domingo, 28 de novembro de 2010

QUEM É VOCE???

Algumas perguntas permanecem e penso q assim devem continuar: sem resposta. 
Exemplos: como ver o invisivel? ouvir o inaudivel? tocar o intocavel? atingir o inatingivel e alcancar o inalcansavel? como conquistar o impossivel? como ser diferente daquilo q se realmente e?como negar sua propria essencia? como compreender o incompreensivel? como ser imune a intensa luz do sol e a forca do seu calor quando se esta totalmente exposto a ele? e possivel deter a forca do mar, a furia dos ventos, a acao e o encantamento do desconhecido. do misterio. a excitacao de 1 beijo sem boca, de 1 gemido, de 1 sussurro sem voz, de 1 suor, de 1 prazer sem corpo, de 1 climax,de 1 gozo de almas, de espiritos.

Ayeska!

misterio q me faz sonhar com 1 beleza sem rosto, amar 1 mulher sem corpo,

dormir com o desconhecido, desejar o impossivel. Ayeska! misterio q me

faz dormir com 1 sorriso nos labios e o corpo parcialmente

satisfeito(querendo sempre+) e acordar com a boca seca e sedenta do

seu beijo e o corpo...querendo mto +.

esse e o norte. o meu norte. minha bussola possui 1 novo e unico ponto cardeal:

Ayeska!

bussola cuja agulha sempre aponta para esse ponto norte, firme, dura, tesa, pulsante, vibrante.

Ayeska! hoje!

sempre! Ayeska!

Maquina do amor

Sou a maquina do amor. Voce e meu combustivel. minha energia. escrevi apenas o q sinto. e a proposito, 'Ayeskar' e verbo. verbo q traduz o fascinio, o deslumbramento, o turbilhao de emocoes, de desejos, o prazer q vc, so vc me causa.

'Ayeskar' e tudo q vc e(pra mim) e q

lembra vc!

Ayeska!

e

sim, vc e tudo isso e mto +...

Ayeska (amo esse nome, esse som, esse mantra - Ayeska!)

pena q seus doces beijos nao cheguem

literalmente ate aqui. ainda q eu a beije todos os dias, todas as noites.

BJS MUSA AYESKA!
 

te beijo em meus sonhos, meus desejos, minhas fantasias...meus labios secam sem teus beijos doces e molhados...

Quero, preciso, desejo te beijar agora! E mister, e urgente, e vital! doce, misteriosa e sedutora( inteligentee, charmosa, mui sensual e inesquecivel)

Ayeska!

Doce Ayeska.

Pensei q vc tivesse me esquecido, entao fiquei aqui 'Ayeskando' e pensando mto em vc com toda a forca da minha imaginacao..

Ayeska, vc pode ser tudo menos simples mortal. Vc e anjo, e demonio(tentacao), e ninfa, e sonho, e desejo, e paixao, e loucura, e insonia, e abalo, e calor, e frio, e calafrio, e implosao e explosao...

Como alguem tao especial pode estar carente?

Pensar em vc 'carente' me faz ter q me controlar e mto para nao 'Ayeskar' pra vc.

Bjs mulher-menina!

Me desculpe, querida Ayeska, mas seu segundo e-mail de hoje me fez 'Ayeskar' por + q tenha tentado ser forte e resistir. Por isso demorei para responder. Bj.

Ayeska, eu disse q infelizmente n fui eu q tive o privilegio e o prazer(Ahhh!) de te conhecer, te dar carinho, amor, prazer...

 


*Escrito por um Desconhecido.

Postado por Ayesk@

FOGO

Inspiração dos meus sonhos mais íntimos

lúxuria...encantos ... desafios...

Jogos de sedução

Um homem a despertar meu sorriso de menina...

meus desejos de mulher

Fogo

Queimo

Ardo em mim... saudade ...

Querendo arder em ti ...desejos...

lúxuria ...realizações...

Desorganiza-me as idéias

Rouba-me a razão

Desafio o calor de teus olhos

aproximo para roubar-lhe a paz

inquietar seus instintos

jogos de sedução

toma-me em teus braços

lábios ... mãos ...boca....língua

percorro teu corpo em busca de sua essência

Sussurros ... gemidos...

Saboreio-te até o fundo ...

olhos nos olhos

fogo latente

realidade e fantasias

abre minha alma e adentre em meu corpo

com sua fúria de macho

paixão latente ... volúpia...

cabelos molhados

corpos suados

pernas e braços entrelaçados

Retira meus temores

Faça do meu corpo a água para aplacar tua sede

Sinta minha pele enquanto me embriago em seu cheiro

Queime em mim

Prazer

Fogo

Exploda em mim
Enquanto o vulcão que existe em mim se derrama em você

com você... por você...

Fogo ... calmaria ...

Desejos momentâneamente saciados...

Aconchega-me em teus braços ...

Que lhe dou colo para proteger-te dos problemas

e permito que descanses  em meu coração...



Escrito por Alicinhabh

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TEMPESTADE VERMELHA



Na imensidão do deserto, num calor lancinante, é possível ver entre as dunas a figura exausta de um cavaleiro mascarado, curvado sobre seu cavalo negro.
Uma máscara negra, com detalhes em ouro envolve seu rosto, deixando apenas os olhos de fora.
Ele respira com dificuldade, o ar seco do deserto lhe irrita a garganta.
 _Desgraçado! Ele pensa a respeito do homem que perseguia, um estuprador de crianças.
O maldito estuprador esteve por duas horas fugindo de Dayo_li, o caçador que recebeu a tarefa de capturá-lo. Spartacus lhe deu a tarefa pessoalmente.

Porém, o cavalo do criminoso era mais rápido.

A água de Dayo_li estava acabando, e ele pressentia a chegada de uma tempestade de areia.

_Era só o que me faltava, pensou.

Nem bem concluiu o pensamento, viu a nuvem de poeira finíssima ao longe, parecia até inofensiva de onde estava, mas em alguns segundos, o perigo ficou evidente. A tempestade avançava impiedosamente.

Dayo_li deu um tapa de leve em seu cavalo, o convocando para a corrida. Em seguida, o animal disparou na direção contrária da tempestade.

_Vamos, vamos... O caçador sussurrava para seu cavalo, o incentivando. O animal estava em alta velocidade, mas a tempestade parecia decidida a alcançar Dayo_li. Havia apenas uma pequena vantagem entre ele e a enorme nuvem de poeira.

O cavalo, já exausto da perseguição que havia enfrentado pouco antes, tombou.

Dayo_li caiu junto, e teve tempo apenas de cobrir os olhos com as mãos, antes de ser engolido pela tempestade.

Era preciso muita experiência e coragem para não entrar em pânico. O caçador levantou-se devagar, precisava caminhar, se movimentar, evitar ser soterrado, tudo isso sem enxergar nada. Ele avançava lentamente, os olhos protegidos pelas mãos.

De repente, bateu com a cabeça em algo sólido. Cobriu os olhos com o braço, e usou a outra mão para tatear a parede á sua frente. Pensou estar alucinando, não havia parede de pedra onde ele havia passado pouco antes, enquanto perseguia o estuprador.
Encontrou uma argola de metal presa ás pedras, e instintivamente a empurrou, abrindo uma porta. Entrou rapidamente no local e fechou aporta.
Estava salvo. Teve o ímpeto de arrancar a máscara, mas lembrou-se da total proibição de mostrar seu rosto para qualquer pessoa, uma regra dos caçadores. E ele já tinha noção de quem estava ali, junto com ele.
 
