terça-feira, 14 de setembro de 2010

*MARDI GRAS* : PRAZER SELVAGEM - FINAL





Nua, completamente nua.
Me senti indefesa, tímida e frágil.
Vestia apenas a máscara dourada.
Ele olhou-me de cima a baixo, como se tivesse todo o tempo do Mundo.
Veio em minha direção , levantou suas mãos para o meu rosto e me beijou, penetrando sua cálida e úmida língua para o interior dos meus lábios. Minha boca e todo meu corpo, respondeu diante daquela carícia, já não era consciente o que fazia, seguia minhas necessidades. Pressionei as palmas das minhas mãos contra seu peito, e cravei as unhas em sua camisa quando um daqueles beijos deixou de ser um simples beijo e passou a ser um beijo faminto, voraz, selvagem. Estremeci em seus braços.
Então, ele baixou a boca para o meu pescoço e desceu suas mãos por todo o meu corpo, minha própria respiração irregular à medida que ele abria caminho com seus dedos sob o meu ventre e descendo até a entrada da minha boceta úmida, cálida.

Ele respirava também com dificuldade, e começamos a desfazer-se apressadamente de suas roupas e botas. Parte de mim não podia acreditar que estivesse permitindo que aquilo ocorresse, embora não podia fazer nada para detê-lo.
Eu não o conhecia, não sabia quem ele era, o que fazia, o que pensava, o que sentia, enfim, um desconhecido, um estranho.
E quando abriu o zíper de sua calça e também baixou sua cueca, me senti mais fraca ainda diante da vista de seu pênis.

"- Ohhh, céus, era grande! Tão grosso largo e duro como uma rocha... Por ela."

Eu o envolvi com a minha mão, fazendo com que ele soltasse um gemido.
Olhei para baixo, para sua ereção e sua rigidez fez sentir-me mais forte, e a maneira em que o sentia entre minha mão, seda sobre aço, me deixava em êxtase.
Sentia uma agonia em aproximá-lo do meu corpo, mais perto, precisava senti-lo dentro de mim, com mais ânsia do que eu podia compreender.

A minha outra mão foi em direção da sua máscara preta, com a intenção de tirá-la.
— Espera...Fiquemos apenas com as máscaras... — ele sussurrou.
Sua mão passou pela minha bochecha com uma carícia suave, seus dedos tiraram as pequeninas presilhinhas que seguravam meu coque e meus cabelos ruivos caíram em suaves e brilhantes ondas pelos meus ombros.
Seu rosto se aproximou e senti a carícia do seu nariz na minha pele.
Seus dedos emaranharam-se pelos fios finos dos meus cabelos.
- Voce tem cabelos lindos...finos como de bebês, brilhantes, macios como seda...e seu cheiro...aaaa menina que delícia...estou louco por você desde que li seus contos e depois a vi escondida entre os vasos e plantas no salão.
Olhei fixamente seus olhos, nus um de frente para o outro. Seu membro ereto, minha vagina molhada. No instante seguinte senti suas mãos fechando-se sobre o meu traseiro nu, instintivamente e completamente excitada, rodeei sua cintura com uma de minhas pernas; sentindo seu pênis investir com força dentro da minha vagina faminta.
 

 
—Ohhh...! —gritei diante do impacto, e nossos olhos se encontraram à medida que ele começava a mover-se em meu interior.
Eu nunca tinha sentido algo tão animal em toda minha vida, mas aquilo era o que eu necessitava, precisava, naquele momento: uma foda animal, fora de controle e temerária.
Tampouco tinha estado com alguém que me deixasse tão cheia, e a sensação de plenitude era quase entristecedora, especialmente estando de pé.
—Está tão úmida...apertada... — grunhiu ele, e rodeou o meu pescoço com seus braços , enquanto investia com força dentro de mim, e minha pele o recebia.
— Ohhh...não para...mais...com força...assimmm....ohhhh mete...está tão gostosooo...mete...mais fundo... — admiti entre ofegos, minha boceta contraindo-se em volta do seu membro que fustigava minhas entranhas num movimento de vai vém, estocadas firmes me tirando o fôlego.

