domingo, 19 de setembro de 2010

DUAS CRIANÇAS - FINAL

Naqueles dias, a minha produtividade na empresa, caiu drasticamente. Alguém ainda indagou:
- Ei! Voce está vivendo no mundo da lua!?
E estava mesmo, eu não podia me concentrar em mais nada, a única coisa em que eu pensava, era naquela estonteante e forte emoção. O prazer que Laurinha me proporcionou quando derrubou a toalha na frente do Cesar, continuava latente em minha mente. Nos dias que se seguiram, o meu carinho, amor e paixão por Laurinha ganhou ênfase, elevei a enésima potência os meus sentimentos por minha linda esposa.

É claro que naquela tarde perdemos o churrasco com os amigos, motivo pelo qual o Cesar tinha ido me esperar. Ficamos a noite toda juntos (nós três). Na manhã seguinte saí e voltei com um lindo buque de Rosas brancas, adornadas com Miosótis amarelos. Laurinha adorou. Não sei se gostou mais do buque, ou das minhas carícias. Minha forma de tratá-la melhorou muito. Ela sempre foi a minha menina, mas agora era mais que isso, era a menina que me proporcionava emoções indescritíveis.
Já o Cesar! Este ganhou em produtividade, virou um louco por serviço, devorava as suas atividades, desempenhava tudo com desenvoltura, ganhava elogios. Um “workialic "pareceria um preguiçoso perto dele. Passou a me tratar como sendo eu o seu melhor amigo!
A Laurinha? Bem... A Laurinha, linda e meiga como sempre, carinhosa, companheira, cúmplice... Eu a tratei com muito amor, carinho, paciência e TESÃO também.... Mas, não entendo o que poderia estar acontecendo com ela! Encabulou-se? Constrangeu-se? Eu olhava em seus olhos e ela os baixava, perdeu vivacidade. Por vários dias a percebi calada, quase muda. Eu não sabia mais o que fazer. Não tinha mais palavras de incentivo, conforto, ânimo, amparo... Recostei sua cabeça em meu ombro, e ela chorou! Chorou muito! Caiu em prantos profundos, e eu em desespero por não entender oque estava havendo. Até que ela achou forças e aos soluços, me disse:
- Estou chorando por que eu te traí. Eu nunca havia te traído. Agora voce não vai mais confiar em mim...
Tocando e sustentando sua face com minhas duas mãos, e olhando dentro dos seus olhos, carinhosamente lhe respondi:
- Não meu amor! Voce não me traiu não! Olhe querida, traição é quando um dos dois faz algo escondido e sem o consentimento do outro. Voce não fez nada disso! Nós estávamos juntos! E nada que se faça com o consentimento da outra parte, poderá ser encarado como traição. Eu te amo, meu amor. Voce é minha vida, e adorei tudo o que houve.
Eu a tratava com muito carinho, mas me parece agora, que faltava esse diálogo franco entre nós. Ela sentia culpa! Por ter gostado? Não sei. Sei que ela gostou sim, mas no âmago do seu prazer tinha receio que um dia eu viesse a culpá-la. Ora! Jamais!
Depois dessa conversa, ela desabrochou novamente, e para completar, eu lhe disse:
- Se voce não quiser, nunca mais faremos novamente. A verdade é que ela queria sim, mas a emoção foi tão forte que mexeu com ela, mexeu com nós três.
Com o passar dos dias o meu carinho por ela não diminuiu, só aumentou. E devagar ela retornou a normalidade.
O Cesar queria novamente, e eu lhe disse:
- Não amigo! Só quem vai determinar se aquilo acontecerá novamente, é a Laurinha.
Creio que com a certeza de Laurinha de que eu realmente a respeitava e que aquilo nunca diminuiria meu amor, ela recobrou toda jovialidade e encanto natural que era só dela. Animou-se. Passou a viver com intensidade. Até que certo dia, quando eu menos esperava, ela mesma tocou no assunto, relembrando aquele delírio, senti que ela estava refeita, senti que não havia sequelas, mas não a propus nada, embora eu tenha percebido que já despontava desejo novamente. Deixei que tudo rolasse, até que num momento de êxtase ardente, no meio do amor que fazíamos, ela com vibrante entusiasmo, me disse:
- Ah! Meu amor! Eu quero de novo! Quero sentir novamente dois paus dentro de mim, quero dois paus dentro da minha boca, depois um na minha xaninha e outro no meu cuzinho! O teu tem que ir no meu cuzinho, porque eu posso até dar pra outro, mas o meu cuzinho não, esse é só seu meu amor!
