domingo, 12 de setembro de 2010

*Mardi Gras: No Calor da Noite*







A alcova era feita para seduzir e era enorme.
Cortinas vermelhas presas por um laço, a porta da sacada aberta deixando a brisa suave e a música que vinha do andar inferior.
Uma enorme cama de madeira maciiça, chamava a atenção.
A cabeceira era esculpida , alguns quadros na parede mostravam imagens de casais em várias posições sexuais,.
A cor Vermelha predominava, vermelho no lençol de seda, nos 4 travesseiros na cabeceira da cama. Pura sedução, erotismo.

Em um canto de uma das paredes uma lareira.
O quarto era uma obra de arte e não pude ver tudo.
Mas o que tinha visto havia me chamado a atenção.
- Srta Ayeska, recebi uns manuscritos do seu novo livro de contos eróticos, e notei no rascunho que seu agente me forneceu que tinha em alguns parágrafos uns asteriscos. O que seriam esses asteriscos?
Entrei dentro do quarto e me sentei em uma poltrona .
Ele fechou a porta e percebi que virou a chave, trancando-nos no aposento.
Virou-se e de braços cruzados e me encarou, esperando minha resposta.
" Meu Deus! Poucas vezes me entreguei a devaneios romanticos. Sou diferente da maioria das mulheres, meus planos de vida nunca foram casar-me e ficar à sombra de um homem. Decidira que traçaria meu próprio caminho, seria senhora do meu Destino. E aquele homem, com aquela máscara e vestido todo de preto, me fazia sentir sensações conflitantes, inesperadas."
- E então?
- Coisas que eu gostaria de experimentar...
Ele me fitou com uma expressão curiosa e divertida ao mesmo tempo.
- Sei e por que não experimenta?
Pressenti o perigo. Não o físico de estar próxima a um homem misterioso e sem saber o que ele faria, não, o perigo era maior ainda, do tipo exercido por um homem de atitude, intuitivo e que poderia assumir a autoridade de testar meu coração. E isso me amendrontava.
- Os manuscritos estão com voce? Se estiverem gostaria que me devolvesse.
- Sou um colecionador de leitura erótica , e o noivo de sua amiga me disse que estava aqui em Nova Orleans para tentar publicar esse livro. Que voce já escreveu contos eróticos , mas sobrenaturais. Procurei a pessoa que está te representando e ele de bom grado me forneceu seus manuscritos e com a intenção de negociar uma enorme soma para ter exclusividade nesse livro.
- Exclusividade?
- Sim, exclusividade. Não quero que mais ninguém tenha acesso a ele. Ele será exclusivamente meu.
- Mas... o por que disso?
- Por que na minha opinião, o sexo não começa entre as pernas, mas na cabeça. Sendo assim, acredito estar na companhia da mulher mais fascinante que já encontrei.

Ele foi até uma escrivaninha e pegou o que seria meus manuscritos. Veio em minha direção e o estendeu para mim.
- Leia para mim.
- Como?
- Eu disse, leia para mim. Eu gosto de livros eróticos, tanto que os coleciono.
Ele sentou-se no sofá defronte a poltrona, colocou os pés sobre uma mesinha, cruzando as pernas.
Depois juntou as mãos atrás da nuca para apoiar a cabeça , ficando com o corpo viril totalmente esticado.
Olhei para ele, para os manuscritos que tinha em minhas mãos. Não sabia como tinha acontecido, mas ele estava no controle. Eu tinha que virar o jogo. Aquele homem estava acostumado a isso e eu não poderia ser mais uma na sua lista que deveria ser enorme.
- Tenho uma idéia melhor...Vamos ver se conseguimos escrever nós dois uma história erótica.
Ele esboçou um sorriso mais largo e seus olhos brilharam por baixo da máscara.
- O que voce tem em mente?
Eu me levantei da poltrona e me sentei ao seu lado.

- Capítulo Um... - coloquei a mão por entre a camisa aberta e acariciei seu peito.
O toque o fez respirar fundo. A expressão divertida abandonou seu rosto mascarado e ele se sentou direito.
Eu deslizei a mão por todo seu toráx. E novamente subi em direção do seu peito, minhas unhas arranharam levemente seus mamilos, já enrijecidos.
Ele inclinou a cabeça para beijar-me, mas o detive.
- Ainda não, sou eu que está escrevendo agora...- tirei as mãos de dentro de sua camisa e meus dedos alcançaram sua cabeça e puxaram a tira de couro, Seus cabelos escuros, cairam em seus ombros. Acariciei seus cabelos um pouco acima da nuca.

