domingo, 13 de fevereiro de 2011

Série: FANTASIAS A TRÊS - APENAS SEXO...NADA MAIS! ( Parte IV)




Casanova inclinou-se sobre mim. Sem preliminares. Sem espera. Sem advertências, roçou meu clitóris com a língua, repetindo os mesmos movimentos que fizera com o polegar.
As sensações eram parecidas com as que sentira antes, mas mais intensas. Me senti cheia de necessidade, como se não tivesse gozado antes. Só que desta vez, o prazer era mais forte. Meu corpo estava a ponto de explodir, a boca de Dante Casanova parecia determinada a levar-me ao êxtase. Eu gozaria outra vez.
Eu o observava, a imagem dele dando como festim em meu clitóris era tão excitante como o toque em si. Senti que meu corpo se esticava, que o prazer aumentava; abri as pernas o máximo que pude, convidando–o a aprofundar-se mais, queria chegar ao orgasmo logo!
— Como é? — perguntou Raul enquanto lambia o montículo do meu seio, antes de encher a boca com um mamilo e sugá-lo sensualmente.
Ofeguei.
— Fodidamente doce — resmungou Casanova, lambendo-me uma e outra vez, saboreando-me — Caralho!
O deleite estava presente em suas palavras. Gostava. Não, Casanova estava gozando. Sua voz áspera e desinibidamente rouca me dizia isso. Não ia deter-se até que tivesse sugado a última gota de prazer que eu tinha.
Raul elevou-se então sobre mim, cravando seus olhos nos meus. O desejo endurecia seus traços. Perigoso. Predador. Não gostava de só observar. Esperava sua vez.
O meu prazer foi aumentando, subindo, crescendo com cada gemido, até que meu corpo se esticou e senti que meu clitóris se inchava, pulsava, e me perdi em um orgasmo incrível.
— Me olhe enquanto goza — exigiu Raul.
Eu olhei nos seus olhos, elevando a vista, impotente, para o seu olhar decidido.
Agarrando-me aos lençóis, arqueei-me quando o prazer foi enlouquecedor.
— Raul…aaaaaaaaaaaaaaa...Raulllllllllllll...
— Depois, eu vou te lamber. Te sugar. E você voltará a gozar.
— Sim...aaaaaaaaaa... — gemi.
Logo a língua de Casanova deu um golpezinho no meu clitóris, fazendo-me perder o controle.
— Oh, Deus… Casanova... aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...que tesãooo
O êxtase arrancou um grito da minha garganta enquanto uma explosão de cores, sensações e lava fervente percorriam cada nervo do meu corpo. Estremeci e convulsionei, com o corpo úmido de suor, com os músculos agora tão líquidos como a água.
Quando me recostei na cama, tentando tomar fôlego, lutando por recuperar o controle; Casanova levantou o rosto de entre minha pernas, com a boca molhada, e os lábios apertados.
— Outra vez, putinha...outra vez...putinha deliciosa...
E voltou a lamber-me de novo.
Eu estava muito cansada depois de dois orgasmos devastadores, e Raul ainda não tinha tido a oportunidade de fazer-me voar até o êxtase. Esperava sua vez. E pela maneira com que me olhava, não ia esperar muito tempo.
— É minha vez! — insistiu Raul — Antes que a doce Ayeska desmaie. E temos que prepará-la para outras coisas.
"O que? Outras coisas?"
Eu estava tão cansada que não podia pensar em que outras coisas podiam ser.
Embora a contra gosto, Casanova se mostrou de acordo, e se levantou da cama para dirigir-se ao outro extremo do quarto. Levantei a cabeça para segui-lo com o olhar, mas Raul reclamou minha atenção acariciando com um par daqueles dedos a minha úmida e ardente vulva inchada, para introduzi-los lenta e profundamente em meu interior.
— Deite-se e aproveite — rouquejou Raul.
Os estremecimentos voltaram a aparecer, instigando-me a ressurgir à vida. Adoro sexo, adoro gozar...e ia novamente explodir em orgasmo!
Fechei os olhos e soltei um trêmulo suspiro de prazer.
“Deite-se e aproveite‘ . Raul não esperava uma resposta. E eu tampouco ia dar.