Assim que seus olhos se restabeleceram, ele a viu.

_Prefiro voltar pra tempestade de areia, ele disse, e a fez rir.
_A tempestade vermelha não te agrada? Ayeska perguntou.
_Você não perde o costume de me salvar?
_Quero ver seu rosto enquanto você estiver vivo. Se você morrer, não vou querer vê-lo.
Dayo_li ficou calado por um instante, sentiu-se entristecer.
_Você sabe que ainda falta algum tempo para que eu me aposente, ele disse.
_Até lá, podemos nos virar com essa máscara mesmo não?
Ela sabia animá-lo.
Ayeska lhe entregou uma jarra cheia de água, e ele virou-se de costas. Destravou a parte da máscara que protegia a boca e bebeu ávidamente. Fechou a máscara e entregou a jarra vazia á Ayeska. 
 _Minha feiticeira. Ele disse.
_O homem que você perseguia está por perto, e a tempestade cessou.
_Está me mandando embora? Sem sequer um abraço?
Ela aproximou-se, vestia apenas um vestido vermelho transparente.
 
Dayo_li podia ver os bicos entumescidos dos seios dela através do vestido.
Ela tocou a máscara com os lábios, e ele acariciou os longos cabelos vermelhos.
_Tenho que ir, ele disse, e saiu em disparada.
Ayeska ficou olhando a silhueta do caçador, caminhando rápido e imponente, de espada em punho, até que ele sumiu no horizonte.
Na mente dela, sempre conectada á dele, ela pode ouvir o grito de horror do estuprador, quando ele foi encontrado e esquartejado por Dayo_li.


Escrito por Nilton

domingo, 14 de novembro de 2010

EDELWEISS

1944, Günther Henkel completara dezoito anos, a Áustria estava sob o domínio de Hitler, fora anexada ao território alemão em 1938 e seus soldados faziam parte do poderoso exercito nazista. Com o país desfigurado pela grande guerra não restavam alternativas para o povo, os jovens eram convocados ao completarem dezoito anos.
Numa tarde Henkel recebeu a esperada carta, fora convocado para lutar na guerra, seus olhos brilharam, ele não era mais criança, era um homem e defenderia com orgulho a pátria alemã.
Com a carta na mão, saiu correndo pela rua, a primeira pessoa a receber a noticia seria Frida, sua linda namorada desde os tempos em que eram crianças.
- Frida, olha só, a carta chegou, vou para o front em dois meses.
- Não - Respondeu Frida decepcionada. Seus olhos derramaram lágrimas e ela o abraçou.
- Pensei que ficaria feliz? - Vou defender a nossa pátria...
- Nunca, nunca ficaria feliz vendo alguém que amo partindo para a guerra, para essa maldita e injusta guerra.
- Não se preocupe, eu voltarei e então nos casaremos, prometo.
Um leve sorriso se notou nos lábios de Frida, porém seus olhos mostravam uma grande tristeza.
Com o passar dos dias, Henkel começou a pensar com mais clareza, teria que deixar sua pequena cidade, os campos verdes, a linda vista dos Alpes austríacos e o pior, teria que deixar Frida, o seu grande amor. Começou então a sentir um certo medo, não por ele, mas por ela, o quanto ela sofreria se ele não voltasse e fazê-la sofrer era a última coisa que ele desejava.
Günther Henkel se apresentou no quartel, e começou os primeiros treinamentos.
Henkel resolveu procurar por Hans Möller, um velho amigo da família e ex-combatente da primeira grande guerra.
- Sr Möller, estarei partindo para o front em poucos dias e por esse motivo vim procurá-lo, preciso de seus conselhos, estou com medo e tenho certeza que deixarei transparecer esse sentimento ante os soldados, não quero parecer um covarde, o que devo fazer?
- Ouça meu jovem, eu sei que não tem medo de morrer na guerra, seu medo é por outros motivos.
- Mas o que devo fazer Sr Möller?
- Você quer provar para você mesmo que é um soldado corajoso, não é? Saiba que numa guerra não existe coragem e sim o instinto de sobrevivência, matamos nossos semelhantes para salvar nossas vidas, isso não é coragem. Porém para provar a si mesmo que é um homem de coragem vou lhe mostrar um caminho bastante dificultoso. No topo das montanhas geladas cresce uma flor, parece frágil, mas ela resiste às mais terríveis condições climáticas. Suba até lá e traga essa flor que só existe nas grandes altitudes dos Alpes, será um ato de coragem.
- Uma simples flor Sr?
- Não é uma simples flor, estamos falando da Edelweiss, a flor símbolo da Áustria, a flor do soldado, aquele que a tiver na lapela de sua farda será respeitado por todos, é o maior ato de coragem e sacrifício de um homem.
Alguns dias antes de sua partida, Henkel se propôs a escalar as montanhas geladas e provar não só a sua coragem para lutar na guerra, mas principalmente a coragem para superar seu medo, o medo de fracassar e magoar o grande amor de sua vida. Partiu solitário para as geladas montanhas alpinas.
Durante sua perigosa escalada através do rochedo perigoso, Henkel ainda duvidava do poder dessa flor mítica. O frio era quase que insuportável, seus dedos estavam adormecidos, o risco era grande, todo o cuidado era pouco, uma vez que rochas escorregadias poderiam lançá-lo ao abismo, mas ele continuava a subir determinado, o vento forte e gelado quase que o desequilibrava, mas ele não desistiria, não voltaria sem a flor dos Alpes, até que muito tempo depois e com muita dificuldade, Henkel sentiu que suas mãos tocaram num arbusto sobre a neve endurecida, esticou o corpo e seus olhos agora miravam para as pequeninas e brancas flores entre as rochas, ele encontrara as Edelweiss.
Por algum tempo ele permaneceu olhando fixamente para as flores, pareciam tão insignificantes, porém ele sabia do sacrifício que fizera para chegar até elas e tocá-las, apanhou apenas duas e começou a descer cuidadosamente a perigosa montanha.
Quando retornou à sua casa estava exausto e bastante debilitado pelo esforço constante em busca da flor dos Alpes, deitou-se cansado e rapidamente caiu no sono profundo.
No dia seguinte, quando Henkel acordou já anoitecia, ainda se sentia dolorido, olhou para a mesinha ao lado da cama e viu os dois exemplares que com muito sacrifício fora buscar. Levantou-se, vestiu sua farda, pegou uma flor e seguiu para a casa de Frida. Ela o recebeu no portão e ficou espantada com o visível abatimento no rosto de seu jovem namorado.
Ele lhe estendeu a flor:
- Frida, quero que receba esta flor como prova da minha coragem e do meu amor eterno, amanhã estarei partindo para a frente de batalha e aconteça o que acontecer, nunca se esqueça de mim.Te amo.
Frida recebeu emocionada a pequena e valiosa flor, o abraçou e se beijaram apaixonadamente.
Ela olhou fixamente para os tristonhos olhos azuis de Günther:
- Meu querido, como prova do meu grande amor por você, esta noite quero ser sua e que esta data seja eterna na minha mente, prometo que nunca, nunca o esquecerei, aconteça o que acontecer.
Delicadamente Frida segurou sua mão e o puxou em direção ao quarto.
Entre beijos apaixonados vão se despindo, Günther sente a pele macia de Frida, sua mão desliza pelo corpo imaculado e suas mãos sentem o calor de seus seios, sentem o bater forte de seu coração apaixonado, ele beija seu rosto e a conduz para a cama.
Frida vê o corpo nu de Günther sobre ela, ofegante e cheio de desejos, sente seus lábios envolvendo todo o seu corpo e ela se entrega ao prazer daquelas caricias, ela sente o sexo teso esfregando em suas coxas, ela abraça com força o corpo jovem e o puxa contra si. Quantas coisas ela gostaria de falar naquele momento sublime, mas sua voz estava embargada, ela sentia um prazer nunca antes percebido.
Günther sentiu seu pênis na cavidade quente e úmida e lentamente começou a penetrá-la, nos olhos morteiros de Frida ele via a satisfação da entrega sem remorsos, nos seus gemidos a emoção deste momento até agora desconhecido de ambos. Seus movimentos agora eram frenéticos, ela delirava e se contorcia, seus corpos entrelaçados e sedentos, estavam entregues à magia daquele instante, instante em que duas almas se encontram pelo mesmo motivo: O prazer de dar amor, o prazer de receber amor, o prazer mútuo levando dois corpos ao delírio.
Frida sente dentro de si a virilidade masculina que em estocadas fortes a leva aos céus, sente o membro dentro de si mais latejante e entre os gemidos de seu parceiro, ela sente jorrar o líquido viscoso, levando-a ao êxtase e ela se entrega ao gozo, ao prazer deste momento único.
Corpos abraçados, cansados e suados, ficaram colados trocando caricias e sussurrando palavras de amor.
Dormiram abraçados, na manhã seguinte Henkel se levantou antes de clarear o dia, despediu-se de Frida com um beijo apaixonado e com a voz entrecortada disse:
- Me espere, eu voltarei.
- Eu sei meu amor, vou rezar por você, vou pedir aos céus que nada de ruim lhe aconteça.
Ele partiu para o Front, os Aliados desembarcaram na Normandia no dia 06 de junho e a guerra à partir daí tomaria seu rumo mais sangrento.
Somente dois meses depois da partida de Günther, Frida recebeu a primeira noticia, uma carta:
_“ Minha querida, sinto saudade. sinto sua falta, eu gostaria de estar neste momento no aconchego de seus braços, porém estou num buraco, com água até os joelhos, cercado por corpos mutilados, passando fome e frio, não durmo à dias, a morte nos espreita a cada passo, o inimigo nos cerca de todas as maneiras e sinto medo, medo de não voltar a vê-la, medo de não sentir mais o calor de seus lábios, mas o amor que sinto por você me dá forças para sobreviver, porém quando eu voltar não pense que terá de volta o seu Günther, eu mudei, a guerra é implacável, ela destrói nossos corações e nos transforma em animais ferozes, não sei se um dia vou conseguir sorrir novamente, Mas quero que saibas que eu te amo mais do que minha própria vida. Sempre seu: Günther”
Para o desespero de Frida o tempo passava e não chegavam novas noticias do Front, mais 38 dias se passaram, até que...
Frida estava na casa dos pais de Günther quando o carro preto parou em frente ao portão, dele desceu um oficial, trazia nas mãos uma caixinha e um envelope, ele os entregou em suas mãos, levou a mão direita à altura da testa e lhe prestou reverência, sem dizer uma única palavra voltou para o automóvel e partiu rapidamente. Frida abriu o envelope e começou a ler a carta, lágrimas rolaram pelo seu rosto alvo, com as mãos trêmulas ela abriu a caixinha, nela tinha uma medalha em forma de cruz juntamente com a florzinha seca, ela segurou a Edelweiss na palma da mão e a pressionou contra o seu ventre, levantou os olhos marejados em direção às montanhas cobertas de gelo e entre soluços, mas com a dignidade de uma mulher decidida, falou em voz alta:
- Não meu amado Günther, você não se foi, você vive dentro de mim e esteja você onde estiver, tenha a certeza de que com todo o meu amor e com todas as minhas forças, lutarei para que sua semente se desenvolva e cresça feliz num próspero e pacifico país livre.


