domingo, 29 de novembro de 2009

Boas-Vindas


Há dois dias descansando na praia com minhas amigas e mesmo assim eu andava inquieta.
Eu e minhas amigas havíamos saído para um passeio naquela noite, jantar fora, jogar conversa fora e falar de sexo.
E essa palavra me levava a ter devaneios, onde os meus pensamentos iam até ele.
A noite era sempre mais difícil, pois minha imaginação criava asas e corpos pecaminosamente unidos vinham em minha mente e o tesão aflorava em toda minha pele.
Após o jantar minhas amigas queriam dar uma esticadinha em uma boate para dançar.
O calor da noite e o tesão que abrigava o meu corpo, fez-me despedir-se delas e ir em direção à praia.
A iluminação fraca dos postes no calçadão não diminuiu minha vontade de andar sozinha, sentir a areia nos meus pés descalços, havia tirado as sandálias e as levava nas mãos.
A brisa suave agitava levemente meus cabelos, a regata preta e o short preto completavam a minha figura solitária.
A boate estaria lotada aquela noite e eu poderia ficar imersa em meus pensamentos.
Eu nunca havia gostado tanto de alguém assim...
Meus olhos fitavam as ondas do mar com a melancolia de alguém carente, sofrendo por amor...
Eu estava como rosto banhado de lágrimas, quando ele se aproximou, as mãos nos bolsos da calça, a camisa larga esvoaçando com a brisa,seu olhos escuros e sérios.
Eu havía sentado na areia e olhava o mar, meu coração apesar de triste, esperançoso, pois como diz o ditado: “ Esperança é a última que morre...”
- O que faz aqui? – perguntei.

- Estou a sua procura...

- Por que? – idaguei soluçando.


- Não consigo ficar longe...- respondeu ele tirando um lenço e enxugando minhas lágrimas que teimavam em escorrer do meu rosto.


- Você não me perdoou...


- Estou aqui, isso não prova nada?


- Esqueça tudo por favor,o que passou, passou, começamos de novo!

Pedi baixinho, esquecendo tudo que aconteceu, pois agora o tinha junto de mim.

Ele nada respondeu, começando a beijar meus olhos, minhas faces e depois esmagando seus lábios nos meus, num beijo possessivo e arrebatador.

Nossos corpos se uniram com o beijo e um calor maior que que o próprio deserto nos envolveu.

- Vamos nadar um pouco...- pedi ofegante.


- Ótima idéia... – concordou ele.


Despimo-nos rapidamente, expondo nossos corpos ao luar.

A praia deserta era a única testemunha.
Ele foi o primeiro a terminar e atirar-se na água.
De lá ficou me observando tirar até a última peça, minha calcinha; e nua, caminhei até as ondas.
Ele abriu os braços me chamando.
Corri e fui ao seu encontro juntar-me com ele na água e juntar a minha nudez com a dele.
Beijamo-nos novamente, nossos corpos enroscados no frescor da água do mar, peles se tocando, nos contagiando no mesmo calor e na mesma vibração.
Passei as pernas pela sua cintura, apoiando minha vulva sobre seu pênis endurecido.
Fiquei movendo os quadris lentamente, esfregando-o na minha parte mais íntima, saboreando as sensações gostosas que invadiam meu corpo.
Ele beijou-me o pescoço, os ombros, depois meus seios úmidos, lambendo-os, mordiscando-os , sugando-os enquanto suas mãos passavam pelo meu corpo.
Eu me mantinha enlaçada nele, os braços ao redor do seu pescoço, o tronco jogado para trás permitindo que os lábios dele dominassem meus seios, brindando-os com carícias.
Suas mãos desceram até minhas coxas, dali escorregaram para minhas nádegas, apertando as carnes rijas, alisando meu ânus apertado e tentador.
Eu completamente lasciva, faminta por ele roçava sem parar a minha vulva no seu pênis.
Afastando um pouco mais os quadris, eu acomodei seu pênis com uma das mãos, à entrada da minha vagina.
E com estocadas curtas, deixei-o escorregar para dentro de mim, completando-me, encaixando-se perfeitamente e inteiramente dentro de mim.
Fiquei movendo-me lentamente, indo e vindo, sentindo-o roçando tudo por dentro, aumentando ainda mais aquela tensão deliciosa.
Havíamos brigado e ficamos semanas sem nos falar e depois meses como mero conhecidos, pois ele não confiava em mim.
Ele continuava acariciando meus seios, meu corpo, me mordiscava, provocando-me espasmos deliciosos e contrações rítmicas em meu ventre.
Fechei os olhos, agradeci aquela nova oportunidade, minha boca entreaberta, respirando forte, gozando um orgasmo, que não se desfez,mas que continuou crescendo, como numa escalada, cada vez mais forte, cada vez, mais intenso, fazendo-me mover os quadris mais rápido e com mais ritmo.
Ele percebendo que eu gozava, coordenou seus movimentos aos meus , golpeando-me profundamente, com força, mais e mais, com estocadas fundas que tiram o ar dos meus pulmões e uma sensação forte e gostosa espalhava-se pelo meu corpo.
O prazer foi demorado e intenso, fazendo-o ejacular copiosamente dentro de mim, que desfalecia extenuada em seus braços. Nadamos até a margem e saímos da água.
Me carregando no colo, me deitou na areia ao seu lado.
Com um sorriso caloroso de boas-vindas, pegou minha mão entre as suas e a beijou.

- EU TE AMO...


Escrito por Ayeska

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