Ele excitou esse lugar sensível que eu tinha em meu interior e que Casanova tinha encontrado com tanta rapidez ; que tinha estimulado com suavidade, mas sem compaixão. O desejo surgiu de novo, mais rápido, mais quente. As paredes do meu sexo se esticaram, palpitaram, doeram-me.
— Sua vagina está se inchando, e fica rosada quando se excita. É fascinante observá-la... — disse Raul com a voz enrouquecida.
Suas palavras me fizeram submeter-me ao implacável desejo. Logo ele estimulou meu clitóris com uma comprida e lenta lambida.
Eu gritei e me agarrei de novo aos lençóis.
— Eu adoro seu cheiro — inspirou profundamente pelo nariz. — É um aroma assombroso. Picante, quente, viciante, me faz querer seguir te saboreando.
— Raul...aaaaaaaaaa...aaaaaaaaaaaa...não paraaaaaa...
Ouvi-lo dizer isso, olha-lo nos olhos, fez com que eu o enxergasse pela primeira vez. Ele me olhava profundamente, olhos nos meus olhos.
Eu não via apenas desejo, luxúria, posse, como havia visto nos olhos de Casanova, como um caçador possuindo sua caça sem dó.
Eu via sentimento, um carinho, uma ternura que me abalou as estruturas. Algo naquela hora, naquela troca de olhares, abalou o âmago do meu ser. Me senti sua fêmea, sua mulher...senti sentimentos interligando-se por fios invisíveis. Algo sem explicação. E isso me abalou, me arrepiou.
Eu soube então, naquele momento que Raul tinha conseguido levar-me a um lugar onde os pensamentos racionais não existiam, e ficavam desterrados por completo de minha cabeça.
— Deixa que te saboreie... — disse Raul. — Aceita o prazer que te dou...
Me preparei para outro clímax, para um pouco ainda maior, mais poderoso. A onda deste poderia deixar-me inconsciente, mas estava segura de que valeria a pena.
Logo Casanova resmungou algo ininteligível no ouvido de Raul. Eu abri os olhos a tempo de ver Raul assentir com a cabeça. Então, as mãos de Casanova desapareceram entre minhas pernas.
O olhar de Casanova encontrou-se com o meu. Era abrasador igual a sua expressão. Queria ver-me gozar de novo sob a língua de Raul. Era o que dizia seu olhar. O orgasmo que vinha era poderoso.
_ Ohhhhhhhhh deliciaaaaaaaaaaaaaaa..., a língua de Raul brincou com a ponta ultra sensível do meu clitóris, que agora se sobressaía de minhas dobras protetoras. Eu gritei quando as sensações quase transbordaram fora do meu corpo. Como se suspeitasse que o clímax se abatia sobre mim, Raul soltou o clitóris e inclinou-se para trás.
— Ainda não, princesa. Logo. Há mais. E quero te saborear.
— Não — ofeguei, com a fronte e os seios molhados de suor. — Não... Agora...
Ele riu entre dentes.
—Tenha um pouco de paciência.
— Não — repeti, encarando ambos.
— Sim — insistiu Casanova.
Centrei minha atenção nele quando se aproximou mais.
— Faça — ordenou ele a Raul.
Com um lento assentimento de cabeça, Raul agarrou minhas coxas, e as subiu mais e mais acima.
— Será um prazer.
“O que ia fazer?” Não iam fazer-me gozar de novo. Ainda. Não importava quanto doesse e necessitasse, quanto me arqueasse, suspirasse e suplicasse e queimasse no inferno?
Raul respondeu a minha pergunta quando colocou as palmas das mãos sob meus joelhos e seguiu subindo minhas pernas, abrindo-as ao alto e ao largo até que estivessem dobradas contra meu corpo, a cada lado dos quadris, deixando-me totalmente exposta ante seus olhos.
Ofeguei ante esse pensamento.
Raul, colocando as mãos sob os joelhos, ambos cravaram os olhos em meu sexo aberto, olhos ardentes e decididos. Sem dúvida, tramavam algo. Algo novo. O mero pensamento me fez sentir um nó de apreensão e desejo no estômago.
— Raul...
— Não suplique piedade. Não a terá. Nem dele, muito menos de mim. Queria saber o que se sentia em um ménage, putinha. Pois então vai saber... - Dante Casanova, respondeu com ironia.
“Penetração anal”.
Agora. Podia vê-lo em seus olhos, enquanto as olhadas masculinas deslizavam pelo meu corpo para deter-se na carne inchada entre minhas pernas abertas. Sim, claro que Raul e Casanova iriam penetrar-me por ali. Do que outra maneira poderia tomar a dois homens ao mesmo tempo?
— Doerá?
— Hoje será muito pouco — tranqüilizou-me Raul. — Só o suficiente para te proporcionar as sensações, sem te abrir muito.
Casanova foi direto ao ponto.
— Ainda não te foderemos aí.
Mas logo o fariam.
Me senti zonza ante o pensamento de ser penetrada dessa maneira tão primitiva e de entregar-me completamente a eles, deixando que o prazer — e provavelmente a dor — me arrastassem e me afogassem.
Eu assenti fracamente com a cabeça.
— De acordo.
— Não estávamos esperando seu consentimento. Deu-nos isso quando entrou pela porta de mala na mão.
Casanova de novo. E soava um pouco zangado. Ou talvez estivesse muito excitado. A enorme ereção que sobressaia sob as calças. E ele ainda cravava os olhos com avidez em meu sexo.
Uma parte minha queria protestar ante a arrogante linguagem. Ante a presunção. Mordi o lábio, dizendo a mim mesma que ele tinha razão. E que era sua frustração sexual que o fazia falar dessa maneira.
— Eu sei.
Parte da tensão abandonou o corpo de Casanova, logo baixou o olhar para Raul.
— Acaba.
— Não durará muito — comentou Raul.
— Ayeska pode não responder. — Encolheu os maciços ombros como querendo dizer que não se importava.
Não deixaram que eu perguntasse durante muito tempo a que poderia não responder. Uns momentos depois, senti algo frio e escorregadio em meu ânus. Esticou-se, tinha uma dúvida. Não, não só uma. Com o que a estavam penetrando? E se não gostasse?
— Não fique tensa — recomendou Raul. — Relaxe. Não é grande…
Mordendo os lábios, tentei relaxar e aceitar o objeto invasor, claramente impregnado de lubrificante. Não estava muito convencida, mas controlava minhas reações.
Até que o fogo nos olhos de Casanova se incrementou de maneira incontrolada. Até que se viu forçado a tirar as calças, e ocupar-se de seu membro com o olhar fixo na suave penetração anal que estava efetuando Raul.
Ao ver que o excitava tanto, até o ponto de obrigá-lo a acariciar a si mesmo, quis lhe dar mais dessa função. Queria brincar com eles.
Concentrando-se nas instruções de Raul, fiz o que ele sugeria e, de repente, algo magro deslizou em meu reto. Um estalo, e começou a vibrar.
“Ahhhhhhhhhhhhhhh, Meu Deussssssss!”
O prazer descontrolado se incrementou em segundos, atravessando-me e empurrando-me para o êxtase de novo. Raul deslizou mais profundamente o vibrador e deixou que se acostumasse à pequena vara. Quando Raul inclinou a cabeça de novo para tomar meu clitóris em sua boca, a chama entre minhas coxas se converteu em um inferno, estendendo o fogo por meu ventre e minhas pernas.
Arqueei as costas ao mesmo tempo que ofegava. Esse clímax ia ser grande. Poderoso.
— Oh, sim, ela responde...e como responde! — disse Raul com um indício de diversão, enquanto deslizava os dedos no sexo ofegante. — Pronta para gozar?
Eu não podia responder, não podia fazer nada a não ser gemer enquanto o clímax começava a abrasar-me.
— Porra! — amaldiçoou Casanova
Com os olhos entreabertos, observei Raul reclinar-se sobre mim. Ele cobriu minha boca com a dele, enfiando profundamente a língua dentro, como se tentasse fundir-se com ela. Uns momentos depois, afastou-se para recuperar o fôlego enquanto Casanova bombeava seu membro. A imagem era insuportavelmente erótica. Completamente excitante. Raul me beijava como um homem morto de fome, com selvageria e paixão, lambendo-me profundamente, sem deixar de me enlouquecer com o vibrador em meu ânus e seus dedos em minha vagina. Casanova agora chupava meu clitóris e bombeava seu pênis sem parar.
Gritei, gemi, ofeguei na boca de Raul enquanto o maldito mundo estalava em mil pedaços, detonando meu corpo, arrasando minha mente. Umas fortes e duras contrações esticaram as paredes da minha vagina, que se agarraram com força aos dedos de Raul, fazendo-me gemer na boca dele.
De repente, Casanova interrompeu as chupadas, ofegante e freneticamente bombeou sua ereção com a mandíbula e o ventre tensos. Logo jogou a cabeça para trás e rugiu tão forte que o som ricocheteou nas paredes. Então, quentes jorros de sêmen salpicaram meu ventre.
— Raul...aaaaaaaaaaaaaaaaa — gritei
O grito de prazer de Ayeska ainda ressonava nos ouvidos de Raul quando ela fechou os olhos e caiu em um sono exausto. Fazendo uma careta ante sua dolorosa ereção, extraiu com cuidado o vibrador e tirou os dedos de seu inchado e satisfeito sexo. Ela era deliciosa, e podia ser muito melhor. Mas já tinha tido toda a excitação que era capaz de suportar por uma noite.
Ayeska tinha gritado o nome de Raul quando estava perdida na paixão. Não o dele, Casanova e sim de Raul.Engolindo o nó de inveja, Casanova recordou a si mesmo que estava pagando uma divida que devia e só.
Raul continuava imóvel sobre o corpo adormecido e suado de Ayeska. Com o membro ainda ereto . Soltou um silencioso suspiro, e deixou cair os ombros, tentando recuperar a respiração, com os olhos entrecerrados. Embora fosse óbvio que ainda os tinha cravados nela.
Se admitisse que Ayeska era algo mais que uma transa. Se reconhecesse que essa mulher era importante para ele, como de fato o era. Casanova podia ver na cara de Raul, que ela era importante e não apenas uma divida também a ser paga.
— Por que me olha tão fixamente? — resmungou Raul.
— Por nada.
Casanova afastou o olhar, devolvendo à atenção a suave figura adormecida de Ayeska.
Raul conteve um sorriso de pura alegria. Sabia que Ayeska era tudo o que necessitava: suave e entregue na cama, aguda quando se zangava, engenhosa e carinhosa. Era mais do que imaginara em suas fantasias mais loucas.Mas lutaria contra isso mais tarde.
Casanova estava molhado por uma fina camada de suor quando rolou na cama. A luz cinzenta do amanhecer penetrava por debaixo das persiana. Raul e Ayeska provavelmente compartilhavam o calor de seus corpos e muito mais — sem ele.
Saiu da cama e percorreu o corredor para o quarto de Raul.
Fez uma careta ante a imagem de Ayeska deitada de lado com as costas colada ao peito de Raul, e suas pernas entrelaçadas. Os dois estavam enredados entre os lençóis brancos e a mão de Raul estava pousada sobre um dos seios de Ayeska.
Pareciam tranqüilos. Cômodos. Satisfeitos.
Casanova retornou pelo corredor a seu quarto. Tinha que concentrar-se no exercício. Esse dia era como qualquer outro.
Primeiro faria flexões. Acomodou-se no chão e começou a primeira série de cinqüenta.
De repente, ouviu a risada de Ayeska. Logo só pôde ouvir os suspiros dela. Primeiro um, logo outro mais longo e profundo… um que desceu diretamente a seu membro.
Mas concentrar-se na rotina era impossível quando imaginava as mãos de Raul acariciando as linhas de Ayeska até chegar aos mamilos rosados, enquanto inspirava a doce fragrância de morangos de sua pele e esperava com sua habitual paciência; e sussurrava algumas palavras adequadas que a fariam umedecer-se. Então, lamberia seus mamilos, onde riscaria um círculo atrás do outro com a língua, baixando as mãos ao ventre dela, incentivando-a a separar aquelas coxas para ele, e então deslizaria os dedos na escorregadia vagina e sentiria como as tensas paredes se fechavam em torno deles.
O ventre de Casanova se contraiu. Fazer abdominais com o membro duro como uma pedra não era nada fácil.
Em especial quando os suspiros de Ayeska transformaram-se de repente em gritos.
“Maldição”. Tirou as roupas empapadas em suor e foi tomar uma ducha fria.
A porta entre o banheiro e o dormitório contíguo ao de Raul estava entreaberta, e os gemidos implorantes de Ayeska flutuavam no ar. Primeiro ofegos, logo gritinhos. Estava cada vez mais perto.
— Por favor, Raul...
“Merda”.
E isso era exatamente o que queria fazer com Ayeska, acomodar-se entre aquelas doces coxas e ser o primeiro em afundar-se profundamente em seu interior. Mas isso não ia ocorrer. Ela não queria. Ele percebera na noite anterior a fagulha entre ela e Raul.
“Mas você poderia estar desfrutando com eles”.
Casanova entrou no quarto e foi logo dizendo:
— Comprometi-me a te ensinar tudo o que sei sobre os ménages, putinha. E para isso são necessários três. Não vou a nenhuma outra parte que não seja compartilhar a cama com você.
Ayeska abriu a boca para protestar mas Raul se adiantou com um beijo abrasador, cobrindo sua boca com a dele, invadindo-a e devorando-a. Maldição, só vendo-os Casanova já se excitava.
Gemeu quando uma das mãos de Raul deslizou pelas costas de Ayeska e se fechou sobre seu traseiro, levantando os quadris para os dele.
Não tinha dúvida, Raul queria penetrá-la.
“Perfeito”.
Ele afastou a boca, mas seguiu cobrindo-a com seu corpo, apertando-a contra a parede. E ficou encarando-a fixamente, ofegando, como se tivesse corrido dez quilômetros. Não afastou o olhar.
Casanova se aproximou deles e rodeou a cada um com um braço, empurrando-os em direção da cama.
Ayeska tinha a pele ruborizada e os mamilos duros e tentadores, cravava o olhar em Raul com uma voracidade relutante. Raul ficava mais tenso a cada segundo.
“Muito interessante”.- pensou Casanova.
Raul rodeou-lhe a cintura com um braço e a atraiu contra seu corpo. Com a mão livre baixou as alças da regata pelos ombros e deslizou bruscamente pelo torso, deixando os seios e os rosados mamilos inchados expostos aos seus olhares famintos.
Casanova se duro antes, aquela visão o levou a uns limites insuportáveis.
Raul lhe dirigiu um olhar tão cheio de frustração e necessidade sexual, que seus olhos resplandeciam com a chama do desejo.
— Agora.
Raul se colocou ao lado direito de Ayeska, enquanto Casanova ocupava o esquerdo.
— Raul ? — sussurrou ela, procurando que a tranqüilizasse.
— Aperte o cinto, putinha. — murmurou Casanova. — Será uma viagem muita movimentada.
Apenas tinha terminado a frase antes que Raul se inclinasse, cavando um dos seios de Ayeska com uma mão enquanto o cobria com sua boca. Casanova seguiu seu exemplo, lambendo com a língua o outro mamilo. Deslizou os dedos brandamente pela curva dos quadris para rebater os duros e afiados puxões que ambos estavam lhe dando aos túrgidos mamilos com os dentes.
Eu arqueei-me para trás, ofegando. Coloquei-me nas pontas dos pés como se estivesse tentando absorver as sensações ou de aproximar-me de suas bocas. Fechei minha mão sobre o cabelo de Raul para atraí-lo contra meu seio.
As sucções e as vorazes lambidas, junto com os meus fortes ofegos , enchiam o ar. Com cada lambida, meus mamilos se endureciam cada vez mais contra suas línguas…
— Putinha, na noite anterior queríamos que se acostumasse a aceitar as carícias de dois homens.
Apesar dos olhos aturdidos e as pupilas dilatadas, ela assentiu com a cabeça.
— Sim.
— Bem. Muito bem. Agora aprenderá quanto prazer você pode nos dar.
Raul apoiou as mãos nos ombros de Ayeska e a fez ficar de joelhos ante ele. Ela se ajoelhou lentamente, indecisa, mas sem afastar o olhar de Raul. Suspirou. Supunha que isso resolvia a questão de quem desfrutaria primeiro da sedosa boca de Ayeska.
Ajoelhando-se detrás dela, Casanova observou Raul e logo começou a desabotoar um a um os botões dos jeans. Raul passou a mão pela ereção, como se não pudesse estar nem um minuto mais sem receber estimulação. Atrás de Ayeska, Casanova se encontrava em um estado parecido e fez uma careta enquanto acomodava seu próprio membro. Logo apoiou as mãos nos quadris nus de Ayeskae lhe acariciou a suave pele.
— Toque-o — murmurou Casanova.
Casanova não podia deter suas mãos dos quadris, as deslizou ao ventre e aos seios. Com os polegares, acariciou os mamilos duros como pedras. Os apertou. Queria comprovar quão molhada estava.
Ayeska esticou o braço e tomou a dura carne de Raul em sua mão. Deslizou-a até a ponta, e passou o polegar pela glande. Raul gemeu com tanta força que o som retumbou em seu peito.
Levei a outra mão ao membro de Raul, unindo à primeira, fechando os dedos ao redor da ereção. Acariciava-a com mais vigor, observando o rosto de Raul e como aqueles olhos, fechavam-se ao tempo que jogava a cabeça para trás, invadido por um incomensurável prazer.
Casanova não pôde resistir a lhe beijar o pescoço, e lhe mordiscar o lóbulo da orelha.
Inclinando-se para um lado, Casanova observou com urgente necessidade e inveja como o membro de Raul entrava na boca dela, embalada por sua língua escorregadia. Ele foi penetrando cada vez mais, até que quase toda a longitude de seu membro desapareceu nas profundidades de sua boca macia e pequena.
Deus, só imagem o matava. O comprido gemido de Raul ressoou no ventre de Casanova, multiplicando seu desejo.
Quando tinha tomado tudo o que podia do membro de Raul, eu retirava e repetia o processo. Raul soltou outro gemido.
— Sim — ofegou Casanova — Sugue. Com força. Ele gosta assim.
— Está a ponto de explodir? — perguntou-lhe Casanova
— Sim, maldição.
Raul disse, mal conseguindo articular as palavras. Ayeska o estava levando ao orgasmo com muita rapidez.
Raul agarrou Ayeska pelo cabelo.,mas ela gemeu… e não de dor.
Raul gemeu, confirmando o que disse Casanova. Esticou as coxas e apertou o punho com o que puxava o cabelo de Ayeska.
— Santo Deus… não posso me conter.
Casanova sorriu.
— Boa garota. Agora, passe a ponta dos dentes pela glande.
— Não — protestou Raul.
— Faça — ordenou Casanova — Depois sugue de novo. Gozará.
Segurando o grosso pênis de Raul com uma mão, Ayeska afrouxou o aperto e passou suavemente a lingua pela glande. A imagem fez gemer os dois homens.
— Maldita seja…!
— Agora sugue profundamente, e ele irá gozar — murmurou Casanova.
Ela o fez, e Raul rugiu jogando a cabeça para trás e gritando seu êxtase que ressoou no quarto.
Eu suguei, chupei, enquanto Casanova observava como minha garganta e minha boca se moviam enquanto o fazia. Raul se afastou lentamente.
Ela gemeu enquanto continuava lambendo, como se não estivesse disposta a deixá-lo partir.
Para assombro de Casanova, Raul se ajoelhou ante ela, cravando os olhos nela como se fosse algo tão precioso. Inclinando-se para ela, Raul agarrou os quadris de Ayeska e os elevou para seu rosto, sob o olhar estupefato de Casanova.
—Tenho que te saborear — resmungou. — Tenho que saber quão molhada está.
No momento em que ela abriu as coxas sobre a cabeça de Raul, ele levantou a boca para as úmidas dobras femininas e as provou com os lábios abertos. Agarrou-se aos quadris femininos e atraiu ainda mais seu corpo para aprofundar o íntimo beijo. Um comprido gemido escapou do peito de Ayeska, tentando agarrar-se a algo ou alguém para manter o equilíbrio.
Com as pernas trementes, Casanova se levantou e se aproximou da cama para observá-los.
Ayeska tinha os olhos fechados, a pele ruborizada e coberta por uma brilhante camada de suor. Com os mamilos arrepiados, gemia, aceitando cada toque da língua de Raul.