  
* A flor de Edelweiss (Branco Nobre, em alemão), nasce entre os rochedos dos Alpes europeus, acima dos 1,700 metros de altitude. Símbolo da realeza austríaca, essa florzinha quando seca, pode durar 100 anos, por isso é considerada a flor do amor eterno.


Escrito por Dayo_li

Oceano: Tempestuoso Desejo

Estavam ainda abraçados quando foram interrompidos pela chegada de Cedric.
- Príncipe, precisamos nos reunir. Os sábios estão nos chamando no Templo. É urgente,senhor.
Olhando para ela, deu-lhe um beijo na testa e enquanto saia em companhia de Cedric:
- Mi amara, continuaremos depois. Pedirei para trazerem algo para voce se alimentar enquanto estou no Templo.
A expressão de Namor não era nada boa, olhando com seriedade para o velho sábio Netuno.
- Tem certeza?
- Sim, tenho e voce deverá levá-la de volta à superfície, é a única forma de salvá-la e à criança.
- Quanto a guerra?
- As visões estavam um pouco confusas não foram nítidas, mas pelo que pude ver, ela é sua companheira.
- Mas, e é a atlante prometida?
- Segundo as visões, ela não é a sua companheira e o que já está escrito é que a humana tem que ser salva, voce a possuirá e terá que levá-la de volta para cima e voltar para a Guerra.
- E como acabará tudo isso? Voltarei a vê-la?
Conhecerei a criança? - Namor estava inconformado com o que o velho sábio lhe informava. Sabia que era verdade, há séculos, os sábios do Templo tinham o poder de preveni-los, e muitas vezes, não informavam qual seria o resultado. Mas sempre tinham um início para tudo.
- Seu prazo está expirando, tem na realidade 07 dias para decidir o que fazer, depois terá que levá-la de volta e retornar para a Guerra.
Os Rebeldes já estão avançando.
Com um suspiro profundo, o Príncipe Namor saiu do templo e foi em direção onde havia deixado a humana.
"Namor?" O que houve? Sinto que está preocupado, tenso...voce está bem?"
" Selene...?"
" Há mais alguma mulher que compartilhe sua mente? "
" Calma minha ferinha, não há mulher nenhuma. Sabe que é só voce."
" O que houve? Más notícias?"

