quarta-feira, 12 de maio de 2010

Charutos e Uísque

Era terça-feira, estava em casa pensando no que faria mais tarde. Resolvi assistir a um filme, talvez um drama ou romance, preparei minha dose de uísque, peguei um charuto na minha caixinha de charutos (não é cubano) e segui para minha sala. Liguei o aparelho de DVD e inseri um cd de romance; acendi meu charuto e fiquei a assistir os trailers iniciais, mas minha mente voou alto, minha imaginação sobrevoava em outros planos, outras coisas. Me fez recordar de minha amiga Larissa, do nosso encontro há alguns dias atrás.

Enquanto soltava um fio de fumaça as lembranças emergiam de forma mais forte, pois fora minha primeira vez com uma mulher.

Larissa é uma enfermeira muito dedicada, trabalha arduamente num hospital público e cobre plantões em uma clínica particular. Ela diz que nunca pensaria em outra profissão para ela, eu digo o mesmo da minha, mas ela as vezes esquece que é humana e que precisa de um descanso. Pois bem! Foi exatamente numa terça-feira que ela me ligou perguntando se poderia ir para minha casa, precisava conversar algo e queria a minha opinião. Respondi que chegaria um pouco tarde, mas que a chave deixaria na portaria e que ela pedisse ao porteiro quando chegasse. OK! Até aí tudo bem. Cheguei bem mais tarde do que imaginava, minha profissão como a dela aparecem imprevistos de vez em quando, então as onze e quarenta e cinco da noite eu cheguei. Hermes, o porteiro, me avisou que ela já se encontrava lá no meu apartamento havia algumas horas. Agradeci por ele fazer este favor e subi.

Quando entrei em casa a mesa estava posta, ela havia pedido o jantar e tirava a pouco do microondas, joguei a bolsa e o paletó sobre a poltrona e fui logo dizendo: - Deve estar uma delícia! Sentei logo na cadeira e segurei os talheres famélica, ela me serviu e serviu-se imediatamente. Comemos. A conversa fluía sobre o trabalho e depois do jantar fomos para o sofá, preparei os drinques, peguei meu charuto e realmente fomos conversar sobre ela; Ela não queria dizer, mas insisti até que ela desabafou. Estava com um problema na clínica, pois descobriram que ela era homossexual e queriam mandá-la embora; isto por que o chefe dela deu em cima e ela não quis.

Situação complicada, pois um diretor de uma clínica conceituada como ela trabalhava poderia muito bem acabar com a carreira dela, daí ela chorou sem saber como agir. Eu, solidária, fui consolá-la, tirei o copo de sua mão e coloquei na mesinha de centro, o meu charuto apaguei e dei meu ombro para que ela tivesse um apoio, ela continuava a chorar enquanto eu afagava seu cabelo, dizendo que não se preocupasse, que tudo seria resolvido; ela estava com seu braço envolto em minha cintura, comecei a sentir algo diferente, um frenesi em meu corpo, uma sensação de confortá-la mais, sua cabeça agora estava sobre meu peito, meu coração disparou de uma maneira, estava bastante acelerado. Dei um beijo em sua cabeça, uma ação impulsiva, mas quando ela levantou a cabeça e me olhou nos beijamos.

Me surpreendi! Nunca pensei na vida em beijar uma mulher, muito menos transar com uma e foi o que aconteceu.

O beijo foi malicioso, suave e incrivelmente erótico.

Começamos com um duelo de línguas e lábios, devorando, exigindo. Quando percebi estava com a blusa aberta e ela acariciava meu seio de maneira peculiar, sabia como fazê-lo fazendo-me excitar. Levou a boca a um deles e chupou o bico enrigecido, eu não sabia como agir e deixei ela tomar a posição de comandante; desabotei a sua blusa, acariciei os seios, massageando os bicos róseos, não vi quando ela abriu minha calça e tinha tirado. Eu estava com os seios a mostra e de calcinha no meu sofá esperando a proxima ação dela, Larissa ficou de pé e tirou toda a roupa, seu corpo era esbelto, curvilíneo. Ela ajoelhou no chão e puxou minha calcinha para baixo, deslizou suas mãos por minhas coxas e abriu as minhas pernas, foi abrindo o meu sexo com estrema delicadeza, beijava meu clitoris, deslizava sua língua sobre ele e depois por dentro, começou a me lamber me excitando cada vez mais, eu segurava em seu cabelo, acariciava meu seio enquanto ela me penetrava com seus dedos abrindo mais ainda meu sexo. Voltou a me beijar pedindo que eu fizesse o mesmo com ela, eu ainda estava tímida quanto o que iria fazer, mas troquei de posição com ela.
Comecei beijando sua boca, deslizando minha língua sobre o seu corpo, beijando coxas, barriga e finalmente o seu sexo, ela arqueou as pernas e colocou-as sobre meus ombros. Dei um beijo em cima do clítoris, ela tirou as pernas dos meus ombros e abriu para que eu tivesse mais visão sobre o que estava fazendo. Lambi de baixo a cima, a ponta da língua separando os grandes lábios e tocando o clítoris devagar. Ela pedia para ir mais fundo, então enfiava mais profundo, senti estremecer, ela começa a gozar e para não gozar sozinha me propõe um meia nove. Aceitei.
Ela deitou-se no sofá e eu fiquei por cima, ela me chupava e eu a ela. Quando ela enfiou um dedos no meu ânus vibrei, daí veio a segunda parte: ela pediu que ficássemos na mesma posição. Enroscamos coxa com coxa e esfregamos nossos sexos até gozarmos. Eu caí exausta sobre seu corpo, não sabia muito como como estava me sentindo, era uma mistura de prazer e vergonha, mas como boa amiga que ela era disse que não iria mais acontecer, só se realmente eu quisesse. Não soube responder a ela, era algo novo para mim, ainda estava tentando entender como tudo aquilo aconteceu, não era preciso entender somente sentir. E foi o que fiz, não comentei nada depois, somente rimos e voltamos a ser as boas amigas que sempre fomos, com uma excessão, ela me fez descobrir algo que nunca pensaria em realizar. E foi bom.

A minha última baforada de charuto foi a nota final para a lembrança deste relacionamento, eu estava molhada somente com a lembrança e pensando se aconteceria uma segunda vez.



Escrito por Camile_Lamarc
Postado por Ayesk@

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