O sangue de Casanova ferveu. Tinha que aliviar-se logo nela. Muito em breve.
Colocando-se de novo detrás dela, pousou a palma da mão nas costas, entre os ombros. Maldição, era suave por todo lado.
— Putinha, incline-se para frente. Fique de quatro.
Ayeska assim o fez, sem que Raul perdesse o ritmo. Casanova acariciou seu quadril, depositando ternos beijos na base de suas costas até o lóbulo do ouvido, onde murmurou:
— Relaxe.
Casanova a beijou no ombro, logo ficou de pé sentou-se na borda da cama, na frente dela, e afastou os cachos castanho-avermelhados do rosto ruborizado. Seus olhos aumentaram ao ver seu membro.
Segurando sua nuca com a mão, atraiu-a para si.
— Me sugue.
Ela se equilibrou sobre seu pênis e quase o tragou inteiro. Casanova conteve o fôlego. Uma selvagem sensação subiu por sua ereção, percorreu-lhe as pernas, e atravessou seu corpo com uma descarga de desejo. A cabeça de Ayeska subiu e baixou enquanto o tomava quase até o fundo de sua garganta, deslizando a língua com anseio por cada um dos lugares sensíveis de seu membro. Limitou-se a agarrá-lo pelas coxas e a chupá-lo a um ritmo que assegurava que ele não ia agüentar muito mais. Mas pela maneira em que ela gemia em torno de seu membro e os sons que Raul fazia em sua carne sensível, ela tampouco demoraria muito em gozar.
Ela seguiu chupando seu pênis, adorou-o; sua boca era como o céu, e as constantes carícias de sua língua elevavam Casanova cada vez mais alto. Casanova começou a ofegar. Agarrou-a pelo cabelo, tentando fazer com que fosse mais devagar. Queria saborear cada escorregadia sensação, cada abrasador estremecimento. Observá-la com Raul, e logo sentir ele mesmo a sedosa sucção de sua boca, sabendo que era a primeira vez que gozaria com a mulher que podia completar Raul e a ele…
O êxtase começou em seu ventre e logo subiu por seu membro, enlouquecedor e implacável. Ele tentou contê-lo mas o trêmulo calor aumentava incontrolavelmente ante a necessidade que sentia. A música de fundo de Ayeska gemendo seu prazer lhe dizia que ela estava a ponto de sentir um orgasmo gigantesco.
Sentindo vários estremecimentos na base de suas costas. Esticaram-lhe os testículos. O calor era intenso, e subia pouco a pouco por seu pênis queimando-o como se fosse fogo líquido. Logo ele deixou escapar um rouco e agonizante grito. Enquanto isso, a boca de Ayeska continuou sugando-o, chupando-o com frenesi, extraindo cada gota de prazer.
Podia observar como o pulso dela pulsava na base do pescoço. Inclinando-se sobre ela.
— Goza, putinha safada...gozaaaaaaaaaa. Por nós.
Agarrando-se a suas coxas, deixou-se levar pelo prazer, movendo seu corpo com agitação, convulsionando-se com cada onda de prazer que a dominava. Seu grito retumbou no quarto. Sob ela, Casanova podia ouvir os murmúrios afogados de Raul, elogiando sua reação, seu sabor.
Quando Ayeska gozou, ela gemeu e deixou-se cair no chão, ao lado de Casanova. Olhou-o nos olhos, com um olhar feminino e profundo. Casanova não pôde evitá-lo, o impacto que lhe produziu sua expressão o golpeou no peito. Logo ela olhou Raul com a mesma expressão, mas amplificada
Raul ficou tenso.
— Não é nada especial — disse Raul a Ayeska com um grunhido, enquanto ficava em pé e recolhia suas roupas. — É só sexo. Única e exclusivamente sexo, maldita seja.
Logo se dirigiu à porta e a fechou de repente. O som ressoou durante muito tempo.

-Continua



 
Nota da Autora: Conto da Série: Fantasia a Três - "Um Simples Beijo, Uma Simples Provocação." Queria que fosse a última parte...mas não consegui termina-lo. Apesar de comprido,espero que gostem!


Escrito por Ayesk@

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