Ah! Que delírio! Só por aquelas palavras, o nosso gozo explodiu, a temperatura subiu e o êxtase apareceu na sua forma máxima.
E eu perguntei: - Voce quer com alguém em especial?
Ela respondeu: - Não meu amor! É voce quem decide! Lembre-se que eu sempre fui tua, tudo que voce determinar farei...
Passei uns dois dias pensando quem é que poderia ser. Ela me perguntou: - Voce já decidiu quem é que vai me comer?
Respondi: - Não meu amor, aquela vez foi tudo por acaso, nada havia sido planejado, estou sem jeito de convidar outro cara.
Ela me disse: - Por que então, voce não convida o Cesar mesmo?
O Cesar estava se tornando até inconveniente de tanto que me tratava bem, sempre criava a oportunidade de perguntar por Laurinha. Eu considerei que ele estava tendo uma conduta correta, pois nunca se aproveitou de nada, quando eu lhe disse que somente Laurinha é quem decidiria, ele respeitou e nunca forçou a barra. Contei tudo isso para Laurinha, e resolvemos juntos chamar o próprio Cesar para outra noitada. Falei com ele e marcamos tudo. Tudo agora estava sendo planejado (diferentemente da primeira vez). O Cesar mostrou-se muito grato e feliz por eu ter chamado ele mesmo para nossa segunda vez. Ele se portava como um gentleman.
Chegado o dia marcado, estávamos os três ansiosos, Laurinha estava refeita e certa do meu amor e carinho por ela. Mostrava-se solta e leve, eu pude me certificar que desta vez não pintaria nenhum “grilo” em sua cabeça. Pegamos o Cesar no local marcado e fomos a um motel, estávamos bem, estávamos seguros, ao entrar naquele quarto o Cesar foi logo beijá-la, ela virou o rosto e disse:
- Não Cesar, estou aqui e muito excitada, mas beijo na boca... Isso não! Só meu maridinho vai beijar minha boca.
Fui tomado de surpresa. Não sabia que ela trazia esse sentimento. Delirei! Adorei! Senti que realmente com ele seria só sexo, mas comigo era amor mesmo!
O Cesar não reclamou. Aceitou numa boa. E eu pude sentir meu amor e paixão aumentar ainda mais. Sou louco por ela!
Nessa noite vivemos muito, foi tudo muito bom. Tudo muito excitante e o que mais me dava prazer era perceber que Laurinha estava muito bem, muito segura. Na verdade era ela que comandava tudo. Ela dominava a situação, dominava nós dois. Transamos de todas as maneiras, ela fez questão de repetir aquela maravilhosa posição onde o Cesar sentado no sofá, era cavalgado por Laurinha e ela novamente me chamou, dizendo:
- Vem meu amor! Vem que bem sei o que voce quer! Vem, mete seu pau nesse cuzinho que é só seu, enfia seu pau no meu cuzinho...
Que loucura!!! Foi tudo muito sensacional...
Até que, num momento em que descansávamos um pouco, inocentemente eu disse ao Cesar:
- Oh amigão, na próxima convidaremos também a Marisa, sua esposa...
Ah! Por quê? Com muita rapidez ele respondeu-me dizendo:
- Voce pensa que minha esposa é puta?
Timmmmmmmmmmmmmmmmmm..... Resposta errada! Aquelas palavras ecoaram no meu cérebro. Viajei a jato, com velocidade supersônica saí do limite da emoção e fui encontrar-me com o limite da fúria!
Muito mais rápido que a resposta dele, foi a ordem que meu cérebro deu ao meu braço de dirigir o meu punho serrado, minha mão fechada até o nariz daquele infeliz. Ele nem viu de onde veio o soco que o jogou três metros para trás. Caiu de costas. Com olhos estalados de raiva puxei-o pelo colarinho! Despertei-o! Acordei-o! E perguntei:
- O que foi que voce disse?
Tive que dar-lhe tempo, ele não tinha consciência! Acho que quase o matei. O soco foi violento. E veio justamente de mim, que nunca fui violento. Jamais estive numa briga. Sou conhecido por meu semblante calmo, sensato, prudente, paciente. Mas aquela palavra feriu meu carinho e amor por Laurinha.
Demos um tempo para ele se recuperar, nos recompomos e fomos embora. Ainda o levei no meu carro e o deixei na porta de sua casa. Antes de descer, envergonhado e sensibilizado, nos pediu perdão e desculpas... Humilhou-se muito, disse que foi uma frase infeliz. Nós o desculpamos sim, mas decidimos parar com aquilo. Há mais de um ano que eu e Laurinha não saímos com mais ninguém.

Escrito por ZEUS o Gde.

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