domingo, 14 de novembro de 2010

OCEANO: NAMOR , CORAÇÕES E MENTES

Olhei o rádio-relógio pela terceira vez em uma hora. Rolara na cama, e nada. Não conseguia dormir. Após ter respondido a mensagem de minhas amigas que sairam acompanhadas para uma noitada, coloquei o celular no criado-mudo e sentei na cama.
'NAMOR"
Só de pensar em seu nome, vinha em minha mente seu rosto. Um rosto bonito, forte, carismático.
Um arrepio percorreu meu corpo, deixando os bicos dos meus seios eriçados contra a regata pink até as coxas.

" E o beijo...aaaaaaaaaa foi...tremendo!'

— Ninguém como ele. — sussurrei à escuridão do quarto — Jamais alguém como ele... Nunca alguém como ele... Nunca com um estranho.
“Namor...”
Em seguida, uma voz baixa mas insistente, penetrou minha mente.
“Sim, estou aqui.”
E, depois uma voz preocupada, áspera e feroz.
“Necessita-me? Está em perigo?”
Levantei uma mão automaticamente, como se pudesse tocar as cores que giravam em meu interior. Emoções, mas não as minhas e sim as dele.
"— Como é um sonho, não vou responder... Porque isto tem que ser um sonho?
Sim era um sonho. Porque ele não era real. Ninguém podia vir do oceano."
“ Por que mente a você mesma? Sabe que sou real, aknasha. Ouve-me em sua mente. Sente minhas emoções, embora não tenho nem ideia de como pode ser possível.”
Sorri deliciada, não pude evitar, ao escutar sua voz masculina foi como se ondas frescas do mar acariciassem minhas emoções. Me atravessando e me excitando.
Como é possível?
— Voce só pode ser dom da minha Imaginação. — sorri outra vez — E ainda por cima minha imaginação conjura um cara bonito, deve ser a treva da carência, ainda por cima compartilha seus pensamentos e emoções comigo.
Decidida levantei-me e me dirigi em direção ao banheiro.
— Acho que vou ter que tomar algo para dormir.

E então o fogo outra vez, e as emoções masculinas se escureceram.
“Voce está bem, Deusa da Lua?”
Aquele tom baixo, perigoso.
— Estou bem. - respondi e logo em seguida ouvi sua voz novamente, agora num tom arrogante e puramente masculino.
“ Me acha bonito, né?”
Arregalei os olhos, será que até na IMAGINOLÂNDIA os homens tinham egos enormes?
Pensei distraída o que mais aquele homem teria enorme, e ao cair em mim, fiquei vermelha como um tomate.
“Não vá por aí, Selene. Pode ser que só seja imaginação sua.” - ele disse em ar de deboche e uma certa sombra de racionalidade e humor apareceram em minha mente.
“Possivelmente não deveria olhar pela janela.”
— Como?O que disse? — corri à janela, levantei as persianas, olhei para baixo e o vi entre quatro homens, em pé, rodeavam Namor.
Os quatro em volta dele eram altos como ele, vestiam-se de preto e logo depois desviei minha vista e olhei para a figura sozinha no meio deles.
Ele me olhava.
— Ai, Meu Deus, é você. — sussurrei enquanto apoiava as palmas das mãos na janela, meus olhos fixos nos dele.
“Sim, sou eu. E se sou só imaginação sua, esta imaginação pode te dizer que lhe agradeceria muito se…desse um jeito...nesses trajes que está usando diante dos meus Homens?"
A voz dele em minha mente adotou um tom rouco.
“Não é que não saiba apreciar o que está vestindo”
Baixei os olhos e minhas bochechas ficaram quentes. Estava com a regata pink e uma calcinha branca agarradinha.
Com o rosto em chamas, sai da janela, sem saber muito bem se o que sentia era medo, vergonha ou excitação ao ver que ele era um homem real.
Real e de pé diante da minha janela.
'Deus. Eu ficava em perigo todos os dias. E estive no interior da mente dele. Sabia que não tinha intenção de me fazer mal. Não entendia como sabia, mas sabia.'

