quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noites de Verão


 


Éramos quase crianças, nos bons sonhos da adolescência e me lembro que certa tarde ao sairmos do colégio, pulei o gradil do jardim da praça e roubei uma rosa amarela, a qual lhe ofereci, declarando todo o meu amor, Natalia com um lindo sorriso a recebeu de minhas mãos e eu com o coração pulsando acelerado a abracei, senti seu corpo quente entre meus braços e a beijei ardentemente.
 
Morávamos numa fazenda com imensas plantações de café, nossos pais eram lavradores, estudávamos na cidade e todas as tardes, voltávamos juntos, não tínhamos nenhuma responsabilidade, a única coisa que sabíamos é que não podíamos ficar um sem o outro. Não raras vezes desviávamos o caminho para que pudéssemos caminhar a sós, sem sermos importunados pelos outros garotos que assim como nós voltavam a pé da escola.

Certa vez combinamos de nos encontrar à noite no açude que ficava um pouco abaixo da sede principal da fazenda, naquela época as luzes das colônias eram desligadas à dez horas da noite, portanto não havia possibilidade de alguém nos ver, se fossemos cuidadosos.

Por volta das onze horas da noite, silenciosamente pulei a janela do meu quarto e segui para o açude, tomando cuidado para não ser visto. Esperei por quase 40 minutos até que vi o vulto de Natalia que chegava correndo, nos abraçamos e nos beijamos. Havia um tablado de madeira que servia de ancoradouro para os botes, que eventualmente eram usados aos domingos e era uma das poucas diversões dos moradores que costumavam também nadar nas tardes de verão.




Caminhamos sobre o tablado, nos abraçamos e nos seus beijos eu sentia a fúria dos nossos desejos até então desconhecidos, comecei a beijar seus lábios, seu pescoço e a menina tremia, desabotoei sua blusa, senti minhas mãos tocando sua pele macia aveludada, senti seus seios firmes e joviais na minhas mãos, tirei a minha camisa e nos abraçamos, senti seus seios apertando no meu peito, meu pau duro comprimia seu sexo, nos levando à loucura.

Ficamos nus, suas mãos desceram pelo meu corpo até meu pênis ereto, ela o segurou firme, também desci minha mão deslizando pelo seu corpo jovem e senti sua vagina quente e úmida, ficamos nos tocando, nos descobrindo por alguns momentos.
Natalia se deitou sobre nossas roupas, me deitei sobre ela, beijei seu rosto, mordisquei seu pescoço e comecei a chupar seus peitos deliciosos, seus mamilos estavam rijos e eu me deliciava com eles entre meus dentes. Desci lambendo sua barriga até sentir o cheiro almiscarado de sua vagina, minha língua deslizava por entre os lábios carnudos, sentindo o gosto do néctar que fluía daquela cavidade, que era o objeto do meu desejo. Ela se contorcia de tesão, voltei a subir lambendo sua barriga até que nossas respirações ofegantes estivessem frente a frente. Ela me abraçou apertado e me puxou de encontro a ela, nossos sexos se tocaram, sentimos o desejo aflorar de nossos corpos ardentes, nada poderia nos impedir naquele momento, ela abriu as pernas e meu pau se alojou rapidamente entre os lábios vaginais puros e intocados, comecei a penetrá-la, porém estava difícil, impus mais força e senti um ardume na cabeça do meu pau, continuei forçando até que entrou, Natalia deu um gemido dolorido, porém o que sentíamos era mais intenso do que qualquer dor.
Um pouco desajeitado comecei a imprimir um ritmo mais acelerado, às vezes meu pau saía de dentro e eu o encaixava novamente. Natalia se contorcia e gemia, até que de repente a explosão do desejo reprimido, senti meu pau mais grosso e mais duro dentro dela, em fortes esguichadas eu gozei, ela me apertou com toda sua força e também gozou prazerosamente, senti suas lágrimas molhando meu rosto.

Nossos corpos suados permaneceram colados e cansados, enquanto nossos corações batiam acelerados, nossos lábios se encontraram e nos beijamos naquele momento único, momento sublime da nossa primeira vez.
A acompanhei até próximo à sua casa e vi quando ela habilmente saltou pela janela, esperei por mais alguns instantes e fui embora.
Nossos encontros noturnos se tornaram habituais, nos amamos de verdade, não tínhamos medo do castigo, parece que até mesmo os deuses conspiravam a nosso favor, nunca fomos descobertos e nem mesmo os cães ladravam, sendo que em quase todas as casas tinha pelo menos um.
Mas como nem tudo pode ser perfeito, para acompanhar seus pais, Natalia foi embora para longe.
Na hora da despedida, me disse para não chorar que muito em breve iria voltar, o tempo foi se passando e Natalia nunca mais voltou, me deixou sentindo a dor da saudade, remoendo na lembrança as nossas noites de verão.
Eu não sei se me esqueceu, mas esquecê-la não consigo.
Fomos separados pelas caprichosas mãos do destino e hoje não sei por onde anda aquele amor puro e inocente que amei nas noites quentes nos meus dias de menino.














Por Dayo_Li

Nenhum comentário: