segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Série: Fantasia a Três - Desafio: O Aprendizado (Parte II)




- Continuação: "Um simples Beijo, Uma simples Provocação!"



— Encontrou-a? — perguntou Raul, um louro alto com a voz carregada de preocupação.
"Maldita fosse aquela garota" .
— Sim.
Dante Casanova havia encontrado Ayeska, é obvio. E assim como quando a viu duas noites atrás , tinha posto um nó no seu estômago que nem o próprio médico legista poderia desfazer.
— Vai dizer o que, para ela?
Dante não sabia.
Ele havia perdido aquela aposta ridícula e ponto final.
Ele sequer a conhecia.
Tinha visto apenas uma foto dela.
E sequer imaginou que pessoalmente ela iria afeta-lo.
Pela fotografia em preto e branco, apenas os olhos haviam lhe chamado atenção. Seu amigo Andrei tinha um senso de humor estranho.
E ele caira como um patinho.
Agora ele tinha um desafio dado por Andrei, para tentar recuperar o ponto perdido.
Ele e Raul deveriam apresentar Ayeska aos prazeres do sexo anal.
Andrei lhe dissera , que se ele não aceitasse, ele pediria a outros.
E ele preferia não pensar no que ela podia fazer com outros dois homens.
Era fodidamente patético! Mas , aquela garota havia mexido com ele.
Ela era uma tentação, e ele odiava ter que admitir, nenhuma antes o tinha feito perder o controle.
Se ele fosse sensato, deveria afastar-se dela o quanto antes.
Mas , se era como Andrei havia dito, ele não ia permitir que outro homem fosse seu mentor.
Amaldiçoando entre dentes, Dante subiu a gola da jaqueta e engoliu em seco. Seguiu olhando fixamente.

Nesse momento, Ayeska estava na pista de dança , arqueando seus quadris ao ritmo de uma canção de Shakira que citava essa parte da anatomia. Suas coxas descobertas por uma saia tão curta que deveria ser considerada indecente, além de mostrar uma tira da alva pele do estômago. Dançava entre dois caras. O clube estava cheio de fumaça e de gente, mas mesmo assim, Dante não podia interpretar mal a luxúria que aparecia na cara deles com ela no meio deles.
— Está me ouvindo? — gritou Raul.
Dante agarrou o celular com força.
— Me deixe em paz!
Raul suspirou.
— Fale com jeitinho. E diga que o Andrei que te enviou. Ela é amiga dele. Nada de mencionar que usaremos seu traseiro tão a fundo que não poderá sentar-se em uma semana.
Dante fez uma careta
— Não me pressione.
— Você é o único que pressiona
— Ela não é meu tipo. Por isso não dei trela para ela aquela noite.
Raul riu dele.
— Sério? E quem é seu tipo?
Dante fez uma pausa; mal podia recordar o nome de outra mulher desde que havia visto ela.
— Laura Decker.
— A loira que possui um sex shop? A dos seios fartos?
— Não é uma qualquer — protestou Dante, sabendo por anteriores discussões que era isso o que estava pensando Raul
—Talvez, mas o certo é que não deseja Laura. E que ela não deseja você.
— Porque deseja você.
— Pois eu não estou interessado. Além disso, diz que a deseja só porque pensa que ela é segura.
— Eu a desejo porque me deixa quente, e ouvi dizer que faz umas mamadas de morte.
Raul bufou.
— E por que então, enquanto se masturbava ontem à noite, gemia o nome de Ayeska? Ouvi através da parede.
Dante sentiu que se ruborizava.
— Pois compra uns fodidos tampões para os ouvidos. Sim, Ayeska me deixou com tesão, e daí?

Dante tomou outro comprido gole de cerveja e olhou fixamente como o cara moreno agarrava os quadris de Ayeska e lhe apertava o traseiro contra seu membro. Ao que parecia, aquele bastardo procurava que alguém quebrasse seu nariz. Dante teria o maior prazer de fazê-lo se não tirasse suas mãos sujas de cima dela. Sentiu que seu sangue começava a ferver, e a fúria, que já aparecia em seus olhos, ameaçava nublar sua mente.
— Ayeska parece estar já muito ocupada — grunhiu Dante ao telefone.
— Mas te procurou antes.

Sim, assim tinha sido. Condenado fosse Raul e sua lógica. E Ayeska, ele acreditava, estava representando esse espetáculo só para ele, dado a maneira em que lançava olhares de esguelha em sua direção.
— Deixa de lado seu mau humor — disse Raul — e faz o correto.
— Sabe que se a levar para casa vou terminar por fodê-la. Nós dois o faremos — suspirou. — Sabe disso.
Dante queria afundar-se no corpo de Ayeska. Não. Nem pensar. Não só em seu traseiro, embora isso também o tentasse. Não só em sua boca, embora estivesse seguro que uma mamada da provocadora boca de Ayeska seria incrível. Desejava-a por completo, e não acreditava que permanecer afastado de seu sexo fosse uma opção.
— Respeitaremos o que ela deseja. Se mudar de idéia, genial. 

De algum jeito, Raul tinha razão.
Mas correria um risco. Se ela voltasse para casa com ele, Dante quereria afundar-se em seu sexo. Reduziria-o e lhe arrebataria o controle. Aquilo o aterrava.
Negando-se a dar mais voltas no assunto, Dante levou a cerveja aos lábios e a bebeu num gole. Logo depositou a garrafa sobre a mesa.
— Certo, já vou.
—Traga-a para casa. 

Para casa. Como se ela morasse lá. Como se fosse uma gatinha perdida a que pudessem reclamar. Raul certamente a via dessa maneira.
Havia mudado de idéia sobre ela, quando soube quem ela era.
E que ela era Ayeska. 

Bom, tinha chegado o momento. Empurrou a cadeira para trás, ficou em pé e olhou como ela dançava uma rumba pornográfica com dois caras. Com o cenho franzido e vontade de brigar, atravessou a boate.
Na pista, o maior dos caras me agarrou de novo. Me voltei, girei meneando os quadris, enquanto me afastava um pouco. Esqueci-me do nome dele. Oh, era bonito. Condenadamente bonito, de fato. Olhos azuis, cabelo castanho, corpo arrebatador. Talvez em outra época se sentisse atraída por ele.
Mas outro homem, olhos famintos e umas pernadas furiosas, tinha atraído minha atenção de uma maneira escura e fascinante, assim como o fizera algumas noites atrás.
«Oh, Oh». Dante Casanova, definitivamente se dirigia para eles. Que demônios queria agora? 

De repente, o maior dos caras me rodeou com um braço e me atraiu contra seu corpo, inclinando a cabeça em minha direção. O primeiro impulso foi deixar-me levar pelo pânico. Teria intenção de beijar-me no meio da pista? Não o conhecia. E como tinha descoberto nos trinta segundos que levavam dançando, não queria conhecê-lo. Em especial com todo mundo — incluindo Dante — olhando-nos.
— Conhece Dante Casanova? — gritou o homem ao ouvido, para fazer-se ouvir por cima da música.
— N-não.
Não conseguia esquecer aquela noite,… tinha que esquecê-lo. Ou pelo menos, tentar. Só Deus sabia que tinha fracassado até o momento.
De algum jeito, era culpa dela. Quase desde começo da música quisera partir. Mas fugir como uma covarde, com Dante observando-a, não era uma opção. Com aqueles pensamentos dando voltas em minha cabeça, decidi meu movimento seguinte.
Nesse momento, Dante se levantara da cadeira, e agora se dirigia para eles com a clara intenção de tomar a decisão por mim..
Arrisquei a olhar em sua direção.
Deus, estava ainda mais perto.
O suficiente para que pudesse perceber o tic do músculo de sua mandíbula, enquanto cravava o olhar na mão do cara, na parte baixa de suas costas, quase sobre as nádegas.
— Está certa que não está com Dante? Parece que ele não a vê dessa maneira. —levantou a cabeça, embora não movesse a mão, e se voltou para saudar o homem sério a sua frente.
— Olá, Casanova. O que te traz aqui, velho amigo?
— Um assunto pendente com ela. — Fixou em mim seu olhar penetrante. — Podemos conversar lá fora?
Embora parecesse um pedido, seu olhar sugeria justamente o contrário.
Engoli em seco. Dante trajava jeans , botas negras, camiseta bege com a palavra ‘Army’ estampada sobre seu peitoral esquerdo e levava uma jaqueta na mão.
Não saudou o cara, nem respondeu a sua pergunta. Tampouco me cumprimentou. Nada de boas maneiras, foi direto ao ponto.
— Acredito que deixou as coisas bem claras. Não temos nada mais que nos dizer.
— É claro que temos.
— Estou ocupada dançando. — Sem mais, voltei-me para o cara.
"Droga, não lembrava o nome dele."
Dirigi-me a ele com um sorriso e meneei meus quadris, muito consciente do olhar penetrante de Dante cravado em minhas costas.
Dante agarrou-me pela mão e girou-me para ele, arqueando uma sobrancelha.
— Agora já não está dançando.
«Maldição!». - cruzei os braços.
— Então, diga o que seja que tenha que dizer.
— Lá fora.
O tom autoritário me arrepiou os cabelos.
— Vai levar muito tempo?
— Não.
— Então, diga e vá embora.
Ele vacilou.
—Não acredito que queira ter público.
Ou não ele não queria tê-lo.
— Não me importa. Fala.
— De acordo — encolheu os ombros. — Naquela noite, quando eu e você estávamos nos beijando e o tesão tomou conta dos nossos corpos e, você…
— Pare! — Eu soltei um gemido, sentindo-me furiosa quando o rubor esquentou minhas bochechas.
O cara de quem não podia recordar o nome, riu entre dentes junto ao meu ouvido.
Dante sorriu com ar satisfeito.
«Bastardo!». Tinha ido jogar sujo e a lançara direto na jugular. Como não imaginara que ele faria isso?
— Está enrolada com você? — perguntou ele a Dante.
— Sim.
— Demônios, não! — exclamei ao mesmo tempo.
Isso fez com que o músculo da mandíbula de Dante começasse a palpitar de novo.
— Melhor discutirmos isso lá fora.
Esse homem não sabia quando desistir?
— Não estou enrolada com você. Não penso em me aproximar de novo de voce, e te asseguro que não vou sair com você.
— Vim para dizer algo que acredito que você gostará de ouvir.
— Não estou interessada e estou tão puta da vida que me importa um nada o que tenha para me dizer.
Em um segundo, Dante estava ao meu lado, sem tocar-me. Um segundo mais, e rodeou minha cintura com um braço, com o outro agarrou meu cabelo que caía nos ombros e me pôs nas pontas dos pés.
— Não vou pedir isso outra vez. Ou falamos lá fora, ou vou me dirigir à cadeira mais próxima, vou levantar essa minissaia e te esquentar o traseiro enquanto toda esta gente nos assiste.
Puxei o fôlego para dizer:
— Não se atreveria. —
A irritação me envenenou os pensamentos. Ele era um arrogante filho de uma cadela, mas mesmo enquanto pensava isso senti borboletinhas no estômago… Não, não podia ser desejo.
— Não tem nenhum direito.
Dante encolheu os ombros.
— Mas estou seguro de que você desfrutaria.
O cara se aproximou deles.
— Embora eu adorasse ver o espetáculo, não permito brigas nem nus no clube. Terão que sair.
Eu me voltei para ele com a boca aberta. Aquele imbecil estava deixando-me a mercê desse lobo? Como não! Os homens sempre se apoiavam uns aos outros.
— Sabem o que mais? Que se fodam todos. Vou para casa.
Todos riram.
Com o sangue fervendo de fúria, dirigi-me à saída.
«São uns completos sacanas!»
Mas apesar disso, não era tão estúpida para acreditar que Dante Casanova deixaria as coisas como estavam.
Seguia-me ; sentia-o dois passos atrás.
Homem irritante!
Quando alcancei a porta do clube, a música começou a soar de novo. Me dirigi ao segurança maior dos três que estavam na porta, e brindei-o com um sorriso.
— Poderia me acompanhar até o ponto de táxi? Estão me seguindo. — Lançei um olhar agudo por cima do ombro em direção ao Dante.
— Venha, carinho — murmurou Dante brandamente enquanto me rodeava com um braço. — Não se zangue.
Antes que pudesse lhe dizer onde podia meter as palavras e dizer ao segurança que se livrasse daquele perseguidor louco, Dante me atraiu para si, baixou a cabeça, e afogou minhas furiosas palavras com um beijo faminto.
Eu resisti, mas só um momento, logo deixei de pensar.
Aquele homem ardente, persuasivo e viciante como o pecado invadiu meus sentidos. Dobrou-me com a boca. Resisti. Ou pelo menos, tentei. Apesar da fúria que me embargava, Dante provocou a familiar aceleração do meu pulso, a onda de desejo, e afogou meus protestos. Com um roçar de seus lábios, uma lenta carícia de sua língua no céu da minha boca, enquanto deslizava a palma de sua mão pelas minhas costas, inundou-me de desejo. O desejo dele era tão tangível que eu pude saboreá-lo com a língua.
O beijo me derreteu pela contida urgência de sua necessidade, suavizada por um enredo de lábios, fôlegos e línguas, do qual nunca tinha imaginado capaz Dante Casanova.
Atordoada e irracional, deixei-me levar com o coração a mil por hora, perdendo-me na calidez daquele beijo.
Até que ele mordiscou meu lábio inferior e o lambeu, para logo voltar a pousar sua boca sobre a minha uma vez mais. Sem pensar, me inclinei para ele, procurando mais beijos, mais contato, mais dele.
Ele agarrou-me pelos ombros.
— Sinto o que aconteceu aquela noite. Venha para casa comigo, gatinha.
— Que desfrutem da noite — disse o segurança com um sorriso brincalhão.
Enquanto eu tentava procurar uma resposta, Dante me puxou pela mão e me conduziu para fora, à úmida noite de verão.
Um carro entrou no estacionamento com os faróis iluminando a estrada , e se dirigiu ao extremo mais afastado.
Agora que a boca persuasiva dele não nublava meu pensamento, fechei os olhos ante minha estupidez.
Maldita seja, não tinha tido intenção de responder a ele quando me beijou e acariciou. Fazia uma boa imitação de uma cadela no cio.
Bom, de qualquer maneira eu queria ir embora. E já estava fora.
— Certo, não vou ficar com ninguém aqui hoje. Já conseguiu o que queria. Satisfeito?
Um sorriso ladino curvou a boca dele.
— Não, ainda não —— Não irá a nenhum lado até que terminemos de conversar.
Soltei um suspiro de frustração.
— Olhe, arrogante filho da…
— Espere. Antes que inicie uma lista de insultos, vim para te oferecer uma carona. E te iniciar nos prazeres do sexo anal.
Eu me interrompi. Estava ouvindo o que eu acreditava que estava ouvindo?
— Veio me dizer que me ensinará o que quero saber sobre sexo anal?
Ele fez uma pausa, não parecia muito contente.
— Sim.
— Talvez seja muito tarde.
— Não parecia cômoda com aqueles dois lá dentro.
Por mais incômoda que se sentira com eles..
— E quem se importa
Dante riu entre dentes.
— Eu me importo, te desejo desde aquela noite.
Tomei fôlego, estupefata. -Oh, Meu Deus…
Desci meu olhar dos seus olhos até a patente ereção que parecia a ponto de arrebentar o zíper.
— E ainda me deseja?
— Não percebe?
Umedeci o lábio inferior.
Quando senti o olhar de Dante no meu gesto, senti meus mamilos se contrairem. Em minha mente apareceu uma imagem: Dante recostado sobre meu corpo, penetrando-me com dura insistência. Eu tinha me tocado nas últimas noites, com meus próprios dedos, ante essa imagem mental. 



Continua....











 
Escrito por Ayesk@

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