Enquanto vestia um par de shorts o ouvi:
— Perigo é meu segundo nome.
A voz ressonou em minha mente, de muito bom humor. Ora, ora eu o divertia.
“Verdade? Eu achava que voce era Problema.”
De repente me conscientizei que ele era realmente um Problema perigoso.
Respirei fundo e abri a porta com um puxão.
E ao ve-lo diante de mim, senti suas emoções completamente descontroladas.
Fechei os olhos diante daquela figura bonita e imponente e deslizei em estado de inconsciência.
Mas antes ouvi a voz de Namor para um dos seus homens. Com emoção em sua voz.
— Leu-me, Cedric. Minhas emoções. E é possível que estivesse sondando meus pensamentos.
Com ela em seus braços, Namor olhou para seus guerreiros:
- Como podem comprovar, não há nada mais que quero que essa mulher humana que acabo de conhecer.
Cedric riu:?
— Caralho, Namor, ela é muito bonita, caralho…
Namor girou em volta e grunhiu
— É melhor que se cale agora mesmo, Cedric. — Compara-a com suas putas e terá que responder por isso.
Cedric arqueou uma sobrancelha, assoviou baixinho e sem deixar-se impressionar:
— Terei que responder por isso, não é? Afinal voce é o Príncipe herdeiro. Pelo visto ela é uma garota especial.
— Especial, sem dúvida. E eu diria que perigosa também. De hoje em diante, todos, têm que protege-la para mim.
Cedric abriu a boca:
— Namor, o que te fez essa garota para te pôr assim e … Quanto tempo? Umas quantas horas?
Namor suspirou e olhando-a em seus braços foi andando sendo seguido pelos seus guerreiros.
Depois se voltou para Cedric.
— Preciso descansar um pouco para terminar de me recuperar. Dê-me até o amanhecer, qualquer problema me chamem.
Namor entrou no quarto de Selene e a colocou na cama, acariciou os cabelos finos e lisos e sentiu pequenas ondas que indicavam que ela começava a recuperar a consciência

Indo em direção a um bar, os guerreiros de Namor conversavam:
— Levaremos a mulher à Atlântida, ao Templo. A estudaremos e averiguaremos se é "aknasha" de verdade. E procuraremos saber com os sábios se sabem algo sobre fusão de almas.
— Não é nada do que terão que preocupar-se neste momento. — fez uma pausa e depois assentiu pouco a pouco — E quanto à mulher, se for uma ameaça para Namor, nós a mataremos. - falou Cedric para os demais.
Mais tarde, Namor , seus homens e Selene partiram para as profundezas do oceano.
Despertei lentamente.
" Onde estava? Não estava no apartamento, nem na cama."
Um barulho na porta me chamou a atenção ao começar a abrir, dei um gritinho e ao olhar em direção dela, fiquei olhando o intruso que já estava ao lado da cama do outro lado.
- É você. — ofeguei quando Namor se aproximou.
Cada centímetro do corpo daquele homem, ali em pé, só com as calças e a camisa desabotoada. . Aquele homem era puro músculo, o abdômen esculpido e, se seguia descendo…
Afastei uma mecha do meu cabelo do rosto e me perguntei se estava muito feia. Eu me sentia um pouco insegura diante do Adônis ou quem fosse aquele cara.
Ele começou a rir um pouco.
"Não tinha sentido, nada daquilo tinha sentido. Como era possível que alguém que acabava de conhecer encaixasse como a peça de um quebra-cabeças? Jamais acreditei no amor, nem no destino, nem em nada que tivesse a ver com o romantismo.
Via os resultados disso que chamavam de Amor cada dia em meu trabalho. Era suficiente para fazer até o Cupido desistir de flechar corações.
Mas havia algo naquele homem…
— Onde estou? Por que tenho uma bruma na cabeça?
O homem levantou uma das sua sobrancelhas escuras e elegantes:
— Está em um lugar seguro. Sua cabeça está recuperando-se da inundação de emoções.

