sábado, 17 de outubro de 2009

Encontro Inusitado - Assunto Inacabado


O apartamento da Luciana estava lotado, pessoas entravam e saiam.

Homens e mulheres discretos, esportivos, meio desligados, atentos, sensuais de todos os tipos circulavam. Eu não estava legal , uma melancolia dentro do meu coração.

Alguns homens se aproximavam tentando uma conversa e algo mais. Mas minha noite era melancólica. Usava um vestido preto até as coxas, solto, sensual, as costas nuas.

Sai do tumulto discretamente com uma garrafinha de keep cooler bem gelada. A brisa refrescou meu corpo. Levantei os cabelos que caiam pelos meus ombros no alto da cabeça para me refrescar. Passei a garrafinha gelada em volta do pescoço, no rosto, sentindo a frieza da garrafinha em contraste com o meu corpo quente.

Depois soltei-os e senti a brisa agita-los suavemente.

Respirei fundo. “ O que estava errado, afinal?”

Naquela varanda a claridade da Lua disputava um brilho com a da cidade.

Ergui a cabeça e respirando fundo novamente , olhei o céu. As estrelas se ofuscavam com a Lua.

- Observe as estrelas... – disse uma voz suave e bonita. Muito bonita, me sobressaltando.

Virei-me rapidamente e num canto da varanda havia um homem sentado em uma cadeira encostada à parede.

Não dava para vê-lo direito. Apenas um vulto no escuro. Percebia-se mesmo sentado que era alto, afinal tenho 1,65cm e estava com sandálias de salto e mesmo assim percebia que se ele se levantasse seria maior que eu.

- O que disse?

- Olhe as estrelas...

Olhei para o céu. O brilho da lua que se erguia ofuscando as estrelas.

- O que há com elas? – perguntei sem entender.

- A medida que a Lua surge, elas se ofuscam.

- Sim , eu sei.

- Só que as estrelas continuam lá, a medida que a Lua passa.

Tentei ver-lhe rosto mais era impossível. De dentro do apartamento se ouvia, vozes, risadas, música.

- Você está tentando me dizer algo, mas não estou entendendo.

- Você é a Lua que ofusca as estrelas. E deve ser como a Lua, sempre à caça do sol, sem jamais poder encontra-lo.

- Por que diz isso. Pareço alguém em busca do impossível?

- Você é impossível... Todos a olham e a desejam, mas ninguém se atreve a se aproximar de você.

- Por que diz isso?

- Por que eu sei...

- Sabe?

- Li em seus olhos assim que me olhou com esses olhos tristes.

- E o que leu?

- Que você quer alguém...Alguém especial...

“Respirei fundo, estaria assim tão vulnerável, a ponto de um homem desconhecido poder me interpretar apenas com um simples olhar?”

- Acertei, não?

- Talvez..- respondi sentindo-me exposta.

- Venha cá. – disse ele – Sente-se aqui.

Vi uma cadeira próxima da sua e fui até lá. Sentei-me . Fiquei olhando para o rosto na penumbra, tentando enxergar seus detalhes. Mas a escuridão não o permitia.

Voltei-me em sua direção.

- Quem é você?

- Alguém especial

Dei uma risada.

- Está bem, vamos acreditar que seja...

- Já é um começo, de-me sua mão.

Estendi a mão em sua direção. Dedos firmes, acariciaram minha mão e subiram pelo meu pulso, me excitando com seu toque seguro, carinhoso.

- Você é muito sensível Ayeska....

- Como sabe meu nome?

- Eu perguntei...

- O que mais perguntou sobre mim?

- Pouca coisa, mas quero descobrir mais, se você deixar.

- O que por exemplo quer descobrir

- De que cor é a sua calcinha?

Achei a pergunta tão fora de propósito que ri.

- Por que riu?

- Achei a pergunta engraçada.

- E de que cor é?

- Por que não adivinha?

Senti no ar que aquele estranho que estava me excitando de forma sutil, iniciava um jogo. E eu queria ver até onde ele iria.

- Se o que li em seus olhos é correto, você deve estar usando preto.

Fiquei perplexa.

- Acertei, não é?

- Humm pode ser.

- Humm roupas intimas pretas contrastando com sua pele branquinha...seu perfume é convidativo, torna você disponível.

- Disponível?

- Sim oferecida, lascívia...

- Não está sendo precipitado em seu julgamento?

- Me responda você.

Segurando firmemente minha mão, puxou-me em sua direção. Tentei resisitir. Fiqueí em pé. Ele me puxou um pouco mais, até que eu ficasse junto a ele. Podia sentir sua respiração aquecer meu ventre.

