segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O SOM DO TROVÃO

O Som do Trovão

Cheguei em casa tarde, já passara da meia noite, estava cansado, minha cabeça estava zonza em conseqüência de várias doses de whisky, minha roupa cheirava a fumaça de cigarros, entrei no chuveiro e tomei uma relaxante ducha. Deitei-me nu, o teto começou a girar, meu cérebro não conseguia pensar com clareza, imagens abstratas se formavam diante dos meus olhos, os fechei e me senti como se estivesse planando no ar sem destino algum, sem rumo, apenas um corpo sem peso à deriva na penumbra do meu quarto.
 

Abri os olhos cansados e vi a porta do meu quarto se abrindo, uma silhueta escultural se fez presente e caminhou em direção à minha cama. Um sussurro quase que imperceptível saiu da minha boca: Helena.

Helena e eu nos conhecemos ainda no colegial, começamos a namorar e esse namoro se estendeu até a faculdade. A nossa formatura marcou o inicio do nosso noivado e nos casamos um ano depois. Helena foi, e é a grande paixão da minha vida.

Algum tempo depois, talvez por imaturidade ou irresponsabilidade me tornei inconstante, não conseguia mais me ver preso a um casamento que já durava dois anos, mulheres diferentes começaram a fazer parte da minha rotina, meus horários em casa já não eram os mesmos, às vezes nem voltava depois das noitadas com mulheres vulgares. Minha esposa me amava e fez de tudo para salvar nosso casamento, mas nos meus sonhos loucos, na ilusão de um mundo de perdição, eu já não mais me importava.

Helena se foi, voltou para casa de seus pais e eu continuei minha vida errante, agora como um homem livre e desimpedido, até que a solidão se apoderou de mim, mesmo com tantas mulheres e muitos amigos de noitadas comecei a me sentir só. Procurei por Helena várias vezes e ela estava irredutível, só voltaria se eu mudasse completamente meus procedimentos e voltasse a ser o homem que era antes, porém nem eu mesmo tinha certeza se seria capaz de voltar a ser eu. A boemia e a bebida tornaram-se o meu refugio.

O vulto de Helena lentamente se aproximou de mim já tirando seu vestido, as peças foram ficando pelo caminho, ouvi o barulho da chuva que começava a cair forte sobre o telhado.


Senti o calor de seu corpo nu sobre o meu, seus lábios macios tocaram os meus, senti seu hálito quente na minha orelha e a doce frase: Eu te amo.

Sua língua começou a deslizar pelo meu corpo e desceu até meu pênis que estava rijo como uma pedra, senti sua boca quente o envolver, seus movimentos me levavam a loucura, às vezes segurava sua cabeça e sua boca engolia todo o meu pau. Sua língua agora subia novamente pelo meu corpo até chegar na minha boca, onde se fixou num longo e demorado beijo, meu pau estava entre suas coxas sentindo o calor de sua vagina úmida e cheia de desejos.

Ela se ajeitou e senti a glande do meu pênis entre os lábios quentes de sua vagina, ela começou a soltar o peso e com jeito meu pau foi entrando inteiro, Helena começou a cavalgar, seu corpo subia e descia e seus gemidos me deixavam louco de tesão, segurei seus maravilhosos peitos, levantei meu corpo e comecei a chupá-los, ela me empurrou e continuou sua cavalgada, até que ela soltou o corpo sobre o meu e pingos de suor caíram no meu rosto, me beijou novamente, abracei seu lindo corpo e fiz com que ela se virasse e sem tirar o pau de dentro fiquei sobre ela, agora eu comandava as ações, comecei fazer movimentos muito rápidos, sentindo meu pau entrar e sair de sua vagina em fortes estocadas, ela gemia e me arranhava as costas, Helena transformara-se numa gata no cio, meu pênis pulsava dentro dela e as contrações de sua vagina me levavam ao delírio, aquele maravilhoso e conhecido corpo era meu novamente. A chuva lá fora, agora era mais intensa.

Ela se contorcia, seu corpo serpenteava sob o meu, entre gemidos e sussurros, o gozo, o prazer, o momento maior da união de dois corpos. Cansados e suados nossos corpos ficaram colados, assim como nossos lábios, num respirar ofegante. Seus braços me apertavam num abraço forte, meu pau ficou dentro dela até que começou a amolecer. Saí de cima do divinal corpo de Helena e me deitei ao seu lado, me sentia cansado, fechei os olhos.

De repente, um grande estrondo ecoou na madrugada, acompanhado de um clarão azulado, acordei assustado com o barulho do trovão, me sentei na cama, olhei do meu lado e não vi Helena, meu coração disparou, sentia uma lancinante dor de cabeça, meu corpo estava suado e dolorido, lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, tudo parecia tão real, como aquilo poderia ser apenas um sonho?

Eu não podia acreditar que aquilo tinha sido apenas fruto do meu subconsciente, da minha paixão e do meu amor por Helena.


Me sentei na cama, coloquei as duas mãos no rosto, eu precisava de uma bebida. No instante em que me levantei, ouvi o barulho da porta do banheiro se abrindo e a maravilhosa imagem de Helena, nua, com uma toalha na mão e ainda com os cabelos molhados, apareceu na minha frente, sorridente ela me perguntou se eu havia gostado da surpresa, eu respondi que foi a mais bela surpresa de toda a minha vida. Era real, Helena estava ali, abracei seu corpo e a beijei apaixonadamente, naquele momento nasceu um novo homem, um homem que deixou para trás uma vida desregrada e sem sentidos, um homem que quase perdeu tudo o que mais amava na vida, um homem que hoje ama sua esposa acima de todas as coisas.
                                                                          
                                                                 


Escrito por Dayo_li

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