— Oh, Deus! —gritou enquanto ele me preenchia uma e outra vez.
— Foda-me — sussurrei em seu ouvido, e o mordisquei na ponta da orelha...minha língua desenhando o lóbulo da sua orelha. Suas mãos apertaram mais minhas nádegas, com força me trazendo para mais perto, enquanto suas estocadas iam fundo me preenchendo totalmente.
Minha boceta o agasalhava, num casulo quente e molhado ao mesmo tempo.
Eu estava tão excitada, que sentia minhas coxas úmidas pela excitação que escorria entre elas.
—Foda-me — disse outra vez. —Foda-me.
—Estou fodendo, anjo...ahhh como voce é apertada...gostosa... — grunhiu e senti seus dentes cravarem-se em meu pescoço, uma mordida forte, que me deixou zonza...por alguns segundos e em seguida sua língua me lambeu.
Nossos movimentos em uníssono, seus golpes firmes que ressonavam em cada centímetro do meu corpo e eu os recebia, pressionando para baixo, fazendo com que meus movimentos esfregassem seus clitóris contra ele.
—Sinto-o tão grande — gemi contraindo a minha vagina. —Sinto-o tão grande dentro de mim.
—Oh, anjo, sim — disse ele, com um tom de voz que denotava certa arrogância que eu senti que chegava à alma. E então, empurrou mais profundamente, e eu soube que ele queria sentir cada centímetro de meu corpo, queria que o sentisse com exatidão.
Um arrepio de intenso prazer ressonou em minhas costas e desceu até as minhas coxas, e a debilidade que senti ameaçava deixar-me ir ao chão. Ele me beijou com força e nossas respirações irregulares, as batidas frenéticas dos nossos corações quase apagavam o eco da música que se filtrava através da porta e janela da sacada.
—Quero chupar seus seios, mordiscar esses mamilos vermelhinhos, suga-los, sentir seu gosto, sua pele...quero saborear voce inteira, ficar com seu gosto na minha boca... — disse ele, em palavras que atravessaram meu ser.
Ele deixou escapar um gemido quando seus olhos desceram em direção aos meus seios, e eu notei que involuntariamente, meu corpo se arqueava em sua direção.

—Chupe...quero sentir sua boca, sua língua... - falei entre gemidos.
Outro grunhido saiu de sua boca quando ele inclinou para tomar um dos mamilos entre seus lábios.
—Ohh... Deus...que delícia...não...não pare...ahhhh.... — gemi.
Eu estava aproximando-se do meu limite, mais e mais, eu ia alcançar o êxtase.
—Foda-me...ah...com força...ahhhhh me ameeeeeeeee....me fodeeeeee...ahhhh — e outra vez. —Foda-me...
Ele seguiu dirigindo seu pênis mais profundamente e lambendo meu seio à medida que eu me movia contra ele, rebolando meu corpo para obter mais prazer ainda.

    — Ohhhhhh...vou gozarrrr...não pare...vem..mais...goze comigo.. —gemi perdida já nas sensações, com os olhos fechados. Esquecendo que estávamos nus dentro do seu quarto, um quarto feito para sedução, luxúria. Esqueci que nem o conhecia, esqueci que estava na casa, no quarto de um desconhecido em uma relação sexual mais prazerosa que já tinha tido, e explodi em um orgasmo. Gememos juntos quando ele gozou, o orgasmo saindo diretamente da minha vagina e estendendo-se para os dedos de minhas mãos e pés.
—Sim...ohhh... sim... sim...— falei entre soluços, até que finalmente as ondas de prazer começaram a acalmar-se e uma debilidade total se apoderou de todo o meu corpo.


 
 
Abri os olhos e pude vislumbrar uma réstia de luz que havia no quarto, a música continuava no andar de baixo. Senti algo úmido em um dos meus mamilos e ao olhar em direção dele, ele brilhava pela saliva que ele tinha deixado e me senti diferente. Até que o olhei nos olhos, e viu que meus braços rodeavam seu pescoço com firmeza.
—Ohhh..., Deus... — disse.
—Gostou, anjo? —perguntou ele, com aqueles olhos por trás da máscara preta.
—Sim — suspirei com uma inclinação de cabeça lenta e agradecida.
—Agora... Foda-me... mais... Foda-me... até que goze de novo.
Ainda olhando os meus olhos, ele me agarrou com mais força pelo traseiro e afundou os dedos ligeiramente em minhas nádegas.
Com os dentes apertados, ele começou a mover-se, uma vez, duas vezes, uma e outra vez, com investidas lentas, mas intensas que chegaram ao mais profundo do meu interior. Meu corpo se sacudia com cada uma daquelas investidas e meus seios balançavam de um lado a outro. Às vezes, jogava a cabeça para trás, com os olhos fechados, mas quando os abria de novo, sempre encontrava o olhar dele e um ato tão íntimo fazia mais forte cada sensação. E foi então quando ele disse:
—Deus...ohhhhh anjoooo.... Agora...ahhhhh anjo...assim...voce me mata... — quando fechou seus próprios olhos em êxtase.