De repente, como num impulso, Namor se ajoelhou diante dela.
O homem levantou a cabeça e a olhou, com os olhos escuros absortos nela. Era o homem mais bonito que tinha visto na sua vida, mais atrativo do que se imaginou que podia chegar a ser um homem. Possivelmente estava sonhando.
Namor levou as mãos às costas e as entrelaçou. Não podia deixar que aquela garota soubesse o que lhe estava custando permanecer no mesmo quarto que ela.
A sós.
Com uma cama gigante ocupando quase tudo. Cada parte de seu corpo se enrejicia em apenas pensar em envolvê-la de novo em seus braços.
Mas que diabos lhe acontecia? Ele jamais tinha reagido assim ante uma mulher.
Ante nenhuma mulher. E sobre tudo se fosse humana. Nem sequer antes uma que parecia acalorada e meio adormecida, como se acabasse de despertar de uma noite de prazer entre seus braços.
"Concentre-se."
Como um raio, veio à sua mente a donzela atlante que tinham selecionado para ele.
A atlante, arcaica, fria e morta.
Ao contrário da mulher que tinha diante de si, cálida e viva.
Levantei-me e fiquei ao lado da cama, seu olhar masculino parecia acariciar minhas pernas.
Namor, queria sentir aquelas pernas ao redor de sua cintura.
Uns seios tentadores embaixo daquela regata, apertados contra o tecido, os bicos eretos.
Lembrou-se da sensação que sentira ao tê-los contra seu peito na praia.
Ela era delicosa, com carne nos locais certos, não uma mulher magra demais.
Podia segurá-la debaixo dele, afundar-se nela sem preocupar-se se ia quebrá-la e encher suas mãos com seu corpo.
— Estou em Atlântida? Mas, como? — ela falou ao ler sua mente, arrancando-o de suas fantasias e inclusive evitando que gozasse ali mesmo, nas calças.
Ele amaldiçoou baixo em atlante antigo.
— E pode parar agora mesmo com isso. — ela continuou com as bochechas coloridas outra vez.
Deu um passo para ela.
— Deixar o que? — deu outro passo.
Sem fôlego e com a voz rouca falei:
— Deixar de olhar minhas pernas. Deixar de me olhar como se estivessecom fome. Deixar de te aproximar tanto. Deixar de ser tão… Tão… Tão possante.
— Possante?
— E deixa de repetir tudo o que digo. — respondi brava.
Ele sorriu. Que fera! Não era de estranhar que não pudesse tira-la da cabeça.
Estava metido em uma confusão.
E não se importava.
— Se prometer que deixo de repetir suas palavras, posso dar outro passo? — perguntou ele excitado.
Talvez outro passo a mais não fosse tão boa ideia. Deixou de caminhar.
Neguei com a cabeça e depois assenti.
— Não acredito… Sim, não, aghhh! Por que é tão difícil pensar com voce por perto?
Namor cruzou os braços e recuperou a prudência de repente.
— Essa sim que é uma boa pergunta. — disse com os olhos semicerrados — Por que tem esse efeito sobre mim? O que é? Como é que pode ler minha mente e como é que posso sentir as suas emoções?
— E eu lá sei? — começei a andar de lado para rodear a cama — E Atlântida é do continente perdido. Um produto da imaginação de Platão que supostamente desapareceu faz mais de onze mil anos. Essa Atlântida?
Namor descruzou os braços e deu outro passo em sua direção. Não podia evitá-lo. Não queria evitá-lo.
— Nossos descendentes sabem manter os segredos de Atlântida.
Outro passo mais. Alcançando-o o perfume feminino. Fresco.
Respirou fundo e soube que poderia encontrá-la só por seu aroma depois desse momento. Adorava sentir o cheiro daquela mulher em seu nariz.
Queria sentir seu sabor na boca. Doíam-lhe as mãos de vontade de sentir sua pele.
— Não é que seja um continente perdido.
— Hummm .. mostre-me as guelras.
Aquilo o pegou totalmente desprevenido, olhou-a durante um momento, depois jogou a cabeça para trás e deu uma gargalhada.

