terça-feira, 1 de junho de 2010

Você

É muito estranho uma pessoa comunicar-se com outra sem saber pelo menos o seu nome. E mais complicado ainda sem saber seu rosto. Ao mesmo tempo que é complicado, é excitante, pois na imaginação da escritora que aqui redigi surgem mil faces em minha imaginação e surgem mil histórias em minhas mãos.

Sinto necessidade de lhe escrever isto. Talvez a curiosidade consumindo meu ego; mas queria te dizer uma coisa: escrevo para ti na esperança de conseguir conversar com você a qualquer dia... Ainda a curiosidade me impera. Queria te presentear com este conto, espero que goste. Este não será publicado por ser de ordem impessoal.

Nosso primeiro encontro aconteceu via web, numa conversação tola sobre coisas tolas. De repente você me pergunta sobre que tipo de literatura gosto, respondi que vários e por um segundo indaguei se perguntaria: erótica. Sim! Respondi que sim e a partir daí nossa conversa fluiu entre o círculo de escritos e escritores, sendo ambos escritores também. Não discutimos os gostos, mas nos entendíamos bem em nossas conversas.

O nosso segundo encontro virtual foi mais informal, mais pessoal, dissemos nossos nomes e idades, nossas profissões e hobbys. Simples. E isto continuou por algum tempo, até decidirmos em nos encontrar pessoalmente. Marcamos um encontro no shopping, (clássico! Toda mulher quer se encontrar no shopping). Sentamos numa mesinha e nos cumprimentamos respeitosamente, bebemos e rimos de algumas bobagens e de algumas comparações que fazíamos de algumas pessoas que se encontravam na praça de alimentação.

O meu pensamento cruzou com o seu e juntos decidimos ir para um motel, averiguar e realizar algumas fantasias (aqui porei somente as minhas, devido não saber exatamente quais são as suas). Quando chegamos ao motel, fomos logo nos beijando, deslizando nossas mãos sobre nossos corpos, abrindo botões, expondo os corpos para apreciação nossa. Nus, te joguei na cama, queria te provar de alguma maneira, saber qual era teu gosto, sentir teu cheiro, descobrir teus pontos sensíveis e descobrir o que pensava e o que faria comigo.

Deslizei meu corpo sobre teu corpo, beijei tua testa, teus olhos – um por um, tua boca, fazendo-a abrir para explorar sua língua, duelar com ela, desafiá-la de alguma maneira. Mordisquei seu queixo, lambi seu pescoço, acariciei seu peito, deslizei minha mão sobre seu abdômen, seguindo até seu pênis. Segurei-o firme, os dedos envolvendo o membro, movimentando para erigi-lo; queria senti-lo dentro de mim, provar de sua força, de seu movimento, de sua sede por um sexo mais selvagem, mas ao mesmo tempo terno. Quando consegui, minha língua passeou sobre a glande, sobre o membro. As minhas unhas arranhavam sua cintura e você segura em meus cabelos forçando-me a colocar seu sexo dentro da boca.

Coloquei. Movimentei a cabeça com o seu membro dentro de minha boca, deslizando entre dentes e língua, sugando para que o sêmen chegasse mais rapidamente. Quando rígido, levantei e sentei em cima cavalgando devagar e depois rapidamente. Você acariciava meus seios, sentou-se e começou a sugá-los, mamá-los; excitei-me mais rápido, segurando em seus cabelos, puxando-os para trás. Para você a movimentação estava muito devagar, me jogou de costas na cama e voltou a me possuir, agora com mais ferocidade, com mais velocidade, queria enfiar fundo, bem mais no meu âmago fazendo bater a glande em meu útero. Eu gemia de dor e gozo, não queria ficar somente naquilo e antes mesmo de você gozar, pedi que colocasse em meu cú. Com uma bela cuspida lubrificasse a entrada e enfiou o seu membro, colocando-o todo, me ergui ficando de quatro e movimentando em posição contrária a você. Fazia bater os testículos na minha buceta, enquanto rasgava meu cuzinho, numa sintonia que me embriagava enquanto dava tapas na minha bunda; queria que gozasse em minhas costas e pedi, você o fez segurando seu sexo e lançando o gozo por inteiro.

Virei-me e dei-lhe um beijo, queria um banho e segui para o banho, pedi que me seguisse, que não teria terminado nossa seção.

O sabonete formando espuma, deslizando sobre o corpo, fazendo mini-carícias por todo o corpo. Queria foder ali no box, com a água caindo sobre nossos corpos, com a espuma deslizando mais rapidamente seu pênis dentro de mim. Agarrei seu pescoço, ergui uma perna e deixei você me penetrar para uma segunda vez de sexo; era estranho sentir o seu cheiro com o cheiro do sabonete, gemia em seu ouvido, insultando-o, a velocidade perdia sua intensidade e estava voltada para a força. Você socava com mais força e eu gozava, ficando com o rosto vermelho com o orgasmo que se aproximava, minhas pernas começaram a tremer e eu sabia que daqui a poucos segundos eu gozaria. Esperava ser o melhor orgasmo de minha vida e o foi. Ofegante, sorri para você, dando-lhe um selinho e esperando que a arritmia diminuísse.

Terminamos de tomar banho e nos sentamos a duas cadeiras que estavam postas na ante-sala, juntamente com uma mesinha e duas taças de champanha. Bebemos e voltamos a conversar. Era a hora da despedida, agradeci e esperei pelo o nosso próximo encontro, havia mais coisas a decifrar...

Bem, espero que goste e se por ventura errei em alguma situação, perdoe-me, pois ainda não sei como você se realiza sexualmente.

Sussurros ao ouvido, Camile Lamarc 

Escrito por Camile_Lamarc

2 comentários:

Hella disse...

Essas coisas eróticas que se fazem em chuveiros... Aliás, que lugar apropriado.

Que beleza Camile. E abraços, Ayeska!

Hella

Ayeska disse...

Camile querida, meu amigo merece este carinho! Por isso escolhemos esse conto como o primeiríssimo do mÊs de Junho. MÊs dos Namorados...
Bjs Camile. Hella, bjs amiga!