" Selene...problemas à vista...preciso de voce..."
" Precisa de mim?"
" Sim...e muito."
" Estou aqui, à sua espera...venha..."
" Não me abandonará? Não fugirá de mim?"
" Não..."
" Certeza?"
" Sim..."
Minutos depois, Namor sentiu alívio em contar para ela o que o velho sábio Netuno havia lhe dito. Só não lhe contou sobre a criança, não queria influencia-la ou assustá-la.
Percebeu que ao mencionar a Guerra, ela empalidecera. E sentiu carinho, ao ler em sua mente, que ela estava preocupada com ele, com sua vida.
De frente para o outro:
- Está brava comigo?
- Nem um pouco...
Ela então fez algo que há desde que o conhecera queria fazer: subiu um degrau perto da enorme cama e erguendo-se ainda nas pontas dos pés o beijou.
Não o atacou, nem colocou sua língua, apenas pressionou seus lábios delicadamente nos dele.
Mas pela reação dele, foi como se tivesse tido uma combustão em seu membro.
Ele enterrou suas mãos nos cabelos dela, sua boca ávida devorou a dela, enquanto a empurrava em direção a uma coluna da cama.
Namor deslizou sua língua para o interior da boca dela explorando-a, enroscando-se nela, saboreando.
"Recue, voce precisa recuar, dar-lhe tempo..."
Ele iria recuar, em um minuto recuaria.
Mas, foi surpreendido, Selene o enlaçou pelo pescoço, puxando-o para mais perto, e , com a perna direita, começou a subir e descer o pé descalço na perna dele. Correspondia ao beijo, explorando-o com a língua, os dedos enterrados nos cabelos dele, enquanto ela virava o jogo.
O beijo suave, transformou-se em um beijo apaixonado.
Selene se afastou de repente, deixando-o aturdido e frustrado.
- Venha...
Menor que ele, ela o puxou pela mão e o empurrou na enorme cama, sentando-se em seu colo.

Trazendo o rosto dele em sua direção e olhando-o nos olhos:
- Sabe o que eu quero, de verdade? Fazer amor com voce.
- Tem certeza?
- Seu eu não tivesse certeza, eu não estaria sentada no seu colo, cheia de vontade, e voce não estaria com esta ereção monumental que estou sentindo...então pare com isso, tire a roupa, antes que eu fique brava!
Namor olhou para o rosto corado dela.
- Agora, voce me deixou excitado mesmo, ferinha...
Selene o encarou, remexendo-se no colo dele, apertando sua vagina na ereção dele.
- Então venha...
Ele se levantou, tirou a calça ficando nu, enquanto ela tirava sua roupas e as jogava longe.
Nus se olharam, Namor voltou para a cama e sentou-se.
Ela deslizou as mãos pelo peito dele.
Ele a acariciou no rosto.
Selene acariciou o ombro dele, o pescoço, inclinou-se sobre ele, encarando-o.
- Mal posso esperar para ter voce dentro de mim...
Ele a beijou , a língua penetrando-lhe a boca, sentindo seu sabor. As mãos dele escorregaram por suas costas, até agarrar-lhe as nádegas, trazendo-a para junto de si.
Namor desceu os olhos nos seios pequenos e arfantes, os mamilos rígidos, ansiosos.
Selene com um gemido, pegou as mãos dele e as colocou sobre seus seios.
Ele tirou as mãos e notando o ar confuso e triste.
- Calma...ferinha. Fique quietinha, não tenha pressa, até terminarmos esses seus seios serão meus, para me divertir como quiser.
Ela abriu a boca para responder, quando ele abaixou a cabeça e tomou-lhe um dos seios nos lábios. Selene ofegou surpresa, com a boca quente e a língua habilidosa dele.
Enlaçando-o pela cabeça, com os olhos fechados, ela o segurou junto a si.
Ele sugou com força o mamilo enrijecido, empurrando-a de leve para trás.
Ficando de joelhos, ele disse antes de enterrar o rosto entre suas pernas.
- Volto já, ferinha...
Ela riu e ofegou quando sentiu a língua dele contra sua vagina já molhada, as mãos dele forçando suas coxas a se separarem, de modo que aprofundasse a carícia.

Ela se contorcia, sem saber por quanto tempo aguentaria.
Enterrou os dedos nos cabelos de Namor, trazendo-o mais perto, abrindo-se um pouco mais para ele.
As mãos fortes, macias e grandes, subiram pelas coxas de Selene até chegarem em seu traseiro, apertando,afagando, enquanto sua língua continuava a devassá-la.
- Levante-se - falei agarrando-o pelos cabelos.
Namor ergueu-se e eu o empurrei para a cama, olhando-o completamente nu, pondo-me de joelhos diante dele, começei a acariciar seus joelhos e fui subindo minhas mãos. Beijei a parte interna das coxas, primeiro com os lábios e depois com a minha língua. Quando alcançei seu pau, este estava mais duro do que antes.
Deslizei minha língua levemente sobre cada contorno e detalha daquela rigidez.
Namor não levaria muito tempo para explodir.
Ele havia segurado a atração que sentia por ela.
Ele a desejava, a queria, e a possuiria e ela estava deixando-o louco.
Gemendo, ele enfiou os dedos nos cabelos dela, trazendo-a para mais perto, segurou-a firmemente, enquanto um clímax longo e há muito contido o percorria da cabeça aos pés.
Eu agarrei-me às pernas dele, minha boca em volta do seu pau, sugando-o.
Ao terminar, Namor soltou um suspiro de prazer e caiu ofegante.
Ela relaxou também, sentada sobre os calcanhares.
Ele sentou-se e me encarou.
Depois ficou de pé e me levantou também.
Ele acariciou meu rosto com a ponta dos dedos suavemente, meus olhos começaram a se fechar.
Ele colocou uma das suas mãos em minha nuca, mantendo-me no lugar enquanto se aproximava, até que minha pele tocou a dele.
Olhos nos olhos, sorrimos, porque aquele momento era o que mais queríamos e iríamos ter.
Ele me beijou, uma das suas mãos ainda em minha nuca, a outra descendo pelas minhas costas até chegar nas minhas nádegas.
Então, ele me trouxe para mais perto e senti sua ereção me pressionando.

O abraçei pelo pescoço, enlaçando sua cintura com as minhas pernas. Suas mãos grandes, me seguraram por baixo, enquanto sua boca esmagava a minha e ele foi em direção da cama onde sentou-se. Afaguei-lhe os ombros, as costas, minha boca colada na dele, até que ele se virou, empurrando-me para a cama.
Agachando-se diante de mim, puxou-me os quadris, levantando-me e levando-me para a beira da cama.
Me apoei, enquanto ele se posicionava para penetrar-me.
Quando ele penetrou-me com uma única estocada, ofeguei de puro prazer.
Ele ficou imóvel por um tempo, sua ereção pulsando dentro de mim.
" Ahhhhhhhhhh era bom demais...tesão demais...gostosoooooooooo demais..."
Ele era tão grande que eu senti uma pontada de dor...e adorei!
- Olhe para mim...
Ergui meu rosto e ele começou a mover-se dentro de mim; gemi baixinho, enquanto ele me penetrava com força.
Nossos olhares continuavam fixos um no outro, o tempo todo enquanto ele entrava e saía, forte, rápido e fundo de dentro do meu corpo.
Meu corpo começou a tremer, ficar em chamas, o suor escorria, nossos gemidos e o tempo todo ele me observava.
Eu não conseguia conter-me; tremia.
A expressão no rosto dele, a fome em seus olhos, foi o que mais me afetou.
Ele mergulhava dentro do meu corpo vezes incontáveis, meu corpo retesando.
Gritei e ele respondeu ao meu grito de êxtase com um grunhido, estremeceu e explodiu.
Seu sêmen explodindo dentro do meu corpo, meu útero.
Quando acabou, ele caiu sobre mim, esmagando-me.
Nossos corpos suados juntos, até nossas respirações e pulsações voltarem ao normal.
Por alguns minutos, ninguém falou nada.
Até que depois de 10 minutos, ele quebrou o silêncio.
- Isso foi culpa sua...
Ela o olhou.
- Como assim culpa minha?
Ele afastou o cabelo suado do rosto,sem saber se iria se recuperar logo daquele orgasmo.