Recuperou o fôlego e sacudiu a cabeça.
— Obrigado por isso, aknasha. Precisava rir um pouco.
Ele só queria sinceridade entre os dois.
— Esteve dentro de minha mente. Foi um pouco desejado ou não, agora me conhece a um nível mais profundo que a maior parte das pessoas. Possivelmente a um nível mais profundo que ninguém.
Eu o ouvi e depois assenti.
— E já deve saber que eu também estive dentro de sua mente. — disse ele, quase com medo de admiti-lo — Vi sua doçura e seu coração. Conheço você.
Começei a andar de um lado a outro diante dele.
Deteve-se diante dele, tão perto que ele podia esticar a mão e tocá-la. Teve que agarrar-se aos braços da poltrona para não fazê-lo.
"Ela sentou-se no chão na minha frente. E me segurei...
Para não tocá-la.
Tinha tanta vontade de tocá-la.
Como aquela mulher podia afetá-lo tanto?'
Contemplou-a ali sentada, diante dele .
Sem dar-se conta, aproximou-se um pouco mais dela. O calor que desprendia do corpo feminino, a sedução das curvas de seu corpo, a linha de seu pescoço, atraiu-o sem poder evitá-lo. Ela levantou a cabeça e o olhou. Em seus olhos, um brilho alarmado se converteu em consciência do que estava acontecendo.
Ainda podia senti-la em seu interior. Seus pensamentos, suas emoções. Queria sentir seu corpo no interior dela.
Ele levantou as mãos e as pousou nos braços femininos para atraí-la para ele. Pouco a pouco. Com doçura. Dando-lhe tempo para que o rejeitasse.
Mas, rezando para que não o fizesse.
Deu um passo para frente para encontrar-se com ela a meio caminho. Inalou seu aroma.
Ansiava enterrar o rosto no cabelo sedoso que caía pelos ombros femininos.
Ansiava enterrar o corpo nesse calor.
Pelos mares de Poseidon, precisava tocá-la outra vez. Precisava beijá-la outra vez.
— Selene... — gemeu — Por favor...

Eu sabia exatamente o que queria. Vi quando a consciência do que estava prestes a acontecer.
Antecipação.
Levantei a cabeça e roçei meus lábios nos dele. E aí me perdi..

Os dois então perderam-se nas sensações, nas cores que cintilavam em suas mentes. Perderam-se , ele na suavidade do corpo feminino apertado contra sua dureza. O beijo se aprofundou.
Namor penetrou a língua na boca cálida, doce e acolhedora de Selene e os joelhos estiveram a ponto de dobrar-se quando lhe rodeou o pescoço com os braços e o apertou ainda mais.
Calor, cores e uma corrente de necessidade. Ele a apertou entre seus braços e a levantou até que os pés dela não tocaram o chão. Os seios femininos se esfregaram contra o peito nu do atlante, que gemeu, no espaço entre ambas as bocas.
Selene levantou as pernas e rodeou os quadris dele, agitando-se para poder apoiar-se em seu corpo, o calor que sentia entre as pernas ficou de repente apoiado no membro dele. O atlante se endureceu ainda mais, estava seguro de que ia arrebentar as calças, ia rasgar a regata dela, lhe ia arrancar os shorts jeans. Ia então descobrir se as cores de sua cabeça se intensificariam e convertiriam em uma explosão de cor quando penetrasse nela com todas as suas forças.
A paixão que enchia seus sentidos o atravessou com a força de um maremoto.
Ou possivelmente não, maldita fosse. Isso era a porta, que se abriu de repente.
Minha. Minha. Minha!


- Continua...


Ayesk@



Nenhum comentário: