domingo, 23 de janeiro de 2011

Déjà Vu




Entre centenas de casas daquele luxuoso bairro escolhi uma, aleatoriamente. A espreitei durante horas, nenhum movimento interno, passei várias vezes em frente ao portão, constatei que não havia cães, não vi empregados, não vi ninguém, dentro daquela propriedade o silêncio era total.
Disfarçadamente, entre uma esquina e outra esperei o cair da noite, quando as luzes da rua se acenderam caminhei oculto pelas sombras das árvores da calçada e com agilidade saltei o alto muro coberto de hera, fiquei estático por alguns instantes, nada mais ouvi além da minha respiração, o silêncio era absoluto, assim como a escuridão que envolvia aquela residência, uma vez dentro do quintal não havia possibilidade de ser visto da rua.

Com o coração pulsando forte pela adrenalina segui para a lateral da casa, me pareceu que uma pequena claridade vinda do andar superior refletia nas copas das árvores que circundavam a casa, achei que pudesse ser apenas o reflexo da iluminação da rua.
Cheguei até uma porta envidraçada, tentei abri-la, estava trancada, levei a mão no bolso e tirei a gazua, minhas mãos estavam tremulas, era estranho porque foi a primeira vez que me senti assustado ao invadir uma residência alheia, não havia motivos para preocupação, afinal a casa está vazia, pensei.
A fechadura se abriu, empurrei a porta devagar, estava escuro lá dentro, me pareceu ser a copa, tinha uma grande mesa com cadeiras à sua volta, esperei um pouco para que meus olhos se acostumassem com a escuridão. Eu tinha que descobrir onde ficava o quarto principal, se houvesse dinheiro ou jóias na casa era lá que estariam. Atravessei o cômodo, me deparei com um corredor e caminhei alguns metros tateando pela parede, saí em outro corredor transversal e continuei, até que cheguei numa sala enorme, no canto a escadaria que dava acesso ao andar superior.
Ao caminhar para a escada fui descuidado, esbarrei em algo e instintivamente antes que caísse o segurei, era um grande vaso que se encontrava numa mesinha num canto da sala, meu coração disparou, sensação esquisita, senti que aquilo já me acontecera antes. Estranhamente caminhei por entre os estofados, como se soubesse onde se encontrava cada um deles, segui para a escada e comecei a subir devagar.

No corredor escuro notei uma fraca réstia de luz saindo pela fresta de uma porta, segurei a maçaneta, comecei abri-la devagar e sob a luz de um abajur vi a silhueta de uma mulher em pé encostada nas cortinas, notei o medo na sua voz quando ela me perguntou:

- Quem é você? – Por favor não me faça mal, não tenho nada de valor aqui, tudo que eu tenho está no banco.
Levei a mão até o interruptor e acendi a luz, ela tinha nas mãos um lenço, o qual apertava contra o peito, usava uma camisola azul claro transparente, entre surpresa e assustada, com voz tremula e olhando diretamente para os meus olhos, disse apenas:
- Você??
- Olha senhora, eu não quero lhe fazer mal algum, só quero dinheiro, não sabia que tinha alguém na casa.

Ela me parecia familiar, tinha aproximadamente trinta anos, era linda, tinha cabelos dourados e um belíssimo corpo.

Ela caminhou lentamente até mim, olhando fixamente para meus olhos passou a mão na minha face e disse:
- Você voltou!
Olhei em volta, vi as pesadas cortinas de tom escarlate, olhei para a cama, para os móveis, para o antigo abajur e novamente a sensação estranha, tudo me era tão familiar, mas como? Eu nunca tinha visto aquele quarto antes, nunca antes estivera naquela casa.
Seus braços me envolveram num abraço e seus lábios sedutores colaram aos meus, a abracei pela cintura e senti o calor de seu corpo, seus seios firmes pressionados contra o meu peito.
Enquanto nos beijamos minhas mãos descem até sua bunda firme, começo a acariciar suas nádegas, meus dedos deslizam pelo seu rego, ainda por cima do macio tecido de seda, ela se contorce e rebola cheia de tesão. Começo a puxar sua camisola para cima e minhas mãos agora acariciam sua bunda por sobre a calcinha de renda, ela geme e se esfrega na minha rola dura.
A levo para a cama, tiro sua camisola e sua calcinha já molhada, ela me abraça apertado, começo a chupar seu pescoço, ela geme, minhas mãos descem à altura de sua buceta e sinto o calor que dela irradia, meus dedos entram na cavidade úmida, agora chupo seus deliciosos peitos, mordo seus mamilos duros de tesão. Ela puxa minha camisa e a tira, começo a tirar minhas calças, meu pau duríssimo fica em riste, ela o segura firme, leva sua boca em direção à minha rola e começa a lamber a cabeça, lambe em volta da glande e depois engole com vontade, seguro sua cabeça e começo a fuder sua boca, com muita força soco a rola que chega até sua garganta, ela começa a babar, segura meu pau e começa a chupar minhas bolas, lambe meu saco e depois volta lambendo minha rola desde a base até a cabeça rosada, meu pau lateja, suas veias estão salientes, ela se vira na posição de meia nove, enquanto, chupa meu pau eu chupo sua buceta quente, minha língua desfila por entre os lábios até o seu clitóris que começo a dar mordidinhas levando-a ao delírio. Começo a passar a mão na sua bunda até que meus dedos começam a acariciar ao redor de seu cuzinho, depois com jeitinho vou enfiando um dedo, ela rebola, depois enfio outro dedo e outro.
A empurrei do lado, me virei e fiquei sobre ela novamente, instantaneamente meu pau se encaixou na entrada de sua buceta em fogo, olhei para seu rosto e novamente a estranha sensação, me parece que não é a primeira vez que vejo esses olhos, essa boca, não é primeira vez que sinto o calor desta buceta, sinto que conheço esse corpo, conheço todos os seus desejos.
Começo a enfiar a rola devagar, ela me abraça forte, meu pau entra totalmente, começo a socar com muita força, ela grita e acompanha meus movimentos, eu a beijo, ela suga minha língua com desejo ardente.
Tiro a rola da sua buceta, deito de lado e a puxo contra meu corpo, meu pau duro roça sua bunda, levanto sua coxa e meu pau se aloja na sua buceta, ela empurra a bunda contra meu pau que desaparece dentro dela, começo a socar, quando estava prestes a gozar, parei, segurei sua cintura e a fiz ficar de quatro, segurei suas belas ancas, meu pau entrou facilmente, começo a meter com muita força, ela grita e urra como um animal, ouço os estalos das batidas na sua bunda suada, passo a mão nas suas costas molhadas de suor, depois começo a dar tapas na sua bunda fazendo com que ela empurre mais a bunda para trás, fazendo meu pau entrar até o talo.
Num ritmo louco soco a vara com vontade, sei como ela gosta, ela gosta de uma pegada forte, me sinto estranho, como se fosse outra pessoa, uma pessoa que já fizera aquilo com ela dezenas de vezes, sinto que vou gozar, ela geme, começo a despejar uma quantidade enorme de porra dentro dela, ela goza, gritando como uma cadela, continuo socando, a porra escorre por suas pernas molhando o lençol.
Saio de dentro dela, me jogo ao seu lado, cansados nos olhamos, passo a mão nos seios firmes e suados, lhe dou mais um beijo.

Comecei a me vestir, aquele corpo maravilhoso, saciado e cansado continuou deitado, era uma visão prazerosa.
Ao sair ainda dei mais uma olhada em volta para ver se não havia nada de valor, sai puxando a porta atrás de mim, comecei a descer as escadas e me pareceu ter ouvido um barulho no quintal, mas continuei a descer e segui pelo corredor escuro até a porta por onde tinha entrado, quando sai da casa ouvi um grito:

- Parado!! É a policia, mãos prá cabeça vagabundo.
Tentei voltar para dentro, mas já era tarde, parei e levantei os braços.
- No chão!
Me ajoelhei com as mãos na cabeça.
- Você está armado?
- Não.- Respondi
Um policial se aproximou de mim, abaixou meus braços e me algemou.
- Tem mais alguém com você?
-Não senhor, estou sozinho.
Me fizeram ficar no chão, um ficou comigo e dois entraram na casa, algum tempo depois voltaram.
- Não tem mais ninguém lá, está tudo limpo.
Como não tem ninguém lá, pensei. E a mulher?
Algemado me conduziram para fora da residência, um policial segurava meu braço, ao chegar no portão parei e olhei para trás em direção ao andar de cima e por trás da vidraça, entre as cortinas semi abertas pude ver o rosto sério e impassível da linda mulher que nos observava.

Na delegacia contei em detalhes tudo o que aconteceu. Um investigador sorriu e depois me olhou fixamente nos olhos e quase aos gritos me perguntou:
- Quem você pensa que está enganando, seu ladrãozinho barato? Não tinha mulher nenhuma na casa.
- Não quero enganar ninguém, foi assim que aconteceu, eu...
- Escute aqui pilantra! Aquela casa está desabitada há quase trinta anos, desde de que a proprietária se suicidou logo depois que seu marido morreu num trágico acidente aéreo.
Fiquei calado.

Fui autuado por invasão de propriedade e estranhamente fui liberado à tarde do mesmo dia.
Saí de lá bastante confuso, pensei em voltar naquela residência, mas senti um certo receio depois da conversa com os policiais. Nunca mais passei naquela rua, mas uma coisa é certa, a mulher existe e vive naquela casa, não acredito em fantasmas, prefiro pensar que as coisas estranhas que senti lá dentro foram apenas um...Déjà vu.

**Déjà vu é uma reação psicológica que faz com que sejam transmitidas idéias de que já esteve naquele lugar antes, já se viu aquela pessoa ou pessoas, ou outro elemento externo.

O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, JÁ VISTO.




Escrito por Dayo_li.

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