Ele havia explodido dentro dela , como um vulcão expelindo lava.
- Apenas é e nós dois sabemos disso.
- Precisamos de regras a partir de hoje. - falei pensativa.
- Regras?
- sim, regras. Tipo, além de fazer amor, nenhum sinal de afeição é permitido.
- Vamos manter isso simples e descomplicado. Não importa o quanto o sexo é fantástico.
- E que voce me deixa louco.
- Sim e sabe por que?
- Por que?
- Porque voce, Príncipe Namor, já tem sua princesa prometida. E eu não sou nada simples, pelo contrário sou complicada demais. E não importa o que aconteça, não podemos deixar isso fugir ao controle.
Ele a olhou, o rosto corado após o orgasmo, a pele macia do rosto, a boca tentadora inchada dos seus beijos.
Ela tinha razão, se não estava começando alguma encrenca, estava no meio de uma.
Ela o deixava louco.
E o pior ele tinha uma Guerra pela frente.
Assim, precisava seguir as regras dela e ficar dentro dos limites.
Mas ele se conhecia o bastante para saber que nada daquilo adiantaria. Porque se ele não fosse cuidadoso, perderia seu coração para aquela mulher.
Selene se afastou em direção ao banheiro e ele a seguiu.
Ela parou em frente um grande espelho, e ele a abraçou por trás, beijando-lhe o pescoço, sentindo-a estremecer, enquanto lhe afagava os seios, bolinava os mamilos.
Minutos depois quando ela gemeu e gritou o nome dele, arqueando o corpo mais uma vez ao atingir o clímax e senti-lo gozar dentro dela, ele soube que ambos estavam com um enorme problema nas mãos.
Durante quase uma semana, Namor treinava com seus guerreiros nas profundezas do oceano e quando voltava eles faziam amor e dormiam abraçados.
Selene estava tão apaixonada que não pensava nas consequencias futuras.
Ele sempre gozava no corpo dela no final.
Não conseguiam dormir sem o outro.
As vezes não precisavam fazer amor, sexo não era tudo. As vezes pareciam dois namorados, brincando, provocando um ao outro, rindo.

O idílio estava chegando ao fim, quando depois de um dia fora de Atlântida, ao voltar foi correndo para o quarto, para os braços macios, aconchegantes e carinhosos dela.
Após levá-la ao êxtase com sua boca e língua, penetrou-a.
Arqueando-se para ele, gritando seu nome, ele segurou suas mãos, entrelaçando seus dedos nos dela, enquanto se movia sem parar dentro dela.
Olhos nos olhos, ele sorriu para ela:
- Como senti sua falta...mi amara Selene!
Ela levantou o corpo o quanto pôde e o beijou, enquanto gozavam juntos...















* Epílogo -

Era uma manhã calma quando duas figuras de mãos dadas, iam até a beira do mar olhar sua imensidão azul.
Uma mulher de cabelos ruivos agora mais compridos, pele clara e um garotinho de cabelos e olhos escuros.
Na nuca do garotinho uma marca de nascença.
De repente, sorrindo para a mulher, ele apontou o dedo para um casal de pequenas orquinhas que saltavam alegres ao longe.
Os olhos castanhos da mulher se encheram de lágrimas e com um sorriso triste, sua mente vibrou em uma só direção.
"Namor, talvez algum dia voltaremos a nos encontrar..."

Ayesk@

Nota da Autora: 

Essa série me encantou, me emocionou tanto quanto "Mardi Gras".
Tenho um carinho mais que especial pelas duas séries, espero que gostem...
Essa série foi escrita para voce, minha inspiração..me perdoe se de alguma forma não correspondi à suas expectativas, mesmo assim saiba: Adoro voce!
Bjs doces!!!

Ayesk@

Oceano : Atração Inexplicável - Atlante X Humana

Enquanto Namor brigava com sua mente, Selene fazia o mesmo.
'Nada de pensar em sexo, nada de pensar em sexo, nada…"
— De pensar em sexo. — disse Namor sentado.
— O que? — ofegou ela, assombrada por ouvi-lo expressar o que na realidade eram os pensamentos dela.
Ela não deveria estranhar, já que ambos tinham compartilhado suas emoções. Notou que voltava a ficar como um tomate outra vez. Uma das não alegrias de ser ruiva natural ou não; mas branca, era a tendência a ruborizar-se como um vulcão.
Ele juntou as mãos, pousou-as no colo e depois levantou a cabeça para olhá-la nos olhos.
— Temos que falar disto. A intensidade. Da atração que há entre nós, que é intensa. É realmente… — se deteve e pigarreou — Intensa.
Ela caiu na risada.
— Sim. Já vejo que segundo você é intensa. Claro que não fico por aí saltando em cima de todos os príncipes estrangeiros que me cruzam pela frente. Tampouco é que passem muitos membros da realeza por meu bairro, mas já sabe ao que me refiro. Intensa.
Aquele sorriso presunçoso, tão masculino, voltou a invadir o rosto do atlante
Invadiu-a uma onda de calor e voltou a gemer.
— Namor não sei o que é tudo isto. Poderia ser… sei lá... Possivelmente vá reagir assim com todos os atlantes que eu venha a conhecer?
Ele ficou rígido imediatamente na cadeira e se inclinou para frente. As mãos que tinha apertadas no colo ficaram com os nódulos brancos.
— Espero que não, Selene — grunhiu com os dentes apertados — aparentemente não levo muito bem a ideia de que essas suas reações aconteçam com qualquer outro homem, atlante ou o que seja.
Pensar que era ela a que provocava isso, a que o fazia perder o controle, embora fosse um pouco, punha-a em sintonia, por estranho que fosse.
E muito.
Sobre tudo porque não tinha a sensação de que aquele homem fosse dos que perdia o controle. Depois de tudo, tinha visto o interior de sua mente. Um controle rígido, dever e honra.

— Não senti a necessidade de lhe arrancar a roupa e lambê-lo inteiro nem nada. — terminei com um sorriso.
E então me dei conta do que acabava de dizer.
"Oh, treva! Como sou parvaaaaaaaaaa."
E a ele tampouco tinha passado despercebido, sua expressão dizia que ele também queria lambê-la inteira.
O calor atravessou o centro do meu ser e tive que apertar as pernas para evitar a umidade que transbordava.
"Ok, Fica proibido pensar em príncipes altos, lambendo a quem for, ou o que quer que seja."
O atlante se levantou de repente da cadeira.
— Selene, até que entendamos por que estamos reagindo assim, possivelmente seja melhor que não nos aproximemos muito.
— Sim, certo, está bem. De fato, por que não me leva de volta a minha casa…— respondi, inexplicavelmente ferida por havê-lo ouvido expressar o mesmo que ela tinha pensado apenas uns momentos antes.
Ele girou para olhá-la desde sua altura.
— Sinto muito, mas você não vai a nenhum lugar.
A dor se transformou em um abrir e fechar de olhos.
— O que quer dizer? Olhe, pode ser que tenha direito a manipular seus lacaios atlantes, mas eu não sou uma deles. No que diz respeito a mim, seus direitos se reduzem a zero.
Ele se dirigiu com passo firme à cama e se sentou ao seu lado, antes que ela pudesse mover-se.
— Não se trata de direitos, "aknasha".
Senti sua carícia e olhei para minha mão e me perguntei se ele se dava conta de que estava acariciando o dorso da minha mão com o polegar. Depois me perguntei como era possível que um gesto tão simples pudesse fazer que me derretessem os ossos.
Temi de repente que aquele homem estivesse utilizando comigo algum tipo de versão atlante de controle mental.
Afastei as mãos de um puxão antes de falar.
— O que me está dizendo é que me destroçou a vida.

— Não. — disse ele em voz baixa — O que estou dizendo é que você complicou a minha. Em primeiro lugar, minha terra. A Atlântida. Levaria anos para que pudesse te falar sobre Atlântida. Boa parte do mito, algo da lenda e inclusive certos fragmentos das fantasia, são verdade.
— Mas nada de guelras?
— Definitivamente, nada de guelras. Somos muito parecidos com vocês.
— São humanos, com poderes especiais?
Ele negou com a cabeça.
— Não, humanos não. Primos de sua espécie, sem dúvida alguma. Mais perto da humanidade que dos metamorfos. Muito diferentes dos não mortos. Vivemos em harmonia com sua espécie durante muitos milhares de anos.
— E então afundaram sob a água e agora vivem em uma bolha, é isso?
— Não, nada de bolhas. E tampouco há sereias, antes que me pergunte.
— Ah! Eu adorava as sereias quando era pequena. Queria crescer, ter um golfinho de mascote, nadar com minha cauda de peixe e tudo isso.
Ele se inclinou para frente, fitando-a nos olhos.
— Esta noite, foi à praia. Por quê?
Me senti incômoda de repente, e evitei olhá-lo.
— Não sei. — admitiu — Adoro água, e o mar me fascina. Apesar de não saber nadar, gosto do mar, ele é misterioso, fascinante...e a água me acalma, me relaxa... — Olhe, sei que possivelmente acredite outra coisa, pelo modo que reagi contigo, mas não é que seja uma espécie de ninfomaníaca.
— E isso seria um problema por que… — disse ele arrastando as palavras, enquanto lhe voltavam a brilhar os olhos ao olhá-la.
— Não seja pervertido. — lhe disse com uma gargalhada.
Ele a olhou sério.
— Sou Namor, príncipe supremo de Atlântida. — disse com voz terminante — Os Guerreiros de Poseidon foram os defensores da humanidade durante mais de onze mil anos e eu, seu líder durante séculos.

Levantou-se e ao chegar na porta a abriu com um puxão, deu um passo e ela ouviu o estalo inconfundível de uma fechadura. O impulso a levou até o final. Puxou o trinco, mas só confirmou o que sabia quando ouviu o ruído.
Aquele pedaço de príncipe ditatorial, despótico e arrogante a tinha prendido no quarto.
" Ah, ele ia pagar muito carooooo."
"Estava fodido.- pensou Namor"
A menos… A ideia que lhe tinha gelado as veias cintilou de novo em sua cabeça, negando-se a desaparecer. Os contos que sua mãe lhe contava antes de ir dormir sobre os antigos senhores de Atlântida e suas damas. Contos de ferozes batalhas e um amor perdurável.
Relatos do legendário dom da fusão das almas entre um atlante e sua companheira; o dom que marcava o coração de um guerreiro e sua alma com tanta certeza como o símbolo de Poseidon que tinha marcado na pele.
Era impossível. A fusão das almas era uma lenda, uma fábula. Um conto de fadas. Nada mais. A fusão das almas não existia.
“Namor?” Um tom delicado em sua mente.
"Selene..."
Fechou os olhos e respirou fundo, sentindo seu aroma suave e tentador.
Mais segura, e mais alta, a voz da jovem atravessou como um trovão sua cabeça.
“Namor! Mova seu traseiro e vem abrir esta porta, ou penso em amassar sua cabeça!”
O atlante pôs-se a rir ante a contradição. Ah, sua flor, tão delicada e ao mesmo tempo uma ferinha...
Recuperou a compostura e lhe enviou a resposta: “Já vou. Tenta não comer a parede, certo?”
Sentiu um ligeiro vestígio de humor que o atravessava como uma faísca a jovem pôs-se a rir. E logo uma sensação na cabeça, como uma porta fechando-se; que bloqueava qualquer vestígio que tivesse dela.
"Oh, sim! Sua ferinha estava muito irritada. Ia ser divertido.Ou não."


Era uma loucura, mas sabia que podia confiar nele. Era assombroso: ser capaz de sentir as emoções daquele cara. Ele queria protege-la.
O olhou. Era justo que um homem estivesse inclusive mais bonito pela manhã?
Era uma compulsão. Um desejo.
— Aposto que você traz aqui um montão de mulheres, não?
O atlante girou em volta para olhá-la.
— O que? Do que está falando?
— Não é mais que um homem que se dedica a raptar mulheres e às arrastar a sua guarida do mal.
— Você se droga ou o que? Ou todas as mulheres humanas são tão ilógicas como você? — parecia realmente confuso, coisa que quase a fez sorrir.
— Além disso, vai me deixar sair daqui logo? Não é que estar sequestrada não tenha sido divertido,mas tenho que voltar, tenho que trabalhar daqui dois dias.
Estremeceu-se ao ouvir aquele grunhido baixo e terminante, que começou no peito masculino e foi subindo até a garganta.
— Você não vai a nenhuma parte, Selene — disse o atlante
A expressão de seu rosto era possessiva e predadora. De repente se parecia com um animal selvagem que tivesse que defender seu território.
— Vai começar a mijar pelas paredes para marcar seu território? — perguntou-lhe, toda doçura com um sorriso.
Um momento depois ele cruzou o quarto e no seguinte empurrou-a para trás até que o traseiro feminino se chocou contra a cômoda.
Eu mordi o lábio, sufocada. O aroma masculino, estranhamente parecido ao do sol sobre o mar, limpo e vigorizante deixou-me com vontade de enfiar o nariz no pescoço do atlante cheirando-o.
Ao invés disso levantei as mãos e as pousei no peito para bloqueá-lo.
Ele me puxou e abraçou-me com força, enterrando o rosto em meu cabelo.
— Mi amara Selene.
Eu me afastei um pouco
— O que significa isso?
Ele sacudiu a cabeça, tinha um nó na garganta, além disso acreditaria que estava louco de verdade se lhe dissesse que a tinha chamado de "sua Amada Selene".

Continua...

Ayesk@


OCEANO: NAMOR , CORAÇÕES E MENTES

Olhei o rádio-relógio pela terceira vez em uma hora. Rolara na cama, e nada. Não conseguia dormir. Após ter respondido a mensagem de minhas amigas que sairam acompanhadas para uma noitada, coloquei o celular no criado-mudo e sentei na cama.
'NAMOR"
Só de pensar em seu nome, vinha em minha mente seu rosto. Um rosto bonito, forte, carismático.
Um arrepio percorreu meu corpo, deixando os bicos dos meus seios eriçados contra a regata pink até as coxas.

" E o beijo...aaaaaaaaaa foi...tremendo!'