 
Observei como o seu clímax, transformava-o, observei como o prazer e a dor se refletia na expressão do seu rosto, e quase voltei a alcançar o orgasmo só da pura alegria que sentia por ter feito que ele se sentisse daquela forma.
Mas no momento em que ele abriu os olhos e me conscientizei que havíamos gozado,e que havia acabado; começei a sentir-me da mesma forma em que me senti ao chegar no baile naquela noite: um pouco à deriva, um pouco insegura.
— Gostou? —perguntei, tal e como ele o tinha feito.
— Foi perfeito...
Soltei os braços em volta do seu pescoço, seu gozo dentro de mim.
Me abaixei e fui pegando minhas roupas, insegura, sem saber o que dizer ou fazer.
- Escrevemos juntos muito bem! – disse ele divertido.
- Como??? – perguntei confusa.
- Somos perfeitos juntos...por que está recolhendo sua roupa, anjo.
- Bom...
“ Que droga! Estava sem palavras, não sabia o que dizer ou o que fazer...”
- Deixe essas roupas e venha... – ele estendeu sua mão em minha direção.
- Ir para onde? – perguntei segurando o vestido na minha frente.

- Para a minha cama...Vamos descansar um pouco e mais tarde...continuamos.
Ele se aproximou, com gentileza retirou minha máscara e depois a sua.
Olhei seu rosto sem a máscara e suspirei.
- Eu e você, anjo. Sem máscaras, na cama...Venha...
A primeira coisa da que me dei conta ao despertar algumas horas depois, foi que estava deitada nua, com um lençol tampando-me até a cintura. Virei a cabeça, e o vi, deitado ao meu lado, sua cabeça descansava no travesseiro ao lado da minha e clareando aos poucos meus pensamentos sonolentos, me recordei do que havia acontecido. Não tinha sido um sonho.
Eu podia ver também que ele estava nu. Mmm... estava muito bonito.
Inclusive melhor quando me virei melhor para olhá-lo, com o cabelo revolto e os olhos ligeiramente abertos.
— Oi anjo... — disse ele, com um sonolento sorriso que adornava o rosto, a metade da qual estava coberta por uma barba rala que começava a despontar.
Devolvi o sorriso.
— Oi...
—Vem aqui — disse ele, com um tom de voz baixo e persuasivo.
Eu não esperei nem um momento para lançar-me em seus braços, para o seu acolhedor abraço. Era estranho o fácil que parecia, o normal que se sentia, pressionando meu corpo nu contra o dele. Seu calor despertou em mim um novo desejo quando recebi seu beijo de bom dia.
- Que horas são? – perguntei alisando seu peito e deitando minha cabeça no seu ombro.
Senti seus dedos acariciando meus cabelos.
- Cinco horas ainda...Dormiu bem?
- Sim...
Ele me puxou de frente para ele e nossas bocas se encontraram.
O beijo mexeu tanto comigo, que me vi desejando tocar seu corpo, tocar seu pênis rodeando-o com os meus dedos, fazê-lo endurecer. Me senti um pouco tímida, afinal havíamos transado em pé e duas vezes!
Continuamos nos beijando, bocas, línguas, salivas se misturando, até que ele começou a deslizar-se para baixo, com sua boca percorrendo o meu pescoço. Logo, sua língua passava pelo meu mamilo, enquanto uma de suas mãos se fechava sobre o outro seio. Começei a ofegar e instintivamente, empurrei o meu seio para cima, contra sua mão e sua boca. Os círculos que ele fazia com a língua ao redor da úmida ponta do meu seio me deixaram louca de luxúria e me vi balançando uma de minhas pernas sobre a dele para arrastá-lo mais perto. O que uns segundos antes tinham sido umas lambidas se convertiam agora em sucções e ele sugou mais profundamente meu mamilo, dentro de sua boca, um gesto que fez que uma sensação quente de deleite explodisse em minha vagina.

“Oh, Deus, como o desejava. Somente dessa vez desejava que tudo fosse mais lento. Queria explorar seu corpo, da cabeça aos pés, queria beijá-lo mais. Tocá-lo. Deixar que ele me tocasse mais e mais. Desejava-o entre as pernas. Desejava-o todo."

—Sabe o que quero fazer neste exato momento? – perguntou-me com a voz rouca.
— Diga-me...- sussurrei.
_ Quero abrir bem as suas pernas, e saborear sua doce vagina... – e foi descendo, mordiscando minha barriga, minha coxa.
— Ahhh... — gemi, justo quando ele abriu bem as minhas coxas e sua cabeça desceu em direção da minhas partes íntimas, senti passar a língua firmemente sobre o centro de minhas dobras abertas.
- Ahhh....aaaaaaaaaaaaaa...
O prazer foi quase entristecedor quando ele me lambeu uma e outra vez, debaixo para cima, como se minha boceta fosse um cone de sorvete.
—Ohhh...Deus... é tão bom...ohhhh...mais..aaaaaa... — escutei eu mesma ofegar enquanto começava a mover-me involuntariamente contra sua boca.
Quando a atenção dele concentrou-se mais especificamente em meu clitóris, a minha respiração ficou mais pesada, enquanto o prazer crescia em meu interior. Sua língua ágil e hábil dava voltas sobre a dilatada protuberância, cada um dos movimentos provocava uma nova explosão de calor que percorria todo o meu corpo. Então, sua boca pegou meu clitóris e penetrando dentro, empurrou sua língua com mais força.
Aquele brusco movimento me fez apertar os dentes, e senti minhas pernas e braços amolecerem.
—Me chupe...ahh como você faz gostoso, carinho... — sussurrei apaixonadamente. — me chupe o clitóris... Faz... com força... assim... Chupa-o... Chupa-o...
Ao chegar ao orgasmo, arqueei meu corpo em resposta às intensas sensações. Gritei enquanto empurrava minha boceta contra a sua boca.

—Ahhhh.. sim...sim... sim— gozei molhando sua boca.
Quando finalmente o gozo diminuiu, continuei movendo-me.
—Anjo, você é fodidamente bonita quando goza — disse ele, com um brilho nos olhos.
Eu respirava com dificuldade, mas consegui esboçar um sorriso.
Acabava de ter um orgasmo, mas ainda desejava muito mais dele.
Ele veio deitar-se ao meu lado, virei-me em sua direção, rodeiei com a mão a sua ereção, ele gemeu e fechou com força os olhos. Minha mão começou a percorrer seu pau para cima e para baixo, apertei-o, o acariciei, lambi, chupei. Meus cabelos caíram sobre seu ventre, minha mão subia e descia em volta do seu pênis e minha boca beijava sua base.


Sentindo sua rigidez, o enfiei em minha boca e lentamente comecei a saborea-lo, chupa-lo. Minha boca fazia sucção, e minha língua acariciava a glande e em seguida minha boca a chupava. E naquele momento, ao sentir seu pau duro, inchando mais e mais em minha boca, então eu soube que era hora de cavalgar, de cavalgar sobre aquela excitante e dura ereção, encher-me dele, demonstrar todo o desejo libertino que tinha estado crescendo dentro de mim.
- Ahhh...anjo...tesuda...cachorrinha no cio...assim você me mata...anjo....
— Mmmm... - ronronei , e me ajeitei entre seu corpo, seu ventre e fui descendo, encaixando minha xoxota melada e pulsante, até que senti a cabeça de seu pênis justo onde eu queria.
— Ahhh anjo...vem...cavalga-me...vem minha potranca... — colocou as mãos nos meus quadris e enquanto eu continua descendo e sendo aberta pelo seu membro, ele estocou para cima. E naquele momento, soube que era hora de cavalgar, de cavalgar sobre aquela excitante e dura ereção.
Deixei que minha língua se deslizasse com sensualidade ao longo do meu lábio superior e encontrei seu olhar.
Ambos gememos diante do impacto. Seus olhos brilhavam, enquanto eu rebolava pra frente e pra trás, minha boceta ordenhando seu pau.



- Ahhhh..anjo...não durará muito... — murmurou contra meus lábios. Em seguida, estocou outra vez, e outra vez, até que um gemido escapou da sua boca e ele me puxou para si com força. Minhas mãos começaram a acariciar meus seios enquanto ele gozava, eu sentia seu pênis palpitar dentro de mim, seu sêmen arrojado contra as paredes internas em três espasmódicas explosões.
—Oh, carinhoooooo.... — gemi gozando também e deitando meu corpo sobre o dele, com meu rosto e corpos suados perto do dele.
- Ahhh anjo...vou depois esfregar meu sêmen em sua vagina e suas coxas e você vai se sentir um pouco pegajosa, durante toda a manhã, quero que se sinta excitada e preparada para fodermos outra vez mais tarde.
Eu não disse nada, somente cobri minha boca com a dele e o beijei intensamente.
Nossos corpos suados, nossos gozos misturados; nos abraçamos.


E pela primeira vez eu tinha certeza que algo bom e inesperado iniciava.
Não era o Fim e sim Apenas o começo.





 


Nota da Autora: Não sei se o final foi o que esperavam, mas nunca me senti tão viva em escrever e imaginar cada cena, cada sensação... Desculpe até o tamanho, mas me empolguei rsrs...e nem sei como parei...rsrs
E se houver algum erro, me perdoem, eu estava muito excitada rsrs
E  confesso que de todos os contos que escrevi reais ou não, esse é o Meu Preferido, pois o escrevi com todos os ingredientes: Paixão, Tesão, Desejo, Ternura, Fascínio...
  - Obrigada, Querido Fantasma da Ópera pela inspiração...voce soube sem querer como me tocar...

Beijos doces a todos(as)...

Escrito por Ayesk@

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