domingo, 2 de janeiro de 2011

Série: Fantasia a Três - Um simples Beijo, uma simples Provocação ! I


  
A pista estava abarrotada de gente, nuvens de fumaça formavam uma névoa ao meu redor,  uma luminosidade psicodélica girava e lançava uma chuva de luzes dentro do local, desenhando círculos lentos.
Pelo canto do olho, vi um belo traseiro duro investindo para frente e para trás em uma moça morena.
O local proporcionava pelo que eu havia ouvido falar, em noites de entretenimento tanto vertical como horizontal.
Com um sorriso e passar de língua nos meus lábios rubros, pensei:
“ - Embora não me tinham convidado. Era um tipo de festa maneira rsrs... E como se isso me impedisse de vir”.
Eu estava lá por uma razão.
Um desafio...
Um ritmo trepidante de música rock, que ia ao compasso do ritmo descompassado pulsado do meu coração, saiu a todo volume pelos alto-falantes
Entre aquela multidão de pessoas que dançavam, se beijavam, conversavam e faziam sexo pelos cantos escuros, fui abrindo espaço, lentamente... Muito lentamente...
Até que meus olhos pousaram no objeto do meu desafio  e estremeci.
A foto não fazia jus a realidade que eu tinha na minha frente... Dante Casanova...
Naquele momento estava sentado em uma mesa do fundo, falando com um desconhecido.

Do que estariam falando?
Conforme fui me aproximando, escutei que falavam de mudanças no mercado financeiro para o novo Ano que acabara de iniciar.
 Ufa! pensei, aliviada por que o sexo não fosse o tema da noite.
—Não pense nisso agora. Haverá tempo amanhã. Agora vai e desfruta da festa.
O loiro alto relutou, mas em seguida se levantou e o deixou a sós.
Droga,nota minha presença...falei bem baixinho.

Vários homens me olhavam, mas Casanova seguiu observando fixamente o copo vazio que tinha na sua frente, com uma expressão nostálgica. Uma atração sem limites veio com uma intensidade assustadora.
Tinha até me esquecido do motivo de estar ali.
De repente aquele desconhecido, que só conhecia através de fotografia,  me despertava pensamentos decadentes e escandalosos. Eu sentia ânsia por suas carícias.
—Olá, delícia. Venha dançar comigo — disse de repente um desconhecido.
—Me deixe em paz.
Sem se deixar afetar por minha falta de interesse, ele me pegou pelo pulso.
—Você gostará, prometo isso.
Eu o afastei com um movimento do pulso.
—Afasta as mãos murmurei —, ou lhe cortarei isso.
Ele riu como se aquilo fosse uma brincadeira, sem saber que ela faria isso e mais. Nunca proferia uma ameaça que não estivesse disposta a cumprir. Fazê-lo seria uma debilidade, e me  prometi  há muito tempo atrás que nunca voltaria a mostrar a mínima fragilidade.
Felizmente,  o desconhecido não tentou voltar a me agarrar.
—Por um beijo - disse com voz rouca—, te deixaria fazer o que quisesse com minhas mãos.
Nesse caso, cortarei também suas genitálias. O que te parece isso?
Ele soltou uma gargalhada que chamou a atenção do meu alvo. Este levantou a vista e olhou primeiro o desconhecido, e me olhouMeus joelhos tremeram.
Oh, céus.
 Esqueci-me do desconhecido e respirei profundamente. Era minha imaginação o fogo que tinha visto arder de repente nos olhos dele?
“Agora ou nunca”.
 Umedeci os lábios e, sem afastar o olhar dele, caminhei sensualmente até sua mesa. A meio caminho me detive e fiz um gesto com o dedo para que caminhasse até mim. Ele ficou em pé e se aproximou, como se um fio invisível o tivesse puxado.
Tão perto, era bem mais alto que eu , em músculo e perigo. Pura tentação.  Sorri lentamente.
FELIZ ANO NOVO!-  não lhe dei tempo para responder. Esfreguei meu quadril esquerdo contra ele, e dei a volta para lhe oferecer uma visão de minhas costas. Trajava um espartilho fechado com fitas finas, e sabia que a cintura da saia lhe rodeava tão abaixo nos quadris que deixava a descoberto o elástico de minha tanga.
Ele assoviou em voz baixa.
—Por que me chamou? —perguntou ele tranqüilo.
—Queria dançar com você - respondi olhando para trás. – Tem algum problema?
Ele não hesitou ao responder.
—Sim.
—Quanto te pagaram para que faça isto?
—Me pagaram?—respondi e com um sorriso me aproximei dele de costas e me esfreguei contra seu corpo.
Qual é o pagamento? Orgasmos?
Ele, pôs distância entre nós  dois.
E tive uma imediata sensação de perda.
Nada de contato - disse ele.
Percebi que tinha tentado soar calmo, mas percebi sua tensão, seu nervosismo. Ele colocou as mãos dentro dos bolsos da calça. 
Se acalma...”, disse a si mesma. “Seu tempo está acabando, garota”.
Voltei a me concentrar nele.

—Onde estávamos? —perguntei, e passei um dedo pelo elástico da tanga até que atrai o olhar dele às asas brilhantes do anjo que havia no centro.

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