Ele soltou minha mão e ficando de frente para mim, puxou-me fazendo com que minhas pernas ficassem entre as dele.

Suas mãos tocaram meu joelho, na parte externa das minhas pernas, e foi subindo, levando o vestido, lentamente, numa carícia que fez meu corpo arrepiar de tesão. Detendo-se nos meus quadris, seu rosto próximo ao meu ventre.

Suas mãos contornaram meus quadris e foram até minhas nádegas e seus dedos pressionaram minhas carnes rígidas.

Sentia o calor intenso da suas mãos, que levantaram meu vestido até o ventre. Estremeci, a boca seca e o tesão se avolumando. Meus seios intumescidos, os bicos tesos contra o tecido fino do vestido.

Ele colou seus lábios em meu umbigo, a língua estendeu-se, enfiando-se no orificio redondinho, provocando-me tesão no meu ventte.

- Pele macia...Gostosa...eu poderia lambe-la inteirinha..

Ele beijou meu ventre, depois sua boca desceu um pouco mais, por sobre minha calcinha, até embaixo. Senti meus joelhos amolecerem, sua respiração em minha xana me arrepiando.

- Sinto o perfume...voce está excitada....sua bucetinha está se molhando...Voce me quer!

- Você é convencido!

- Diga que me quer.

- Não!

Sua língua se aprofundou, roçando o tecido da calcinha e da minha vulva. Inconscientemente, abri mais as pernas. Ele me lambeu, misturando sua saliva com a minha umidade.

- E então?

- Não!

Mantendo meu vestido preso em uma das suas mãos, começou a puxar com a outra, minha calcinha para baixo.

Primeiro um lado e depois o outro, até que não agüentei a tortura da sedução, do tesão e cedi.

Ergui uma das pernas e ele retirou-a, ficando presa a outra perna.

Sua língua estendeu-se e tocou meu clitóris.

No ar o cheiro da minha xoxota excitada.

Sua respiração, o hálito quente, a língua morna, tudo me fazia estremecer.

Estremecendo, pousei as mãos em seus cabelos, agarrando-os com força.

- Diga que sim!

- Não...

Sua língua avançou mais, alcançando a entrada da minha vagina. Penetrou-a parcialmente.Girando lá dentro, buscando o ponto mais sensível das minhas dobras internas.

Suspirei, gemi baixinho, enquanto meus joelhos viravam geléia.

O apertei contra meu corpo com força. Senti sua língua penetrar mais fundo.

Gemi novamente.

- Sim?

- Oh sim, sim... sim.. eu o quero...não pare agora....mostre-me...

Sua língua ia e vinha, no compasso da respiração apressada.

Suas mãos voltaram e subiram pelas minhas coxas brancas, contornando meu corpo e indo massagear minhas nádegas. Senti meu cuzinho piscar e a xoxota molhar mais e mais sua língua.

Senti um dedo seu atrevido, massagear meu ânus, com uma pressão incômoda a principio e pertubadora em seguida.

Ele me lambia, alterando no interior e na entrada da minha vagina. Lambendo estrategicamente meu clitóris.

- Você é deliciosa....gostosa..quero te fuder Ayeska...vou fude-la...mas não agora...Agora quero apenas faze-la gozar...gozar bastante...aqui ...em minha boca...- sua voz rouca, excitada.

Os primeiros orgasmos me abalaram levemente.

Depois foram aumentando de intensidade, cada vez mais forte, mais prolongados.

Eu tremia, apertando-o contra mim.

Meu ventre parecia um vulcão.

- Mais...mais..

Gozei terrivelmente , dolorosamente, prolongadamente, extravasando um tesão acumulado.

Senti-me molhada ao extremo., devassada, usada, mas plenamente satisfeita.

Quando ele me soltou,eu recuei e deixei meu corpo cair na cadeira.

Seu rosto permanecia nas sombras.

- Quem é você?

- Sou alguém especial já disse.

- Não basta, quero saber mais.

- Saberá, quando chegar a hora.

- Como assim?

- Não aprecia um pouco de romance? Mistério? Magia?

- Vai me dar tudo isso

- Sim.

De repente ele caminhou na direção da porta e a única coisa que vi, foi um homem alto, forte, de calça preta, cabelos pretos se misturando entre as pessoas que sequer imaginariam o que havia acontecido naquela varanda.

Tudo que acontecera me pareceu fascinante, sedutor e fantástico.

Relaxei meu corpo na cadeira, puxei minha calcinha, vestindo-a, minha vagina extremamente molhada e gozada. Ainda sentia nela o calor daquela língua impetuosa e hábil.

HORSE_LOVER, obrigada pelo título e pela opinião ao ler. MORE THAN WORDS!

Escrito por Ayeska

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