domingo, 2 de janeiro de 2011

O maior Amor do Mundo!

O maior amor do mundo, como se mede?
Pelos sacrifícios feitos um pelo outro, pelas dificuldades superadas para fazer com que o amor sobreviva às tempestades?
Pelos momentos inesquecíveis e pelas transas memoráveis regadas a champagne, com direito a rosas, música romântica e sussurros pecaminosos?
O maior amor do mundo se mede pela métrica dos sonhos, quando a pessoa amada é vista em todos os lugares e lembrada por todos os motivos? Quando corpos se procuram desesperadamente e se movem no mesmo ritmo, pulsam no mesmo compasso, quando cada centímetro é percorrido com chamas nas veias e cada estocada, cada arranhão nas costas e no peito reflete uma angústia sendo massacrada, um desejo sendo satisfeito? É assim que se mede o maior amor do mundo?
Ontem fizemos amor por cinco minutos, com as pessoas na sala de estar conversando em voz alta e tomando drinques; podendo aparecer no corredor a qualquer momento e nos pegar no escritório, com a porta encostada, em pé; eu por trás, erguendo-lhe a saia e afastando a calcinha, o pau se encaixando impaciente na xana melada pela excitação e pelo medo do flagra. A adrenalina nos fazendo resfolegar, coração aos saltos! Enlaçando a cintura e bombando, risos entrecortados, seu pé apoiado à banqueta, vc atenta, querendo escapar e se recompor a qualquer barulhinho... E ficar com a cara de quem comeu a empada antes da ceia, tentando parecer normal com o rosto afogueado e o olhar queimando.
O fato é que já conheço o mapa do seu corpo de olhos fechados, e cinco minutos engatados como adolescentes, socando rapidamente e beijando pescoço, acariciando seios nos dá tanto prazer que ficamos querendo completar, mais tarde, com mais tranquilidade. Outro nível de amor.
Mas é assim que se mede? Um grande amor? Brigamos por quase nada, outro dia, e isso causou um caos emocional! Trabalhar todo o dia se interrompendo para pensar no que ela estaria fazendo, cada canção um e-mail, relatando exatamente o que sentíamos; a falta de fome e irritabilidade, a impaciência com tudo o que não fosse dela, com todos os que não fossem ela! Interpretar fantasias em cada gesto, em cada situação.
E ao chegar o fim do dia saber que ela sentiu o mesmo, sofreu o mesmo, pensou o mesmo... Como na canção de Marina: "Fui ao inferno!"; "Como é que eu não te vi por lá?"
E as pazes feitas, com abraço apertado, beijos suaves que aumentam de intensidade à medida em que a briga se esvai, para fazer aquele amor desprovido de sons, apenas sensações, como se estivéssemos numa estação espacial, em câmera lenta, movimentos extremamente leves. Fazendo amor com o cérebro, perdendo a consciência do mundo, do que há em redor! Ela em meu colo, cavalgando tão devagar que o prazer se estende por cada célula do corpo. Os seios subindo e descendo, caçados por minha boca sedenta, a língua é a arma que roça, que suga... Olhos semicerrados, boca entreaberta, mãos apoiadas em suas coxas, sentindo o calor como se fosse uma fogueira no frio da Sibéria...
Como medir o maior amor? Se cada gesto toma proporções gigantescas e inimagináveis, pra bom e pra ruim, e cada atitude faz o mundo parar!
Simples. O maior amor do mundo é o seu!
   










 
 
Escrito por Caique.

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