domingo, 14 de novembro de 2010

Oceano: Tempestuoso Desejo

Estavam ainda abraçados quando foram interrompidos pela chegada de Cedric.
- Príncipe, precisamos nos reunir. Os sábios estão nos chamando no Templo. É urgente,senhor.
Olhando para ela, deu-lhe um beijo na testa e enquanto saia em companhia de Cedric:
- Mi amara, continuaremos depois. Pedirei para trazerem algo para voce se alimentar enquanto estou no Templo.
A expressão de Namor não era nada boa, olhando com seriedade para o velho sábio Netuno.
- Tem certeza?
- Sim, tenho e voce deverá levá-la de volta à superfície, é a única forma de salvá-la e à criança.
- Quanto a guerra?
- As visões estavam um pouco confusas não foram nítidas, mas pelo que pude ver, ela é sua companheira.
- Mas, e é a atlante prometida?
- Segundo as visões, ela não é a sua companheira e o que já está escrito é que a humana tem que ser salva, voce a possuirá e terá que levá-la de volta para cima e voltar para a Guerra.
- E como acabará tudo isso? Voltarei a vê-la?
Conhecerei a criança? - Namor estava inconformado com o que o velho sábio lhe informava. Sabia que era verdade, há séculos, os sábios do Templo tinham o poder de preveni-los, e muitas vezes, não informavam qual seria o resultado. Mas sempre tinham um início para tudo.
- Seu prazo está expirando, tem na realidade 07 dias para decidir o que fazer, depois terá que levá-la de volta e retornar para a Guerra.
Os Rebeldes já estão avançando.
Com um suspiro profundo, o Príncipe Namor saiu do templo e foi em direção onde havia deixado a humana.
"Namor?" O que houve? Sinto que está preocupado, tenso...voce está bem?"
" Selene...?"
" Há mais alguma mulher que compartilhe sua mente? "
" Calma minha ferinha, não há mulher nenhuma. Sabe que é só voce."
" O que houve? Más notícias?"

" Selene...problemas à vista...preciso de voce..."
" Precisa de mim?"
" Sim...e muito."
" Estou aqui, à sua espera...venha..."
" Não me abandonará? Não fugirá de mim?"
" Não..."
" Certeza?"
" Sim..."
Minutos depois, Namor sentiu alívio em contar para ela o que o velho sábio Netuno havia lhe dito. Só não lhe contou sobre a criança, não queria influencia-la ou assustá-la.
Percebeu que ao mencionar a Guerra, ela empalidecera. E sentiu carinho, ao ler em sua mente, que ela estava preocupada com ele, com sua vida.
De frente para o outro:
- Está brava comigo?
- Nem um pouco...
Ela então fez algo que há desde que o conhecera queria fazer: subiu um degrau perto da enorme cama e erguendo-se ainda nas pontas dos pés o beijou.
Não o atacou, nem colocou sua língua, apenas pressionou seus lábios delicadamente nos dele.
Mas pela reação dele, foi como se tivesse tido uma combustão em seu membro.
Ele enterrou suas mãos nos cabelos dela, sua boca ávida devorou a dela, enquanto a empurrava em direção a uma coluna da cama.
Namor deslizou sua língua para o interior da boca dela explorando-a, enroscando-se nela, saboreando.
"Recue, voce precisa recuar, dar-lhe tempo..."
Ele iria recuar, em um minuto recuaria.
Mas, foi surpreendido, Selene o enlaçou pelo pescoço, puxando-o para mais perto, e , com a perna direita, começou a subir e descer o pé descalço na perna dele. Correspondia ao beijo, explorando-o com a língua, os dedos enterrados nos cabelos dele, enquanto ela virava o jogo.
O beijo suave, transformou-se em um beijo apaixonado.
Selene se afastou de repente, deixando-o aturdido e frustrado.
- Venha...
Menor que ele, ela o puxou pela mão e o empurrou na enorme cama, sentando-se em seu colo.

Trazendo o rosto dele em sua direção e olhando-o nos olhos:
- Sabe o que eu quero, de verdade? Fazer amor com voce.
- Tem certeza?
- Seu eu não tivesse certeza, eu não estaria sentada no seu colo, cheia de vontade, e voce não estaria com esta ereção monumental que estou sentindo...então pare com isso, tire a roupa, antes que eu fique brava!
Namor olhou para o rosto corado dela.
- Agora, voce me deixou excitado mesmo, ferinha...
Selene o encarou, remexendo-se no colo dele, apertando sua vagina na ereção dele.
- Então venha...
Ele se levantou, tirou a calça ficando nu, enquanto ela tirava sua roupas e as jogava longe.
Nus se olharam, Namor voltou para a cama e sentou-se.
Ela deslizou as mãos pelo peito dele.
Ele a acariciou no rosto.
Selene acariciou o ombro dele, o pescoço, inclinou-se sobre ele, encarando-o.
- Mal posso esperar para ter voce dentro de mim...
Ele a beijou , a língua penetrando-lhe a boca, sentindo seu sabor. As mãos dele escorregaram por suas costas, até agarrar-lhe as nádegas, trazendo-a para junto de si.
Namor desceu os olhos nos seios pequenos e arfantes, os mamilos rígidos, ansiosos.
Selene com um gemido, pegou as mãos dele e as colocou sobre seus seios.
Ele tirou as mãos e notando o ar confuso e triste.
- Calma...ferinha. Fique quietinha, não tenha pressa, até terminarmos esses seus seios serão meus, para me divertir como quiser.
Ela abriu a boca para responder, quando ele abaixou a cabeça e tomou-lhe um dos seios nos lábios. Selene ofegou surpresa, com a boca quente e a língua habilidosa dele.
Enlaçando-o pela cabeça, com os olhos fechados, ela o segurou junto a si.
Ele sugou com força o mamilo enrijecido, empurrando-a de leve para trás.
Ficando de joelhos, ele disse antes de enterrar o rosto entre suas pernas.
- Volto já, ferinha...
Ela riu e ofegou quando sentiu a língua dele contra sua vagina já molhada, as mãos dele forçando suas coxas a se separarem, de modo que aprofundasse a carícia.

Ela se contorcia, sem saber por quanto tempo aguentaria.
Enterrou os dedos nos cabelos de Namor, trazendo-o mais perto, abrindo-se um pouco mais para ele.
As mãos fortes, macias e grandes, subiram pelas coxas de Selene até chegarem em seu traseiro, apertando,afagando, enquanto sua língua continuava a devassá-la.
- Levante-se - falei agarrando-o pelos cabelos.
Namor ergueu-se e eu o empurrei para a cama, olhando-o completamente nu, pondo-me de joelhos diante dele, começei a acariciar seus joelhos e fui subindo minhas mãos. Beijei a parte interna das coxas, primeiro com os lábios e depois com a minha língua. Quando alcançei seu pau, este estava mais duro do que antes.
Deslizei minha língua levemente sobre cada contorno e detalha daquela rigidez.
Namor não levaria muito tempo para explodir.
Ele havia segurado a atração que sentia por ela.
Ele a desejava, a queria, e a possuiria e ela estava deixando-o louco.
Gemendo, ele enfiou os dedos nos cabelos dela, trazendo-a para mais perto, segurou-a firmemente, enquanto um clímax longo e há muito contido o percorria da cabeça aos pés.
Eu agarrei-me às pernas dele, minha boca em volta do seu pau, sugando-o.
Ao terminar, Namor soltou um suspiro de prazer e caiu ofegante.
Ela relaxou também, sentada sobre os calcanhares.
Ele sentou-se e me encarou.
Depois ficou de pé e me levantou também.
Ele acariciou meu rosto com a ponta dos dedos suavemente, meus olhos começaram a se fechar.
Ele colocou uma das suas mãos em minha nuca, mantendo-me no lugar enquanto se aproximava, até que minha pele tocou a dele.
Olhos nos olhos, sorrimos, porque aquele momento era o que mais queríamos e iríamos ter.
Ele me beijou, uma das suas mãos ainda em minha nuca, a outra descendo pelas minhas costas até chegar nas minhas nádegas.
Então, ele me trouxe para mais perto e senti sua ereção me pressionando.

O abraçei pelo pescoço, enlaçando sua cintura com as minhas pernas. Suas mãos grandes, me seguraram por baixo, enquanto sua boca esmagava a minha e ele foi em direção da cama onde sentou-se. Afaguei-lhe os ombros, as costas, minha boca colada na dele, até que ele se virou, empurrando-me para a cama.
Agachando-se diante de mim, puxou-me os quadris, levantando-me e levando-me para a beira da cama.
Me apoei, enquanto ele se posicionava para penetrar-me.
Quando ele penetrou-me com uma única estocada, ofeguei de puro prazer.
Ele ficou imóvel por um tempo, sua ereção pulsando dentro de mim.
" Ahhhhhhhhhh era bom demais...tesão demais...gostosoooooooooo demais..."
Ele era tão grande que eu senti uma pontada de dor...e adorei!
- Olhe para mim...
Ergui meu rosto e ele começou a mover-se dentro de mim; gemi baixinho, enquanto ele me penetrava com força.
Nossos olhares continuavam fixos um no outro, o tempo todo enquanto ele entrava e saía, forte, rápido e fundo de dentro do meu corpo.
Meu corpo começou a tremer, ficar em chamas, o suor escorria, nossos gemidos e o tempo todo ele me observava.
Eu não conseguia conter-me; tremia.
A expressão no rosto dele, a fome em seus olhos, foi o que mais me afetou.
Ele mergulhava dentro do meu corpo vezes incontáveis, meu corpo retesando.
Gritei e ele respondeu ao meu grito de êxtase com um grunhido, estremeceu e explodiu.
Seu sêmen explodindo dentro do meu corpo, meu útero.
Quando acabou, ele caiu sobre mim, esmagando-me.
Nossos corpos suados juntos, até nossas respirações e pulsações voltarem ao normal.
Por alguns minutos, ninguém falou nada.
Até que depois de 10 minutos, ele quebrou o silêncio.
- Isso foi culpa sua...
Ela o olhou.
- Como assim culpa minha?
Ele afastou o cabelo suado do rosto,sem saber se iria se recuperar logo daquele orgasmo.

Ele havia explodido dentro dela , como um vulcão expelindo lava.
- Apenas é e nós dois sabemos disso.
- Precisamos de regras a partir de hoje. - falei pensativa.
- Regras?
- sim, regras. Tipo, além de fazer amor, nenhum sinal de afeição é permitido.
- Vamos manter isso simples e descomplicado. Não importa o quanto o sexo é fantástico.
- E que voce me deixa louco.
- Sim e sabe por que?
- Por que?
- Porque voce, Príncipe Namor, já tem sua princesa prometida. E eu não sou nada simples, pelo contrário sou complicada demais. E não importa o que aconteça, não podemos deixar isso fugir ao controle.
Ele a olhou, o rosto corado após o orgasmo, a pele macia do rosto, a boca tentadora inchada dos seus beijos.
Ela tinha razão, se não estava começando alguma encrenca, estava no meio de uma.
Ela o deixava louco.
E o pior ele tinha uma Guerra pela frente.
Assim, precisava seguir as regras dela e ficar dentro dos limites.
Mas ele se conhecia o bastante para saber que nada daquilo adiantaria. Porque se ele não fosse cuidadoso, perderia seu coração para aquela mulher.
Selene se afastou em direção ao banheiro e ele a seguiu.
Ela parou em frente um grande espelho, e ele a abraçou por trás, beijando-lhe o pescoço, sentindo-a estremecer, enquanto lhe afagava os seios, bolinava os mamilos.
Minutos depois quando ela gemeu e gritou o nome dele, arqueando o corpo mais uma vez ao atingir o clímax e senti-lo gozar dentro dela, ele soube que ambos estavam com um enorme problema nas mãos.
Durante quase uma semana, Namor treinava com seus guerreiros nas profundezas do oceano e quando voltava eles faziam amor e dormiam abraçados.
Selene estava tão apaixonada que não pensava nas consequencias futuras.
Ele sempre gozava no corpo dela no final.
Não conseguiam dormir sem o outro.
As vezes não precisavam fazer amor, sexo não era tudo. As vezes pareciam dois namorados, brincando, provocando um ao outro, rindo.

O idílio estava chegando ao fim, quando depois de um dia fora de Atlântida, ao voltar foi correndo para o quarto, para os braços macios, aconchegantes e carinhosos dela.
Após levá-la ao êxtase com sua boca e língua, penetrou-a.
Arqueando-se para ele, gritando seu nome, ele segurou suas mãos, entrelaçando seus dedos nos dela, enquanto se movia sem parar dentro dela.
Olhos nos olhos, ele sorriu para ela:
- Como senti sua falta...mi amara Selene!
Ela levantou o corpo o quanto pôde e o beijou, enquanto gozavam juntos...















* Epílogo -

Era uma manhã calma quando duas figuras de mãos dadas, iam até a beira do mar olhar sua imensidão azul.
Uma mulher de cabelos ruivos agora mais compridos, pele clara e um garotinho de cabelos e olhos escuros.
Na nuca do garotinho uma marca de nascença.
De repente, sorrindo para a mulher, ele apontou o dedo para um casal de pequenas orquinhas que saltavam alegres ao longe.
Os olhos castanhos da mulher se encheram de lágrimas e com um sorriso triste, sua mente vibrou em uma só direção.
"Namor, talvez algum dia voltaremos a nos encontrar..."

Ayesk@

Nota da Autora: 

Essa série me encantou, me emocionou tanto quanto "Mardi Gras".
Tenho um carinho mais que especial pelas duas séries, espero que gostem...
Essa série foi escrita para voce, minha inspiração..me perdoe se de alguma forma não correspondi à suas expectativas, mesmo assim saiba: Adoro voce!
Bjs doces!!!

Ayesk@

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