objetivo era aprender. Era o único motivo por que estava ali, embora fosse difícil recordá-lo quando Casanova elevou a boca e a levou ao outro seio, criando outra bola de fogo e necessidade que me fez ofegar e umedecer-me.
— Não acha, Casanova? —insistiu Raul.
— Sim — disse ele, gemendo sobre meu peito, golpeando o úmido mamilo com o fôlego, esfriando-o e endurecendo-o ao mesmo tempo. — Como um sonho úmido. 

Suas palavras vibraram no mais profundo de Ayeska, diretamente entre suas dobras inchadas.

Logo senti as mãos de Casanova sob a saia, levantando-a, subindo e deslizando o suave tecido sobre minha pele. As sensações não me excitaram tanto como saber que as ásperas palmas de Casanova seguiriam o mesmo caminho; por minhas  panturrilhas, os joelhos, as coxas, pelos quadris. O toque das mãos calosas dele sobre minha sensível pele me excitou ainda mais. A bola de fogo se multiplicou e se centrou entre minhas pernas, justo sob meu clitóris. Raul abriu o fecho do soutien e chupou um dos mamilos enquanto Casanova arrancava a camisa, sentava-se e me olhava fixamente.
—Isto tem que desaparecer. — Referia-se à tanga de cor champagne que comprei essa mesma manhã.
Antes que pudesse tirá-la, ele agarrou um dos lados. Com um olhar ardente em um rosto cujos traços gritavam que estava arrebatado pelo desejo, enrolou o tecido em seu punho e puxou. Um estertor de surpresa e um rasgão mais tarde, eu estava virtualmente nua. Raul o converteu em um fato, tirando a blusa e o soutin, e logo deslizando a saia pelos quadris até o chão.
Casanova respirou com força quando baixou a vista para Ayeska, e centrou seu olhar descarado entre suas pernas, na virilha lisinha. Um olhar à direita indicou que Raul olhava na mesma direção, deslizando o olhar por suas curvas e depressões, dos seios, descendo pela cintura e o ventre, até mais abaixo.
Raul parecia disposto a saborear cada instante. Casanova… esses olhos ardentes disseram a Ayeska que ele estava preparado para dar um festim. Agora. 

Eu contive o fôlego. Meu coração pulsava a toda velocidade, palpitando por todo meu corpo e fazendo pulsar meu clitóris dolorosamente.
— Casanova? — perguntou Raul.
Essa pausa em Casanova devia ser incomum. Ela podia ver a confusão de Raul sob a luxúria. Não teve tempo de pensar nem de franzir o cenho, antes que a voz rouca de Casanova vibrasse dentro de meu corpo, incrementando o desejo um pouco mais.
— Maldição, está molhada.
— Bom — murmurou Raul— Por que não comprova quão molhada está?

"Sim, por favor!". 
Se Ayeska soubesse que já jorrava de desejo, Casanova o teria provado deslizando os polegares sobre os inchados lábios sexuais e abrindo-os, introduzindo as pontas dos dedos pela escorregadia pele. Seu toque era elétrico como se estivesse forçando a que suas dobras inchadas se abrissem ante seus olhares famintos.
Sabendo que os dois a observavam e que pretendiam que seu desejo se incrementasse, ela quase deixou de respirar.
Um dos polegares de Casanova deslizou-se mais perto de sua úmida abertura, e ela  sentiu o agudo vazio. Ansiou que ele enchesse seu sexo com a rígida longitude de seu membro…
"Não. Aquilo era perigoso. E equivocado".

 Mas com cada roce, o corpo dela foi cedendo às demandas de Casanova até que perdeu o controle e levantou os quadris em uma súplica silenciosa.
— Não faça isso — advertiu ele. — Não me tente a te penetrar.

Apesar do meu estado febril, meus pensamentos deram voltas na minha cabeça. Estava ele incômodo porque eu queria experimentar mais do que ele podia me dar? Ou porque seu mítico autocontrole pendia de um fio?
Esse último pensamento era estimulante. Com os olhos entrecerrados, dirigi a ambos os homens um olhar sonolento, logo procurei com o olhar o pênis de Casanova, que deformava o tecido das calças. Duro, grosso… e cada vez maior.
Lhes dirigi um sorriso provocador, e antes de repensar, voltei a levantar os quadris para Dante Casanova.
Ele grunhiu e procurou seu zíper.
— Está implorando que te dê o que não quer que te dê. Pare agora.
— Faça-a gozar ao mesmo tempo — murmurou Raul, a voz da prudência. — Está excitada e não sabe o que pede.
Franzi o cenho. Claro que sabia o que queria… alívio! Dante me desejava, só teria que olhar a potente ereção. Mas ele dizia que não, igual a havia dito que não ao coito convencional durante nossas conversações. Por quê?
Dante fechou os punhos. Engoliu em seco. O esforço de resistir estava custando todas suas forças.
— De acordo — disse por fim com um tom rouco que  fez-me liquidificar-me ainda mais. — Vou fazê-la gozar.
— Já o falamos antes — confessou Raul, aproximando-se mais para lhe dar um beijo na boca e logo no seio. — Durante esta noite, desfrutará conosco. Acostumará às sensações de dois homens te dando prazer ao mesmo tempo. Quando estiver preparada, te ensinaremos como agradar a nós. Sem pressa nem pressões, entendeu?
Assenti com a cabeça. Ia fazer com que gozasse. não duvidava de que o fizessem. Em trinta segundos… ou menos.
Levantando a cabeça para olhar Casanova, observi as bochechas ardentes dele, o rude subir e descer de seu peito musculoso, os tendões e veias tensos como cordas nos grossos antebraços. Atraente, poderoso e muito masculino. Uma nova onda de desejo pulsou em meu ventre, em meu sexo.
— Me toque, por favor — as palavras saíram de meus lábios, suaves e implorantes.
— Farei-o. Vou aprender todas as maneiras de fazer com que goze e logo conseguirei que me implore que me detenha.
"Oh, Deus". A que se referia? Eu esperava que cumprisse cada uma dessas palavras.
Engoli um nó de luxúria.
— Por favor.
Incapaz de deter-me, elevei meus quadris uma vez mais.
Casanova não rejeitou o convite para tocár-me
Deslizou um grosso dedo nas úmidas profundidades, enquanto me roçava o clitóris com o polegar. Faíscas elétricas se converteram em magia sobre minha pele, fazendo arder meu sangue de pura necessidade. Gemi alto. Quando ele repetiu o processo, e Raul se inclinou sobre minha  boca para beijar-me com exigência sensual, meus gemidos se converteram em gritos.
Raul engoliu os sons e cobriu um seio com uma mão, brincando com o mamilo, beliscando-o brandamente, retorcendo-o. Excitando-o. Enviando mais ondas de luxúria para meu sexo, onde se uniram ao prazer que meu corpo obtinha de cada toque do polegar de Dante sobre meu clitóris.
Com as pernas tensas, arqueei as costas, sentindo que o clímax se aproximava. E me tocavam há quanto tempo? Menos de dois minutos? Eu me afogava, voava, pulsava de dor e… não queria que fosse de outra maneira.
Casanova introduziu um segundo dedo na minha  vagina, lutando por deslizar ambos os dedos em meu interior. O prazer se converteu em uma dolorosa sensação quando ele me penetrou profundamente com os dedos. No fim, minha carne os absorveu e aceitou. Ele amaldiçoou entre dentes.
— Está tão quente, e está me queimando vivo.
Raul assentiu com a cabeça, respirando contra o meu pescoço  enquanto mordiscava o lóbulo da minha orelha.
— Me diga como a sente.
Raul era quem estimulava Casanova, quem tentava levá-la até o orgasmo com palavras provocadoras, paquerando perigosamente com o escasso autocontrole de Dante Casanova.
— Ayeska está condenadamente apertada e quente. Seu sexo me apanha. Me agarra, palpita. Maldição!
— Penetre-a com os dedos.
Casanova conteve o fôlego e começou a colocar e a tirar os dedos na apertada passagem.
— Não posso parar. É muito bom para parar.
— Goze para nós — murmurou Raul no meu ouvido, roçando os sensíveis mamilos com os polegares.
Me senti inchada em toda parte. Trespassada profundamente. A carne no interior da minha vagina doía. Estava úmida de suor, molhada de desejo. Palpitava o meu  coração e o sangue corria a toda velocidade por minhas veias. Eu me estremecia toda. E Casanova seguia movendo o polegar de maneira incessante, roçando sem piedade meu clitóris, deslizando os dedos dentro e fora, tocando um sensível lugar dentro de meu sexo que eu desconhecia.
Raul murmurou contra sua boca.
— É tão linda. Não posso esperar para ver como grita de prazer.
Depois, com seus insistentes dedos, beliscou o dolorido mamilo.
Foi muito. Muito para resistir. Conter-me não era uma opção.
O fogo ardeu. O sangue rugiu. Eu ofeguei, gemi, gritei… antes que o prazer que sentia entre as pernas sofresse um arrepio de energia, explodindo como uma supernova, enviando-me a um mundo de êxtase que jamais tinha imaginado existir.
— Sim! — Os dedos de Casanova permaneciam dentro de mim e podia sentir minhas  próprias contrações em torno deles, apertando-os e soltando-os enquanto seguia acariciando-me — Sim. Outra vez — exigiu ele. — Goze outra vez.
Gemi e gritei.
— Não acredito que possa.
Raul riu, com um som rouco que falava de uma promessa sensual.
— Nós cuidaremos de você.
— Conosco você vai gozar repetidamente, até que caia inconsciente.
"Inconsciente?". Abri  a boca para protestar, embora não tivesse energia suficiente. E, na verdade, tampouco podia centrar-me em nada que não fosse o polegar de Casanova brincando ainda com meu clitóris, provocando mais pulsados e palpitações, prolongando meu prazer até que a cabeça me deu voltas, até que muito lentamente voltou a excitar-me e me senti dolorida de novo.
— Assim — murmurou Casanova.

 
- Continua...



Nota da Autora: 
Esse Conto faz parte da Série: Um simples Beijo, Uma simples Provocação e  Desafio: O Aprendizado.



Escrito por  Ayesk@

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