- Capítulo Dois... - por trás da máscara seus olhos se fecharam e o músculo da sua mandíbula ficou tenso.
A sensação de prazer e minha autoconfiança, cresciam a medida que a excitação dele ia aumentando.
Senti meu próprio corpo arder de desejo, mas o reprimi.
- Minha vez... - ele passou a mão no meu braço e o toque dos seus dedos provocou uma imediata explosão de calor em mim.
- Não... sou eu quem está escrevendo agora...
Ele franziu a testa.
- Acho que não estou gostando disso.
- Espere e gostará. - tirei sua mão do meu braço e o levei aos meus lábios.
Mas antes, minha língua passeou por entre meus lábios molhando-os.

- Capítulo Três...
Beijei a ponta do seu dedo mínimo e depois dos dedos anelar e médio.
Após beija-los, voltei ao médio e o coloquei devagarinho na minha boca, minha lingua o lambeu e comecei a chupa-lo lentamente, meus olhos fixos nos dele.
Ele grunhiu ao sentir meus lábios quentes e úmidos; mexendo-se no sofá.

- Capítulo Cinco... - ele disse. - Passe para o capítulo cinco.

Sorri.

- Não vale pular capítulo... - olhei na direção da sua calça, a dobra do tecido entre as pernas estava esticada.
Coloquei a mão no joelho dele e acariciei. Vagarosamente, minha mão subiu pela coxa, cujo músculo ficou imediatamente tenso ao meu toque. Eu parei ao chegar no tecido erguido entre as pernas e depois bem devagar, apalpei a elevação nas calças dele e fiquei maravilhada com a sensação que percorria meu corpo.
Ele me excitava mais do que qualquer outro já havia me excitado. Sentia minha umidade quente melar a minha calcinha de seda. Senti um calor e meus seios intumesceram loucos para sentir suas mãos, sua boca, neles.
Era uma verdadeira delícia o calor que sentia pelo meu corpo e em minhas partes íntimas.
A respiração dele ficou mais ofegante.
Petulante, brinquei com as pontas dos dedos sobre sua ereção. Inclinei minha cabeça em sua direção, sem tirar meus dedos de sua rigidez e o beijei e omordisquei no pescoço, mordisquei a ponta da sua orelha. Senti sua mandíbula se apertar. Estiquei meu corpo em sua direção e o beijei na boca, esfregando meus lábios nos dele, provocando-os, mordiscando, até que sua boca arrebatou a minha com volúpia.
Foi divino e senti seu perfume e seu cheiro másculo. Não resisti e cheguei a soltar um pequeno gemido de prazer com o duelo de nossas linguas.
Ele colocou as mãos em meus ombros, seus polegares na minha pele nua, alisando-a.
Ele agarrou logo em seguida meu braço e levantou-me do sofá.
respiração ofegante, a ereção evidente.
- Acabamos de chegar no fim da sua vez. Agora começa o capítulo um do meu...até chegarmos ao final dele. - Tire a roupa.... - mandou com a voz rouca. - Mas não a máscara.
Sem desviar os meus olhos dos seus , comecei a tirar o vestido vermelho, as sandalias.
Seu olhar faiscou ao me ver de espartilho, os seios empinados e a respiração ofegante os fazia subir e descer. A cinta-liga preta, as meias de seda preta moldando minhas pernas torneadas.
- Tira tudo...meu Deus... voce é ...deliciosa....
Fui tirando o espartilho, depois a cinta-liga e deslizei suavemente, lentamente a meia pelas minhas coxas e pernas.
E nua fiquei na sua frente.
Meu corpo branco, os seios rígidos, os mamilos vermelhinhos e duros, meu ventre liso sem pelos.
Engoli em seco, sabendo que o que viria, seria a experiência mais excitante, tesuda, prazerosa da minha vida.

Continua...



* Ah meu querido Fantasma, como está me inspirando nesse conto. Terminarei no próximo, e espero alcançar suas expectativas. Bjs doces e obrigada mais uma vez...Voce me trouxe o que mais precisava: Inspiração...

Ayesk@

Um comentário:

Anônimo disse...

Garota...você está se excedendo... escreve muito bem... ao te ler, parece que me transporto para o ambiente e passo a viver tudo aquilo...
Magnífico, em uma palavra!
Beijos
Kaplan