— Ninguém como ele. — sussurrei à escuridão do quarto — Jamais alguém como ele... Nunca alguém como ele... Nunca com um estranho.
“Namor...”
Em seguida, uma voz baixa mas insistente, penetrou minha mente.
“Sim, estou aqui.”
E, depois uma voz preocupada, áspera e feroz.
“Necessita-me? Está em perigo?”
Levantei uma mão automaticamente, como se pudesse tocar as cores que giravam em meu interior. Emoções, mas não as minhas e sim as dele.
"— Como é um sonho, não vou responder... Porque isto tem que ser um sonho?
Sim era um sonho. Porque ele não era real. Ninguém podia vir do oceano."
“ Por que mente a você mesma? Sabe que sou real, aknasha. Ouve-me em sua mente. Sente minhas emoções, embora não tenho nem ideia de como pode ser possível.”
Sorri deliciada, não pude evitar, ao escutar sua voz masculina foi como se ondas frescas do mar acariciassem minhas emoções. Me atravessando e me excitando.
Como é possível?
— Voce só pode ser dom da minha Imaginação. — sorri outra vez — E ainda por cima minha imaginação conjura um cara bonito, deve ser a treva da carência, ainda por cima compartilha seus pensamentos e emoções comigo.
Decidida levantei-me e me dirigi em direção ao banheiro.
— Acho que vou ter que tomar algo para dormir.

E então o fogo outra vez, e as emoções masculinas se escureceram.
“Voce está bem, Deusa da Lua?”
Aquele tom baixo, perigoso.
— Estou bem. - respondi e logo em seguida ouvi sua voz novamente, agora num tom arrogante e puramente masculino.
“ Me acha bonito, né?”
Arregalei os olhos, será que até na IMAGINOLÂNDIA os homens tinham egos enormes?
Pensei distraída o que mais aquele homem teria enorme, e ao cair em mim, fiquei vermelha como um tomate.
“Não vá por aí, Selene. Pode ser que só seja imaginação sua.” - ele disse em ar de deboche e uma certa sombra de racionalidade e humor apareceram em minha mente.
“Possivelmente não deveria olhar pela janela.”
— Como?O que disse? — corri à janela, levantei as persianas, olhei para baixo e o vi entre quatro homens, em pé, rodeavam Namor.
Os quatro em volta dele eram altos como ele, vestiam-se de preto e logo depois desviei minha vista e olhei para a figura sozinha no meio deles.
Ele me olhava.
— Ai, Meu Deus, é você. — sussurrei enquanto apoiava as palmas das mãos na janela, meus olhos fixos nos dele.
“Sim, sou eu. E se sou só imaginação sua, esta imaginação pode te dizer que lhe agradeceria muito se…desse um jeito...nesses trajes que está usando diante dos meus Homens?"
A voz dele em minha mente adotou um tom rouco.
“Não é que não saiba apreciar o que está vestindo”
Baixei os olhos e minhas bochechas ficaram quentes. Estava com a regata pink e uma calcinha branca agarradinha.
Com o rosto em chamas, sai da janela, sem saber muito bem se o que sentia era medo, vergonha ou excitação ao ver que ele era um homem real.
Real e de pé diante da minha janela.
'Deus. Eu ficava em perigo todos os dias. E estive no interior da mente dele. Sabia que não tinha intenção de me fazer mal. Não entendia como sabia, mas sabia.'

Enquanto vestia um par de shorts o ouvi:
— Perigo é meu segundo nome.
A voz ressonou em minha mente, de muito bom humor. Ora, ora eu o divertia.
“Verdade? Eu achava que voce era Problema.”
De repente me conscientizei que ele era realmente um Problema perigoso.
Respirei fundo e abri a porta com um puxão.
E ao ve-lo diante de mim, senti suas emoções completamente descontroladas.
Fechei os olhos diante daquela figura bonita e imponente e deslizei em estado de inconsciência.
Mas antes ouvi a voz de Namor para um dos seus homens. Com emoção em sua voz.
— Leu-me, Cedric. Minhas emoções. E é possível que estivesse sondando meus pensamentos.
Com ela em seus braços, Namor olhou para seus guerreiros:
- Como podem comprovar, não há nada mais que quero que essa mulher humana que acabo de conhecer.
Cedric riu:?
— Caralho, Namor, ela é muito bonita, caralho…
Namor girou em volta e grunhiu
— É melhor que se cale agora mesmo, Cedric. — Compara-a com suas putas e terá que responder por isso.
Cedric arqueou uma sobrancelha, assoviou baixinho e sem deixar-se impressionar:
— Terei que responder por isso, não é? Afinal voce é o Príncipe herdeiro. Pelo visto ela é uma garota especial.
— Especial, sem dúvida. E eu diria que perigosa também. De hoje em diante, todos, têm que protege-la para mim.
Cedric abriu a boca:
— Namor, o que te fez essa garota para te pôr assim e … Quanto tempo? Umas quantas horas?
Namor suspirou e olhando-a em seus braços foi andando sendo seguido pelos seus guerreiros.
Depois se voltou para Cedric.
— Preciso descansar um pouco para terminar de me recuperar. Dê-me até o amanhecer, qualquer problema me chamem.
Namor entrou no quarto de Selene e a colocou na cama, acariciou os cabelos finos e lisos e sentiu pequenas ondas que indicavam que ela começava a recuperar a consciência

Indo em direção a um bar, os guerreiros de Namor conversavam:
— Levaremos a mulher à Atlântida, ao Templo. A estudaremos e averiguaremos se é "aknasha" de verdade. E procuraremos saber com os sábios se sabem algo sobre fusão de almas.
— Não é nada do que terão que preocupar-se neste momento. — fez uma pausa e depois assentiu pouco a pouco — E quanto à mulher, se for uma ameaça para Namor, nós a mataremos. - falou Cedric para os demais.
Mais tarde, Namor , seus homens e Selene partiram para as profundezas do oceano.
Despertei lentamente.
" Onde estava? Não estava no apartamento, nem na cama."
Um barulho na porta me chamou a atenção ao começar a abrir, dei um gritinho e ao olhar em direção dela, fiquei olhando o intruso que já estava ao lado da cama do outro lado.
- É você. — ofeguei quando Namor se aproximou.
Cada centímetro do corpo daquele homem, ali em pé, só com as calças e a camisa desabotoada. . Aquele homem era puro músculo, o abdômen esculpido e, se seguia descendo…
Afastei uma mecha do meu cabelo do rosto e me perguntei se estava muito feia. Eu me sentia um pouco insegura diante do Adônis ou quem fosse aquele cara.
Ele começou a rir um pouco.
"Não tinha sentido, nada daquilo tinha sentido. Como era possível que alguém que acabava de conhecer encaixasse como a peça de um quebra-cabeças? Jamais acreditei no amor, nem no destino, nem em nada que tivesse a ver com o romantismo.
Via os resultados disso que chamavam de Amor cada dia em meu trabalho. Era suficiente para fazer até o Cupido desistir de flechar corações.
Mas havia algo naquele homem…
— Onde estou? Por que tenho uma bruma na cabeça?
O homem levantou uma das sua sobrancelhas escuras e elegantes:
— Está em um lugar seguro. Sua cabeça está recuperando-se da inundação de emoções.

De repente, como num impulso, Namor se ajoelhou diante dela.
O homem levantou a cabeça e a olhou, com os olhos escuros absortos nela. Era o homem mais bonito que tinha visto na sua vida, mais atrativo do que se imaginou que podia chegar a ser um homem. Possivelmente estava sonhando.
Namor levou as mãos às costas e as entrelaçou. Não podia deixar que aquela garota soubesse o que lhe estava custando permanecer no mesmo quarto que ela.
A sós.
Com uma cama gigante ocupando quase tudo. Cada parte de seu corpo se enrejicia em apenas pensar em envolvê-la de novo em seus braços.
Mas que diabos lhe acontecia? Ele jamais tinha reagido assim ante uma mulher.
Ante nenhuma mulher. E sobre tudo se fosse humana. Nem sequer antes uma que parecia acalorada e meio adormecida, como se acabasse de despertar de uma noite de prazer entre seus braços.
"Concentre-se."
Como um raio, veio à sua mente a donzela atlante que tinham selecionado para ele.
A atlante, arcaica, fria e morta.
Ao contrário da mulher que tinha diante de si, cálida e viva.
Levantei-me e fiquei ao lado da cama, seu olhar masculino parecia acariciar minhas pernas.
Namor, queria sentir aquelas pernas ao redor de sua cintura.
Uns seios tentadores embaixo daquela regata, apertados contra o tecido, os bicos eretos.
Lembrou-se da sensação que sentira ao tê-los contra seu peito na praia.
Ela era delicosa, com carne nos locais certos, não uma mulher magra demais.
Podia segurá-la debaixo dele, afundar-se nela sem preocupar-se se ia quebrá-la e encher suas mãos com seu corpo.
— Estou em Atlântida? Mas, como? — ela falou ao ler sua mente, arrancando-o de suas fantasias e inclusive evitando que gozasse ali mesmo, nas calças.
Ele amaldiçoou baixo em atlante antigo.
— E pode parar agora mesmo com isso. — ela continuou com as bochechas coloridas outra vez.
Deu um passo para ela.
— Deixar o que? — deu outro passo.
Sem fôlego e com a voz rouca falei:
— Deixar de olhar minhas pernas. Deixar de me olhar como se estivessecom fome. Deixar de te aproximar tanto. Deixar de ser tão… Tão… Tão possante.
— Possante?
— E deixa de repetir tudo o que digo. — respondi brava.
Ele sorriu. Que fera! Não era de estranhar que não pudesse tira-la da cabeça.
Estava metido em uma confusão.
E não se importava.
— Se prometer que deixo de repetir suas palavras, posso dar outro passo? — perguntou ele excitado.
Talvez outro passo a mais não fosse tão boa ideia. Deixou de caminhar.
Neguei com a cabeça e depois assenti.
— Não acredito… Sim, não, aghhh! Por que é tão difícil pensar com voce por perto?
Namor cruzou os braços e recuperou a prudência de repente.
— Essa sim que é uma boa pergunta. — disse com os olhos semicerrados — Por que tem esse efeito sobre mim? O que é? Como é que pode ler minha mente e como é que posso sentir as suas emoções?
— E eu lá sei? — começei a andar de lado para rodear a cama — E Atlântida é do continente perdido. Um produto da imaginação de Platão que supostamente desapareceu faz mais de onze mil anos. Essa Atlântida?
Namor descruzou os braços e deu outro passo em sua direção. Não podia evitá-lo. Não queria evitá-lo.
— Nossos descendentes sabem manter os segredos de Atlântida.
Outro passo mais. Alcançando-o o perfume feminino. Fresco.
Respirou fundo e soube que poderia encontrá-la só por seu aroma depois desse momento. Adorava sentir o cheiro daquela mulher em seu nariz.
Queria sentir seu sabor na boca. Doíam-lhe as mãos de vontade de sentir sua pele.
— Não é que seja um continente perdido.
— Hummm .. mostre-me as guelras.
Aquilo o pegou totalmente desprevenido, olhou-a durante um momento, depois jogou a cabeça para trás e deu uma gargalhada.

Recuperou o fôlego e sacudiu a cabeça.
— Obrigado por isso, aknasha. Precisava rir um pouco.
Ele só queria sinceridade entre os dois.
— Esteve dentro de minha mente. Foi um pouco desejado ou não, agora me conhece a um nível mais profundo que a maior parte das pessoas. Possivelmente a um nível mais profundo que ninguém.
Eu o ouvi e depois assenti.
— E já deve saber que eu também estive dentro de sua mente. — disse ele, quase com medo de admiti-lo — Vi sua doçura e seu coração. Conheço você.
Começei a andar de um lado a outro diante dele.
Deteve-se diante dele, tão perto que ele podia esticar a mão e tocá-la. Teve que agarrar-se aos braços da poltrona para não fazê-lo.
"Ela sentou-se no chão na minha frente. E me segurei...
Para não tocá-la.
Tinha tanta vontade de tocá-la.
Como aquela mulher podia afetá-lo tanto?'
Contemplou-a ali sentada, diante dele .
Sem dar-se conta, aproximou-se um pouco mais dela. O calor que desprendia do corpo feminino, a sedução das curvas de seu corpo, a linha de seu pescoço, atraiu-o sem poder evitá-lo. Ela levantou a cabeça e o olhou. Em seus olhos, um brilho alarmado se converteu em consciência do que estava acontecendo.
Ainda podia senti-la em seu interior. Seus pensamentos, suas emoções. Queria sentir seu corpo no interior dela.
Ele levantou as mãos e as pousou nos braços femininos para atraí-la para ele. Pouco a pouco. Com doçura. Dando-lhe tempo para que o rejeitasse.
Mas, rezando para que não o fizesse.
Deu um passo para frente para encontrar-se com ela a meio caminho. Inalou seu aroma.
Ansiava enterrar o rosto no cabelo sedoso que caía pelos ombros femininos.
Ansiava enterrar o corpo nesse calor.
Pelos mares de Poseidon, precisava tocá-la outra vez. Precisava beijá-la outra vez.
— Selene... — gemeu — Por favor...

Eu sabia exatamente o que queria. Vi quando a consciência do que estava prestes a acontecer.
Antecipação.
Levantei a cabeça e roçei meus lábios nos dele. E aí me perdi..

Os dois então perderam-se nas sensações, nas cores que cintilavam em suas mentes. Perderam-se , ele na suavidade do corpo feminino apertado contra sua dureza. O beijo se aprofundou.
Namor penetrou a língua na boca cálida, doce e acolhedora de Selene e os joelhos estiveram a ponto de dobrar-se quando lhe rodeou o pescoço com os braços e o apertou ainda mais.
Calor, cores e uma corrente de necessidade. Ele a apertou entre seus braços e a levantou até que os pés dela não tocaram o chão. Os seios femininos se esfregaram contra o peito nu do atlante, que gemeu, no espaço entre ambas as bocas.
Selene levantou as pernas e rodeou os quadris dele, agitando-se para poder apoiar-se em seu corpo, o calor que sentia entre as pernas ficou de repente apoiado no membro dele. O atlante se endureceu ainda mais, estava seguro de que ia arrebentar as calças, ia rasgar a regata dela, lhe ia arrancar os shorts jeans. Ia então descobrir se as cores de sua cabeça se intensificariam e convertiriam em uma explosão de cor quando penetrasse nela com todas as suas forças.
A paixão que enchia seus sentidos o atravessou com a força de um maremoto.
Ou possivelmente não, maldita fosse. Isso era a porta, que se abriu de repente.
Minha. Minha. Minha!


- Continua...


Ayesk@